quarta-feira, 12 de junho de 2013

Salmo - do Poeta Fernando Matos

SALMO 

Com os braços estendidos aos céus exalto 
O nome do Altíssimo Todo-poderoso, nosso Pai. 

Nas manhãs frias e geladas me aqueço no manto 
Quente do meu Pai. Nos dias escaldantes é o sopro 
Do Altíssimo que o alívio vem ao meu corpo, minha proteção 
Encontra-se na grande sombra Divina. 

Com os braços estendidos aos céus exalto 
O nome do Altíssimo Todo-poderoso, nosso Pai. 

Durante as tribulações e aprimoramento 
Diário recorre em orações as orientações 
Do Poder Divino, seguindo-as não enfraqueço 
Na minha jornada. 

Com os braços estendidos aos céus exalto 
O nome do Altíssimo Todo-poderoso, nosso Pai. 

Quando tudo parece perdido e os descrentes 
Se acham esquecidos é do alto que vem uma 
Grande Legião de Anjos e Arcanjos no socorro 
Aos Verdadeiros Filhos de Deus. O Pai não deixará 
Os inimigos escarnecerem de seus filhos amados. 

Com os braços estendidos aos céus exalto 
O nome do Altíssimo Todo-poderoso, nosso Pai. 

Minha armadura e meu escudo são forjados 
Na força das orações direcionadas e dedicadas 
Ao Deus Único e Todo-poderoso. 

Com os braços estendidos aos céus exalto 
O nome do Altíssimo Todo-poderoso, nosso Pai. 


Fernando Matos
Poeta Pernambucano



quarta-feira, 1 de maio de 2013

PERDOA-ME SE FOR CAPAZ do Poeta Pernambucano Fernando Matos

PERDOA-ME SE FOR CAPAZ

Se perder na estrada da memória emotiva, tem um preço. Éramos jovens e inocentes guardando emoções perdidas entre folhas do nosso caderno de matérias. Uma lembrança boba para momentos tão belos que nasceram através de um simples olhar e se perdeu ao dar as costas para ternura. 

Seguimos percursos diferentes, alternativos, complicados e quando me dei conta da desilusão no meu amanhecer já não estavas mais lá... A certeza da perda era inevitável.

Em frente e avante, porque o mundo dá voltas e quem sabe em uma dessas esquinas de olhares perdidos eu poderia encontrar meu olhar esquecido, doce e apaixonado. Sabor de fel, a Verdade dos nossos passos falsos em um mundo obscuro. Entreguei-me a loucura humana mesmo sabendo que só os malucos sobrevivem a uma demência social incurável. Em braços me deitei, me deleitei e sonhei os piores sonhos, em bocas de salivas frias me embriaguei igual a um bêbado sem rumo. Alcovas foram minha moradia e dia a dia tentava em vão encontrar a estrada de ouro e voltar ao ninho de carinho quente e afável. Orgasmos platônicos me fizeram algoz da minha carne e do meu espírito e cada olhar de amor entre pessoas estranhas era minha sentença de morte, caminhei, caminhei, até que...

Um dia sem querer cabisbaixo riscando o vazio do mundo encontrei você, muito mais bela, a mesma felicidade de outrora, o brilho radiante do olhar sadio e puro, cai na perplexidade e a bússola do verdadeiro amor trouxe-me de volta aos teus braços. No entanto nossas vidas mundanas, perdão, minha vida mundana era a grande diferença entre nós agora e como provar que ainda te amava como antes após tantas atrocidades cometidas? Não perdi tempo te coloquei nos braços e nos beijamos. Doce e adorável beijo reencontrado no acaso do destino, meus olhos ficaram rasos d´água. Todavia os seres humanos não vivem de sonhos e mentiras e a verdade deu-nos uma surra e o medo da perda afligiu-me o peito. Você falou que não poderíamos mais nos ver que outra vida estava em jogo, um jogo que perdi quando te deixei é óbvio. Mas o guerreiro que me tornei não abandona a luta antes de fincar a espada no próprio peito e prometemos nos ver outras vezes.

Covarde mais uma vez tive medo da solidão e entreguei-me novamente em braços estranhos, o vício do amor falso é o pior de todos. Soubeste do intento e a fúria alimentou sua alma, desculpas pedi e negastes, ajoelhei-me ao teus pés e humilhado fui pela tua raiva, clamei misericórdia porque já não tenho mais idade jovem viril para tanto sofrimento e teu olhar não fitava outro lugar senão o infinito da incerteza.
Sai do teu caminho mais uma vez, comecei a convalescer no estábulo da pobreza espiritual, as dores da alma era pior do que as dores da carne, me sentia imundo nas palavras fora de ordem e a música que nos uniu um dia era agora a canção de nossa despedida. Quando você soube de notícias minhas, largou o rancor e benevolente correu ao meu encontro mas já era tarde e não tínhamos tempo para o abraço, o carinho e o único beijo que sentia era da morte próxima da minha alma. Tuas lágrimas expurgava minhas máculas e sentindo-me mais leve pude abrir a boca e dizer as últimas palavras: - Me perdoa se for capaz e segura minha mão para que eu não venha ter medo da nova jornada... Te amo!!!

Fernando Matos
Poeta Pernambucano



quarta-feira, 3 de abril de 2013

Retalhos - Poesia de Fernando Matos


RETALHOS

Eu não te perdi... foi a minha inteligência
que estava um degrau abaixo
da tua apoteose de hipocrisia.
Sejamos Verdadeiros, embora separados.

Não estou triste pelo nosso desencontro,
vivo contente porque a Verdade ficou.
A vírgula que preencheu  minha Vida,
restou apenas um ponto final
que destes em nossos beijos.

A música espera por nós.
A bebida que acaba,
pede gelo de nossa distância.
Estou aqui, chego já ali...
estou distante e não te vejo mais nas paisagens.

A boemia acolheu-me quando
você abandonou nosso espaço.
O copo de cerveja escondeu
para sempre toda ira que desejava
te jogar na face transparente.

Nem sempre o numero (1)
quer dizer o inicio de tudo.
Assim também um adeus
não pode profetizar uma grande despedida.
A covardia do silencio existe,
para não macular a minha verdade.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano



quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

COMPASSO PERNAMBUCANO - Poesia de Fernando Matos



Saio da minha Torre medieval
no destino ao nobre bairro mais antigo
de novos habitantes.
O Recife é brilho, é luz
que transborda no calor humano,
no olhar de alegria e euforia.

A música que me conduz ponte
após ponte à cidade maurícia
que saúda a folia mais pernambucana...
Sua Majestade o Frevo.
Chegando na Mariz e Barros os corações
batem em um só ritmo que faz
tremer... As batidas fortes do maracatu
segue o percurso certo
regido  pelo Mestre Maior
Naná Vasconcelos anunciando ao Marco Zero
o  início do prazer imaginário.

O dia amanhece devagar,
na calma do divertimento feliz
e os brincantes jovens aprendizes
se refazem energizando suas coloridas sombrinhas
saudando o Galo nas artérias
recifences.

Uma gente que esconde suas mágoas
em fantasias divertidas e irreverentes
mostrando em gestos glamourosos o
autêntico folião... Entre blocos e troças
O Anárquico Nois Sofre mas Nois Goza
desfilando a felicidade de Tarcísio Pereira e amigos
numa só emoção de 37 anos.

O Samba Pernambucano mostra ao
mundo a beleza da voz
guerreira de Karynna Spinelli
na raiz da música mais brasileira.

Os bonecos de Olinda
majestosamente encantam e
transborda de beleza nas ladeiras
da cidade histórica.
As performances que irão perdurar
na fotografia popular do
imaginário folião.

Na geometria do maracatu,
cabocolinho, samba e outras
manifestações artísticas e a
certeza que o Recife Multicultural
abriu suas pontes para unir todos os povos
que finaliza cantando com Getúlio Cavalcanti
O “Último Regresso” dizendo  “que o Recife tem,
o carnaval melhor do meu Brasil”.
No compasso da alegria a magia
fecha o portal entre a imaginação e a razão
humana deixando saudade
entre corações de graciosos brincantes.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano
http://poetafernandomatos.blogspot.com.br/


terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Corações - Poesia de Fernando Matos


Corações

Retorno da minha boemia
poética com a lucidez
e estupidez de quem se
embriaga com as palavras
mais incorretas que provocam
dor e nudez na alma peregrina.

No silencio caminho pelo
lar como gatuno assustado.
Dispo-me da minha literatura
nua e crua e encarno o sonambulo
da noite gelada.

Deito, abraço e sinto o cheiro
mas a carne perdeu seus sentidos
e encolhido ,perdido entre lençóis
sou surpreendido pelo calor do
astro rei e despertando-me das
minhas alucinações noturnas.
Vejo que nunca existiu dois
corações, apenas um, solitário
e inquieto nas estradas das letras.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano



quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Beijo Venenoso - Poesia de Fernando Matos


BEIJO VENENOSO


Teus olhos
São como nuvens
Que dissipam.

Seus beijos
Tem sabor
De melo venenoso.

Minha alma
Se esconde
No orgasmo que
Nunca tivemos.

O cheiro que guardo
Com emoção
É a única certeza
De tê-la a todo momento.

Fernando Matos.
Poeta Pernambucano


sábado, 27 de outubro de 2012

AMAR-TE É POUCO - Poesia de Fernando Matos


AMAR-TE É POUCO

Mulher que me quer,
deseja, ama, cuida de mim...
Ai de mim.
Força que me impulsiona
à vida criativa,
emociona os versos dos meus dias.
Poema inspirador em seis
letras de pura energia.

Ofertar flores é apenas
um gracejo, um mimo
de menino/homem carente
com desejo ardente de
tê-la nos braços desse louco
poeta apaixonado.

Vida que te quero em Vida,
mulher que te quero nua,
pura, inocente e envolvente
de pele aveludada.
Voraz, transformadora,
apaixonada em instantes mínimos e gozos
em horas de prazer eterno.
Amar-te é pouco, Mulher.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano