sábado, 27 de outubro de 2012

AMAR-TE É POUCO - Poesia de Fernando Matos


AMAR-TE É POUCO

Mulher que me quer,
deseja, ama, cuida de mim...
Ai de mim.
Força que me impulsiona
à vida criativa,
emociona os versos dos meus dias.
Poema inspirador em seis
letras de pura energia.

Ofertar flores é apenas
um gracejo, um mimo
de menino/homem carente
com desejo ardente de
tê-la nos braços desse louco
poeta apaixonado.

Vida que te quero em Vida,
mulher que te quero nua,
pura, inocente e envolvente
de pele aveludada.
Voraz, transformadora,
apaixonada em instantes mínimos e gozos
em horas de prazer eterno.
Amar-te é pouco, Mulher.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano


sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Lenço Branco - Poesia de Fernando Matos


Lenço Branco

Voz baixa quase emudecida
olhar distante, especioso
vago na penumbra iluminada
por feixe de veracidade.
... Quem sou no caminho
que ando glorioso, ingênuo
e  alma cândida?

Cerraram minhas palavras
no palco da Vida, hoje
olhar para trás é apenas
uma partida não mais
uma recordação melancólica.

Meus dedos acordam riste,
armas prontas para ceifar
os maus presságios.
Lograr alegria no mirar
de imagem relfetida no
espelho da carne humana.

Transpiro dúvidas, incertezas
almejo a tão desejada ventura
um adeus vai passar e apenas
ficar na relembrnaça o bailar
do lenço branco.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano



segunda-feira, 20 de agosto de 2012

INFINITO - Poesia de Fernando Matos


INFINITO


Viajei, sonhei o perfume
esperado, mas caí de um
pesadelo carnal, sem fantasia
e sem brilho de carnaval.
Senti a realidade cruel de
acordar e não enxergar
por debaixo de véu a Verdade.

Voei, voei alto ultrapassando
o limte máximo de Ícaro
ocasionando uma parada brusca
no ar, e despenquei em teus braços
macios e cheios de fantasia.
Era isso que minha alma queria
uma miragem real e uma
fotografia sem fundo falso
de imagem dupla.

Não quis andar na linha
porque só os sonhadores
caminham na estrada de ferro
das ilusões perdidas.
Vida que se perde no caminho
esconde abraços, beijos e
carinhos.
Sou eu um amor incompleto
vazio na noite escura,
completo nas palavras de amor.
Perdido e no retrovisor da alma
escuto o gemido de dor...
Uma voz silenciada
calma de quem ainda
ama e amada foi...
Algo assim nunca foi escrito,
para um sentimento deixado no
passado, escuro no presente
e perdido no infinito.


Fernando Matos
Poeta Pernambucano


terça-feira, 7 de agosto de 2012

CONFISSÃO - Poesia de Fernando Matos


CONFISSÃO


Não quero mais
falar que amei,
que aguentei tudo e
jamais entendi...

Retruco o próprio
pensamento humano
me desapegando da carne.
Não me dá ânimo o
carnaval de minha alma.

Confesso não te quero
longe...
Também perto em silêncio
de parede não te espero.
No além não há moldura
para guardar tua imagem.

Gritei e calastes,
abri os braços e o vazio
do escuro ampliou a
dimensão das estrelas.
Sou réu das palavras
poéticas ditas no gozo
da solidão.


Fernando Matos
Poeta Pernambucano


domingo, 24 de junho de 2012

PASSADO, (PRÉ) sente e FUTURO - Poesia de Fernando Matos


PASSADO, (PRÉ) sente e FUTURO



Não existe passado,
nem futuro no
(pré) sente dos
limites de Amar.

Se o presente não
sacia ludicamente
o desejo de ser
amado...
Foge entre os dedos
o sabor de não ter
vivido essa ilusão.

No verbo  proferido existe
a concretização do desejo.
O toque só irá trazer
a saudade dos bons
momentos vividos.

O passado não poderá
sentir o orgasmo do futuro,
nem a satisfação de estar
juntos no presente.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano



sexta-feira, 1 de junho de 2012

Minha Carne - Poesia de Fernando Matos


Minha Carne

Eu desejaria que
você fosse outra
pessoa...
Uma vida sem
destino e ausente de
partida, presente e passado,
um futuro eminente.
Se fosse você em mim
terias medo do escuro,
do vazio das palavras.

Só o interior dos meus sentimentos
conhece o significado anti poético
do sentir, estar sozinho.
Gritar dentro de um mundo
desconhecido e frio.
Algo que nunca teve vida
ou foi parido...
Sinto  desfragmentado minha carne
e meu espírito.
Estou nas linhas e
entrelinhas da tua vida, nua
e mesmo vestida com teu manto
sagrado de carne não estarás segura da
violência do meu olhar.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano


terça-feira, 8 de maio de 2012

Velho Tempo - Poesia de Fernando Matos


Velho Tempo


Nosso primeiro contato
Foi tão simples
Como uma conversa de sapo
Um oi pra lá e um olá pra cá.
A curiosidade curtia a maior dúvida
Dos seres humanos em saber
Se vale mais ter um grande amor
Ou grandes amores no nosso estradar.

Com respeito mutuo e atrevido
Corpos foram envolvidos
Mas cada manhã não sentíamos
Nossos laços espirituais unidos e
A foi fatal o descaminho e a saudade
De carinhos em nossos corpos frágeis
De sabedoria... Quem sabe um dia!!!

O velho tempo se encarregou
De nossas esquinas se encontrar
Novamente e contar uma história
Diferente, corpos distantes
Todavia espíritos mais ligados
E preparados para cuidar um do
Outro...
Um abraço, um beijo recontrado
Em cada aperto de mão
Guardando o segredo de amor/verdadeiro
Na eternidade para nunca mais se perder.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano