segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

Vozes Humanas.

 Vozes Humanas.


Ela nasceu e já foi ceifada…

Nem foi abraçada pela genitora.

A mentora foi a própria maldade.

Sociedade desprovida de emoção.


Morreu uma criança, sem esperança.


Encontrou a luz do mundo…

Um profundo desgosto se deparou.

Foi deixada na calçada do destino.

Era menino ou menina? Ninguém sabe.


Tão indefesa, o abandono foi sua surpresa.


Corre de um lado para o outro…

Houve um estouro em algum lugar.

Céu aberto cheio de bombas, aí vou morar.

Perdeu o direito ao nascedouro.


A Guerra é a alma desprovida de vida…


São tantas vozes humanas perdidas…

A carne é abatida sem direito ao consumo.

Que mundo sem voz é esse?

Paga-se bem a quem encontrar à terra prometida.


As cordas vocais, grita e é ferida, pela humanidade.


Fernando Matos

Poeta Pernambucano. 

Dr h.c em Comunicação Social 

Dr h.c em Arte e Poesia 

Foto: Google Imagens




quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024

Quarta-Feira Inesquecível.

 Quarta-Feira Inesquecível.


Tão frágil segue a vida humana.

Após dias de alegria, chega o silêncio.

É hora de agradecer a Força Soberana.

Pela ida e volta nos confetes da folia.


Essa energia não termina, só inicia…

Viveremos momentos de grandes festividades…

Hão de vir do âmago da sociedade.

O sobe e desce da vida que não esfria.


Quarta-Feira, inicia-se a despedida.

É hora de movimentar os dias que virão…

O Verdadeiro Folião não perde o ritmo.

É movido por uma pujança de gratidão.


Guardaremos as máscaras e fantasias.

Viveremos agora dias de reflexões…

O Homem precisa reforçar as orações.

Obstáculos necessita de uma mente sã.


Agora é deixar a cognição saudável.

Tudo que é salutar um dia há de voltar.

Iremos nos preparar para o durável.

Construindo lembranças memoráveis.


Somos poeiras cósmicas viajando pelo infinito.


Fernando Matos

Poeta Pernambucano.

Dr h.c em Arte e Poesia 

Dr h.c em Comunicação Social 

Foto: Google Imagens




domingo, 11 de fevereiro de 2024

Mascarados Imaculados.

 

Mascarados Imaculados.



Mascarados escondidos entre a multidão.
Cada folião revela em sua euforia um desejo.
São abraços perdidos entre mãos e beijos.
Máscaras sociais, ilusões que têm dores reais.

O bloco vai encantando em vários locais.
Deixando um rastro de devaneios…
Os mascarados estão em delírio…
Cada olhar é um brilho alheio ao coração.

Sentimentos se apresentam fantasiados…
A alegria é um disfarce para as faces escondidas.
Almas perdidas em suas próprias decisões.

Toda alacridade mascarada é tóxica.
Envenenado pelo sistema social…
Maléfica orgia transfigurada em alegria.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano

Dr h.c. em Arte e Poesia

Dr h.c. em Comunicação Social

Foto: Google Imagens. 





quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

Coração de Folião.

 Coração de Folião.


Sombrinhas voam colorindo a cidade.

Frevo no pé, a alegria está no ar.

Ao som dos clarins, a festa inicia.

As alfaias dão a batida da felicidade.


Maracatu nação, faz a alma pulsar.

As ruas antigas do Recife é só energia.

Vai começar a maior folia do mundo.

A alegria se faz grande em linha reta.


Viveremos essa folia, que vai deixar lembranças.

Animação se faz sentir, o ir e vir dos foliões.

Cada passo movimentando grandes multidões.

O frevo faz fluir em Recife e Olinda…

Danças que faz a folia mais linda do planeta.


Que o maior carnaval nos abrace!

Que a festa não passe sem a vida brilhar!

É hora de brincar, é a força do folião.

Viva o carnaval, o Galo está voando…

Coração pernambucano é lindo em todo lugar.


Que o suor escorra pelo corpo!

É folia, Galo da Madrugada,

Homem da Meia Noite e muito calor.

Se não aguentar corra…


Fernando Matos

Poeta Pernambucano. 

Dr h.c em Arte e Poesia

Dr h.c em Comunicação Social



quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024

Sociedade de Homens Caranguejos.

 Sociedade de Homens Caranguejos.


A vida seguiu (pós) pandemia…

Cada um vivendo em seu “habitat”, natural…

Alguns com condições de triste agonia.

Outros curtindo sua natureza material.


O mangue ainda vive e resiste…

Os microorganismos eclodem diariamente.

O mecanismo social refugia-se em suas mentes.

Uma Sociedade que esquece que tudo desaparece…

(menos a história)


Os Homens caranguejos invadiram o asfalto.

Querem ganhar a estrada do mundo…

O Irmão do Mangue já deu seu grito alto.

Agora é saber viver nesse profundo assalto político.


Prefiro viver com ideias e harmonia…

Caminhos de profunda reflexão.

Os caranguejos cantam sua canção…

A melodia ainda é surda…

Os cegos veem uma sociedade muda…

Seguindo a vida com pouca renovação…

É chegada a hora da revolução.


Fernando Matos

Poeta Pernambucano. 

Dr h.c em Arte e Poesia 

Dr h.c em Comunicação Social 

Foto: Google Imagens