sábado, 27 de dezembro de 2014

Três Corações

Três Corações

Nada mais inquieta o silêncio
As turbulentas ondas inquietantes
Que assombraram sonhos, desejos
Agora são instantes de mansidão
E tranquilidade entre três corações.

Uma palavra solta no vento
Um sorriso descontraído e
Refrescante apaziguando qualquer
Pensamento... feitiço infantil
Mágico inebriador, música para
Meu ser tão perdido nas letras soltas.

Milagre em forma de carne
Espírito predestinado a lutar
Com Luz ao invés de espadas
Vidas peregrinas, infinitas
Reencontradas na emoção
Musical do vento Divino em
Corpo de menino. 

Fernando Matos
Poeta Pernambucano




terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Levitar

Levitar

O sol invade como intruso
Nosso lençóis desejando compartilhar
A harmonia calorosa do nosso
Afetuoso jeito de amar.

A sede e a fome já saciadas
Pela degustação da madrugada
Dos corpos sedentos de prazer,
Liberdade entre quatro paredes.

Acordar é o maior crime conjugal,
Ainda com desejos de levitar em
Tua carne, não vejo mal em perder
As horas te observando e querendo
Semear o fruto da nossa bela relação. 

Fernando Matos
Poeta Pernambucano




quinta-feira, 27 de novembro de 2014

CUIDAR


Lugar escuro, muitas vozes
Fico na fortaleza do meu silêncio
Com receio da fúria dos algozes
Torturarem meu corpo débil...


Uma voz ao longe tenta apaziguar
A inquietude dos sussurros dolorosos
Energia presente que traz esperança,
Renova a fé aos espíritos rancorosos.


Sensível estou e cada vez mais
A tranquila voz se aproxima,
Minha dor já se ameniza...
“Está tudo bem, pode me olhar?”
A pergunta soa como segurança
Respiro fundo, tomo coragem
Já não choro como criança...


Ser iluminado de branco
Como se reunisse todas as forças
Das cores em uma só tonalidade
A brilhar... Estou em boa recuperação agora
Tenho a Enfermagem como arte do meu cuidar.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano



quarta-feira, 8 de outubro de 2014

VITRINE EVASIVA

VITRINE EVASIVA


Trafego por estradas
Reais e asfaltos feridos.
Uma visão nua da natureza
Viva que estende a mão
E tem sobrenome de pobreza.

Nem tudo que passa
É visto pelo retrovisor
De uma existência negativa.
A porta se abre para quem
Possui a chave da sorte alheia
Ao contrário de alguns que nascem
Com sobrenome timbrado e prerrogativas.

Já não tenho tanta pressa
E ando não devagar mas
Em passos silenciosos
Contemplando cada olhar.
Vitrines de um passado perdido
E escuso.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano




sábado, 26 de julho de 2014

PARAÍSO

PARAÍSO

Todo poeta ou poetisa
Tem seu lugar mágico
Um lugar onde tudo se concretiza,
Nada é trágico e o real imaginário
Toma forma em linhas de inspiração,
E valor literário.

Mundo paradisíaco e único
Onde a boêmia, não tem noite
Tão pouco dia... O que importa
É a alegria de viver os encantos
De uma Vida única em cada olhar,
Em cada canto onde o ilusionismo
É a tinta para um novo texto.

Nessas linhas o poeta tem liberdade
Para enaltecer a Mulher Amada,
Falar de um tempo onde a idade
Era de curti o colo de uma rapariga
Deitado em lençóis com cheiro de retalho
Masculino.

Não tenho vergonha é certo,
E nem minhas criações vêm
No bico de cegonhas.
São lutas e conquistas
Conseguidas no caminho
Inóspito, desbravador da Luz
Verdadeira... Se medo da dor.

Meu Paraíso é aqui na minha cria
No formato talvez imperfeito,
Mas com sentimento em cada
Poesia.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano


sábado, 19 de julho de 2014

Prantear

Prantear

Chorar é a forma
Mais fácil de regar
O âmago espiritual
Limpando o terreno
Deixando o bem,
Abrandando o mal.

Choro pela criança
Que vive nas esquinas
Meninos e meninas
Sem esperança de uma
Vida de qualidade.
O que será quando tudo
Avançar e a idade pesar
Nos ombros cansados?

Choro na noite calada
De alegria, de mágoa
É o meu lamento íntimo
Momento crucial para reflexão
Entre os erros e acertos
E acreditando na Vida
Vou seguindo à estrada
Até o momento da despedida.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano




quinta-feira, 10 de julho de 2014

Todo Respeito

TODO RESPEITO

Com todo carinho 
Ainda me lembro quando
Menino, todos reunidos
No pátio da escola
Munidos de uma voz
Infantil mas forte...Varonil.

O desenho mais colorido
Tinha as cores verde, amarelo,
Azul e branco e nada
Se perdia, nenhuma estrela
Que na nossa imaginação
Saía do céu imenso para bilhar
Nos nossos ingênuos corações.

Hoje Cidadão tenho afeto,
Honra de Ser Brasileiro
Valorizando nossos reais
Valores que não abro mão.
E feliz por defender como
Garra de guerreiro o nosso
Manto sagrado, chamado Brasil.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano



sábado, 28 de junho de 2014

HERDEIRO

HERDEIRO

Quando tudo passava 
Como um vento 
Na janela da vida 
Um pensamento Divino 
Pairou de uma forma divertida 
Com sorriso de menino. 

O Criador na Sua Soberania 
Qualificou dois corações 
Para tomar conta de seu Filho, 
Expectativas, dúvidas e emoções 
Farão parte dessa nova jornada 
De um trem em trilhos e trilhas renovadas. 

Divino, Pai Eterno, dá-nos 
Sabedoria e competência 
Para que no dia a dia possamos 
Educar, mostra-lhe a Verdadeira 
Justiça, pois a contemplação da Saúde 
Já fora de inteira Felicidade. 

Vamos caminhar por estradas 
Que em lembranças 
Passadas, o véu do esquecimento 
É justo... Três corações juntos 
Novamente, herança do mais 
Sincero verso de uma poesia 
Inacabada. 

Fernando Matos
Poeta Pernambucano




sábado, 3 de maio de 2014

A BOÊMIA - Poema do Poeta Fernando Matos

A BOÊMIA

A boêmia do silêncio
Me criou, uma mesa
Com duas cadeiras e
Apenas um assento
Ocupado com a matéria
Invisível.

Boêmio não chora,
Lamenta a despedida
Em versos soltos que só
Se agrupam quando a
Ressaca termina com o
Nome, cheiro e cor
Feminina.

Os tragos, as geladas
Sempre veneram suas
Vítimas solitárias...
Gracejam e zombam
Durante toda noite o
Corpo inerte e moribundo
De estômago vazio e letras
Soltas na cabeça do mundo.

Terno branco, camisa vermelha,
Sapato bicolor, gravata desarrumada
Nas ruas de tijolos antigos.
Hoje o poeta ressurge sóbrio
Sem falsos amigos, continua escrevendo
No silêncio os verso profundos à pessoa
Amada, esperando a hora exata
Para dedilhar o violão sem cordas.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano






quinta-feira, 1 de maio de 2014

POESIA EM VIDA

POESIA EM VIDA

Ando devagar
para melhor
aproveitar os retratos da vida.

Respiro melhor quando
o vento sopra a favor
das linhas imaginárias
refrescando a dor da saudade
e dando ânimo ao eterno
sentimento do amor.

Eu te amo,
Eu te quero... São palavras
que sempre irão trazer a
aproximação entre os seres humanos
e só os insanos conseguem viver
eternamente com suas desilusões.

O Poeta pode deixar transparecer
que sofre para em versos e prosa
completar sua poesia,
mas é pelo trabalho árduo
do dia  a dia que trazemos do invisível
a insustentável leveza do Ser  Humano.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano




domingo, 6 de abril de 2014

AS HORAS - Poesia de Fernando Matos

AS HORAS

As horas que me escondi
Do mundo frio, outros momentos
Quentes, onde vivi e estarei
Guardado em vários pensamentos.

Das horas de angustia,
Tristezas e alegrias,
Ensinamentos de uma história.
Passagem das trevas à glória
Um milagre em Vida.

Nas horas onde tive medo
Solicitei ajuda Divina
E um raio de Luz incandescente
Ergueu-me e deu-me forças
Para transmitir aos descendentes
A Beleza dos Céus.

Em horas como esta
Tudo é sabedoria, riqueza
De detalhes vividos e o
Que não presta é reciclado
Na linha do tempo.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano



terça-feira, 1 de abril de 2014

PRIMAVERA CASUÍSTICA - Poesia de Fernando Matos

PRIMAVERA CASUÍSTICA

Após a chuva que inspira
A terra chega o perfume
E as cores que embala a vida.

Cenário cênico da existência
Que nasceu da perfeição
Composição cenográfica
Escrita pelo Pai da Criação.

Cada Ser na sua missão
Ecológica, a lógica da biografia
Humana que traz calor, luz
E amor entre os organismos,
Compondo a beleza da história.

Vitalidade que inspira nomes
Orquídea que lampeja cantos
E poesias, Girassol que clareia
Montes e campos Elísios, Lavanda
Que acalma a ansiedade os Homens
E perfuma a santa ceia.

Hortência, Violeta e Narciso
Que se estonteia com a beleza
Reversa. Petúnia, Margarida, Angélica
A condição própria, essência particular
De cada viva criatura casuística
A sutileza do criar.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano





sexta-feira, 14 de março de 2014

Boa Noite - Poesia de Fernando Matos

BOA NOITE

Corpo lento e uma vontade
Imensa de se jogar numa rede
Onde a idade não tem pressa.
É a musculatura do trabalhador,
Do estudante, que labuta dia a dia
Esquecendo a dor e almejando
O sucesso próprio e da família.

É aquele chinelo velho
Que me chama de volta à casa
Acolhedora
É o sorriso largo das crianças
E da patroa
Que neste instante prepara a janta
Quentinha, arruma a mesa e se
Perfuma inteirinha.

Nada como um Lar confortável
Onde a Luz entra pela porta
Preenche a sala, os quartos e
Saí de mansinho pela janela
Sem deixar saudade... Senhor
Trabalhastes muito para
criar este mundo e eu só
preciso de mais uma noite
para a mente e o corpo descansar
e quando o dia amanhecer
forte está e ir ao encontro da evolução.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano





Bom Dia - Poesia de Fernando Matos

BOM DIA

Bom dia
bom dia para vida
que nasce e segue
para partida com
A promessa de um novo mundo.

Bom dia para alegria
que nunca se entristece,
bom dia para o amor
que todos os mementos
clama pela união dos povos.

Bom dia para a justiça
dos homens e a grande
e Iluminada Justiça Divina,
que nos anima na
caminhada diária.

Bom dia para o carinho
que nos aquece o ninho,
o aconchego, chamego
que embala e transforma
o Ser Humano.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano








quinta-feira, 13 de março de 2014

OLINDA LUZ - Homenagem a minha cidade de Sonhos

OLINDA LUZ

Transporto-me em ladeiras 
sem fim.
O vento do passado
beija-me a face
com gosto de vinho envelhecido.

Ó Linda lua coesa à
serenata...
Fez-me sentir o calor
dos lábios saudosos
da mulher amada.

A vida transcendente,
exprime esse corpulento
em poema.
Espírito declamador
da vida em luz do bem querer.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano



RECIFE ANCESTRAL - Homenagem a minha linda Cidade

RECIFE ANCESTRAL

Recordo com comoção 
meu pai ensinando-me 
a andar nas ruas da cidade
que nasci e que atribuiu a minha vida
alegrias e fortes emoções.

E agora crescido,
vivo a andar em pontes
que um dia levou e fascina
irmãos tão distantes.

Crio afinidade às ruas
de pedras antigas que
com nostalgia trilhei
nos braços de meus pais.

Incrível a felicidade
que não tem idade.
Todos que aqui chegam
recebem a beleza das núpcias
da lua com o mar.

Fico a cortejar
a linda Mulher no
nosso Recife Antigo,
amanhã serei o pai
a ensinar esta beleza ao meu filho.

Esqueço as tristezas quando
olho as esquinas que atravessei,
sabendo que tornei-me grande
como os rios que levam sem destino
a poesia do belo Recife e
sem querer deixam suas lembranças
no nosso dia- a- dia.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano



terça-feira, 11 de março de 2014

Sertão Amigo - Poesia Inesperada de Fernando Matos

SERTÃO AMIGO

Estava minha pessoa
assim meio a toa
assistindo um programa 
animado
quando ouvi o celular
tocar
e trazer boa novas
na voz da Amiga Cristiane Holanda ...
Poeta vai assistir poesia
da nossa terra
e sem pensar muito naquilo
fui e atendi
o pedido.

Vi a terra dos poetas
e da amiga Gloria Montenegro
São José do Egito
quase grito de emoção
quando ouvi também
falar das paragens
de Maciel Melo
poeta cantador
canta mais alegria
do que a dor
mostrando que o
Nordeste tem
cabra da peste e
gente sofrida
mas que leva na lida
o sabor do amor.

Sou poeta da terra
do frevo
e não me atrevo a
muita cantoria
pois declamo
meus versos
simples como
minha bermuda e meus
chinelos
Sou poeta das emoções
rimas que embala
corações sem precisar
de regras
apenas sentimento

Fernando Matos
Poeta Pernambucano 



sexta-feira, 7 de março de 2014

O ÚLTIMO CARNAVAL - Poesia de Fernando Matos

O ÚLTIMO CARNAVAL 

Lembranças invadem 
Sem pedir licença 
Recordações coloridas 
Vão e vem em cores fortes 
E em outras partidas. 

Aquela fantasia multicor 
Hoje causa dor na saudade 
Fotográfica em álbum de borrões 
Pergunto onde ficou o brilho 
Folião? 

As mãos estendidas ao alto 
Exaltava Dionísio em sua 
Fertilidade primitiva.
Agora a idade regula a 
Forma criativa não perjurando 
O conteúdo da animação. 

O tempo muda e as canções 
Não passam de meras 
Recordações antológicas 
As pernas jovens não conseguem 
Saltar suas coreografias.
As tradições carnavalescas 
Terminam na ressaca moral 
Do despertar pagão. 

Guardo o sorriso como bússola 
Que me guiará aos confetes e 
Serpentinas... Marcha Palhaço 
Seguindo o coração pulsante da 
Sua colombina. 

Fernando Matos
Poeta Pernambucano




quarta-feira, 5 de março de 2014

A ÚLTIMA PAISAGEM - Poesia de Fernando Matos

A ÚLTIMA PAISAGEM

Caminho descalço entre espinhos, 
As pedras quentes já perderam 
Sem calor e o ninho da vida 
Pérfida hoje é vento do passado.

As roupas são leves como brisa
Suave que vagueia sobre girassóis
Divinos, revestido por palavras e fé
Sigo sem medo de tropeçar.

As mãos que procuravam refúgio
E amparo nas carnes impuras
Hoje reconhece a mansidão
da energia infinita.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano



domingo, 2 de fevereiro de 2014

ANGUSTIA - Poesia de Fernando Matos

ANGUSTIA

O ontem quando vive
Presente é aviso de alerta
Um dia que não desperta
A mente para a nova estrada.

Cicatrizes são para guerreiros
A nova morada para os Novos Tempos
O equilíbrio para os cultos
Ocultos em nossa vereda espiritual.

Caminho silicioso comedido
Nas palavras proferidas na calada
Da noite... A ira não deve ser
Despertada, mas silenciada.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano





quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Epifania - Texto de Fernando Matos

Epifania 

Ainda foi ontem em 
Um presente bem próximo 
Que nossas mãos se tocaram 
Levemente de forma pura 
Nossos olhares flertaram 
Os sentimentos de jovens 
Apaixonados. 


Saudoso lembrar das boas 
Conversas de palavras soltas 
Nas calçadas de onde nossos 
Pais tão zelosos nos vigiavam 
Com um olho enquanto o outro 
Assistiam novelas. 


Reviver as boas brincadeiras 
De rua, de roda, nossos folguedos 
Estimulando a mente a vencer 
Obstáculos com brinquedos 
Feitos a mão... Bafejo de emoção. 


Alquimia da história 
Humana que as vezes 
Nos deixa incólume 
Das tragédias e comédias 
Indulgentes. 


O coração puro começa 
Nos amanhecer dos olhos 
Remansados e a grande 
Epifania virá dos pensamentos 
Castos nas trilhas do 
Dia a dia.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano