quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Lá Vem Ele - Poesia de Fernando Matos

LÁ VEM ELE...

Artérias congestionadas,
Coração fora do compasso.
Um suor quente correndo pelo rosto e a
Respiração forte,
É esse povo teimoso que
Cisma em fazer o ritmo da vida
Mais gostoso.

Mãos elevadas ao vento,
Exclamando que é nosso
O Galo, o melhor do mundo.
É o passo do frevo acelerado
Que toma conta do corpo e uma
Multidão numa só voz...
Lá vem ele, O Galo da Madrugada.
Fernando Matos.
Poeta Pernambucano


Folia Pernambucana - Poesia de Fernando Matos

FOLIA PERNAMBUCANA

Na órbita exótica da folia
homens, mulheres e crianças
desfilam com alegria
suas fantasias e sonhos.
Cantando em voz alta
versos que fazem do nosso carnaval o melhor
sem igual...
Criamos blocos alternativos
como nativos em suas tribos.

Desfilamos sombrinhas coloridas
em dias de sol que ferve ainda mais
O Frevo em pés brincantes.
Nosso Recife abriga foliões e
seus corações multiculturais  que somam
a união, a alegria, viajando em telas internacionais.
Somos líricos, saudosos, anárquicos
só emoção que rejuvenesce o Frevo Canção da Despedida...
A ida terá volta entre pontes
que nos trazem o júbilo da confraternização,
O Grande reencontro da Folia Pernambucana.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano



segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Assassino, poesia de Fernando Matos

ASSASSINO

Apuro a visão
voando rasante
no desempenho de uma ave de
rapina,
seqüestrando o olhar e
coração da amante menina.

Braços aquartelados,
abertos infinitamente no sonho
guardado do fogo amado...
Uma paixão além dos lençóis.

Aqueço as pernas,
fortaleço os músculos e
te dou um beijo longe e sufocante
sugando a essência de nossas
almas...
Rasgando a noite um forte grito:
- Me Mate Meu Amor, que estou pronta.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano



domingo, 15 de janeiro de 2012

Poesia "Vida" de Fernando Matos

VIDA

Vida que conspira e
inspira a favor de todos.
Que une dois seres
favorecendo a teoria da evolução e
contemplando na estrada infinita
a união de seres invisíveis que
carrega a Luz
e traduz a Vida a um
Ser Humano.

Vida pequena
grande bastante
pura e inconsciente,
particular...
Vida que cresce e
favorece a uns e
enobrece na pobreza
a outros.

Aprendendo que a vida
é uma escola sem
escolhas... Desenvolver
nem sempre serás chamado
de Ser... Uma vida, duas
vidas e várias partidas
que nos levam aos jardins gregos
do paraíso.

Viver uma vida,
vida que não é sua...
Emprestada para sobreviver e
aprimorar o destino nem sempre
guardados nas lembranças de um adulto
ou nos sonhos inocentes de um menino.

Vida que agora escrevo
que amanhã ganha uma amizade
ou um desprezo...
Leitura poética
vivida no caminho de Luz
que sempre continua.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano
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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Poesia de Fernando Matos

ETERNO MENINO

Regozijo-me,
apresso o passo
mesmo sem perder
a beleza da viajem.
Luto contra os meus
mais ferozes inimigos...

Meus pensamentos.
Não quero apagar minha imagem
no espelho da Vida.

Quando tudo parecia
perdido em meu caminho...
Uma mansidão pairou 
levemente em minha Vida Poética
e aliviou a turbulenta marcha
do meu coração.
Ilusão que acredita que
as dores da carne perduram.
A Grande Dor só o espírito
revela em silêncio
seus gritos da eternidade.

Agradeço a Deus
a paciência...
Reclamo por dias melhores,
mas eternamente sou grato
ao Pai Divino
por tomar conta
desse Eterno Menino.

Fernando Matos 
Poeta Pernambucano 



sábado, 19 de novembro de 2011

Poesia de Fernando Matos

ESQUECIDO VERSOS PERDIDOS




Aceitar
a rejeição e ingratidão,
mas não concordar com o
rejeitamento interpessoal.

Acreditar
nas palavras perdidas no tempo
perdido entre lençóis...
Não acreditar mais nas lágrimas
acolhidas  no recanto interpessoal.

Persistir
na busca do invisível que
sempre reflete no espelho
interpessoal.

Valorizar
o acordar da visão
verdadeira...
A cegueira interpessoal
está quase curada.

Ser
o que sempre foi
predestinado, o isolado
humilhado e solitário.
Otário sentimento interpessoal.

Assumir
que sumir entre versos é
irracional ao puro sentimento
das palavras claras e muito
(In) (Ter) (pessoal) .

Fernando Matos
Poeta Pernambucano


sexta-feira, 4 de novembro de 2011

ALIANÇA NEGRA



O punhal da covardia

lança-se na escuridão
do medo de amar.
Deixando na bainha
o sangue negro do adeus.

A promessa que outrora
vingava,
submerge no charco da mentira,

Agora carrego
no dedo...
A Aliança Negra
do enlace traiçoeiro
com a solidão.

Fernando Matos

Poeta Pernambucano