domingo, 24 de junho de 2012

PASSADO, (PRÉ) sente e FUTURO - Poesia de Fernando Matos


PASSADO, (PRÉ) sente e FUTURO



Não existe passado,
nem futuro no
(pré) sente dos
limites de Amar.

Se o presente não
sacia ludicamente
o desejo de ser
amado...
Foge entre os dedos
o sabor de não ter
vivido essa ilusão.

No verbo  proferido existe
a concretização do desejo.
O toque só irá trazer
a saudade dos bons
momentos vividos.

O passado não poderá
sentir o orgasmo do futuro,
nem a satisfação de estar
juntos no presente.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano



sexta-feira, 1 de junho de 2012

Minha Carne - Poesia de Fernando Matos


Minha Carne

Eu desejaria que
você fosse outra
pessoa...
Uma vida sem
destino e ausente de
partida, presente e passado,
um futuro eminente.
Se fosse você em mim
terias medo do escuro,
do vazio das palavras.

Só o interior dos meus sentimentos
conhece o significado anti poético
do sentir, estar sozinho.
Gritar dentro de um mundo
desconhecido e frio.
Algo que nunca teve vida
ou foi parido...
Sinto  desfragmentado minha carne
e meu espírito.
Estou nas linhas e
entrelinhas da tua vida, nua
e mesmo vestida com teu manto
sagrado de carne não estarás segura da
violência do meu olhar.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano


terça-feira, 8 de maio de 2012

Velho Tempo - Poesia de Fernando Matos


Velho Tempo


Nosso primeiro contato
Foi tão simples
Como uma conversa de sapo
Um oi pra lá e um olá pra cá.
A curiosidade curtia a maior dúvida
Dos seres humanos em saber
Se vale mais ter um grande amor
Ou grandes amores no nosso estradar.

Com respeito mutuo e atrevido
Corpos foram envolvidos
Mas cada manhã não sentíamos
Nossos laços espirituais unidos e
A foi fatal o descaminho e a saudade
De carinhos em nossos corpos frágeis
De sabedoria... Quem sabe um dia!!!

O velho tempo se encarregou
De nossas esquinas se encontrar
Novamente e contar uma história
Diferente, corpos distantes
Todavia espíritos mais ligados
E preparados para cuidar um do
Outro...
Um abraço, um beijo recontrado
Em cada aperto de mão
Guardando o segredo de amor/verdadeiro
Na eternidade para nunca mais se perder.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano


quinta-feira, 26 de abril de 2012

Horizonte - Poema de Fernando matos


HORIZONTE


Liberdade para
 sonhar.
Seguir e viver
no caminho da Verdade.

Liberdade de
conquista.
Horizonte sem fronteiras
no despertar do bem.

Liberdade no
desejo .
Amar sem dor,
sorrir sabendo que
as lágrimas de outrora
foram essenciais
na construção do belo.


Fernando Matos
Poeta Pernambucano



quarta-feira, 14 de março de 2012

A PSICO (ANALISE) DO “EU”



Caminho lentamente e involuntário
em passos firmes ao passado
como retrospectiva do meu ego
navegador.
Vivendo e vivido em
dor ou alegria...
Na chegada ou partida
de um lugar comum.

Linhas poéticas
são simbolismo do prazer
silencioso.
Que grita de olhos fechados
e alma aberta ao desconhecido,
que não pulsa mais.
É a Razão mais forte
no caminho emocional,
alienação, escravo do Ser e não ser.

Inscrever-me na história
humana,
expressão corporal inerte
no tempo de ponteiros invertidos
com um espírito que voa
os Campos Elísios do
inconsciente vivo.

Ilusão do “EU”
vazio em matéria e
dinâmico no etéreo Ser...
Volto ao ninho todas as noites
não como menino,
todavia agora Homem vivendo em mim.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano




sexta-feira, 9 de março de 2012

PERFUME


Nós artistas,
consideramos a Mulher
igual a uma Rosa.
O espinho é a luta para
conseguir o respeito
nesse mundo.

E o perfume é a
beleza
interior que só o Poeta
consegue ver e sentir.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano