segunda-feira, 18 de julho de 2016

Uma flor contra o terror.

Uma flor contra o terror.

Nasci entre montanhas e lagos 
Cresci no acordo com a natureza 
Já virei poema, música e diálogos 
Entre repentistas destra proeza. 
Sou o mandacaru 
Livre e forte com espinhos 
Aos aventureiros mato a sede 
A flor resiste ao carinho ardente do sol 
Nordestino. 

Mais bela entre as belezas 
Formosa superando a longevidade 
Não existe idade formal 
No ofertar de uma singela Rosa. 
Protegida por espinhos 
Aguça a curiosidade de qualquer 
Amante carinhoso ou mais safadinho. 

Uma Flor Para Um Mundo Melhor 
Desejo ardente de qualquer gente 
Decente e amante da Natureza. 
É a certeza do Paraíso na Terra 
Filhos que agora prosperam 
Na luta contra o terror 
No exercício diário 
Cultivando o amor. 

Fernando Matos
Poeta Pernambucano



quarta-feira, 6 de julho de 2016

A Luz de Maria

A Luz de Maria


Maria que se faz Maria
Mulher, Menina, Moça.
São tantas em nossa cidadania
Algumas moram em lares de esplendor
Outras em lar de alvenaria.
Até que a Vida faça prosa ou poesia
Algumas andaram de carros de luxo
Outras Marias de Carroça.


Maria Dolores
Maria das Dores
De todos nós que não encontra
Em seus amores força para
Suportar a monta de Ser Maria.


Maria Esperança
Que ao nascer
Olhou à vida 
Com Alegria de criança feliz
Fazendo a sua genitora
Maria Auxiliadora
Mãe
Mulher e sua eterna cicatriz.


Maria da Paixão
Que todos os dias faz sua
A oração que não será em vão
Até encontrar
O filho vivo entre a multidão
De sentimento vulgar.


Maria de Fátima
Maria de Guadalupe
Maria de Jesus
Que para muitos
É exemplo de compaixão e Luz.


Maria dos Prazeres fogosos
Maria dos Anjos
Que respeitam o Direito à Vida
São tantas a Maria da lida
Que brilham aos olhares dos marmanjos.


Maria da Piedade
Da Luz Divina
Que a tua sina
Seja recompensada em
Seus herdeiros por
Vossa disciplina.


Maria do Brasil
Ainda há de nascer
Sem a semente hostil
No próprio ventre
Sem interromper o Direito de ir
E vir na estrada da purificação
Maria Digna
Da concepção que viva além
Das letras de uma canção.


Fernando Matos
Poeta Pernambucano



sexta-feira, 1 de julho de 2016

Renascimento

RENASCIMENTO



Vida,
Ida.
Morrer para renascer.
Gerar um novo Ser Iluminado
Caminhar semeando a Luz
A quem estiver em nosso lado.


Não importa mais
Quem saiu ferido
O Tempo é a chave
Que jamais separa
O Opressor do Oprimido.


A inveja é o veneno
De quem a detém
Verdade se cobra com juros
É duro ver quem não
Quer viver...
Assim foi...
Assim fui...
O passado é sombra
Eterna do futuro.


Fernando Matos

Poeta Pernambucano








quarta-feira, 22 de junho de 2016

ALUIMENTO

Aluimento



Acordo ainda sonolento
Tento puxar o lençol da realidade
Entretanto o corpo lento
Insinua a fuga
A idade passa como vento
Tornado da alma incrédula
Pensamentos cruéis e malvados.


Ouço uma voz ao longe   
Recomenda o medicamento
Que desespero em levantar
O braço...
Ansiolítico o que considero ridículo
Cansaço e o ser amassado
Igual roupa de bordel.


Alcova da solidão
Olhos negros como o quarto
Escuro...
Estou em depressão
Luto com meus próprios inimigos
Sinto o luto estampado nos amigos
Que perdi por não ter mais do rosto da coragem.


Bobagem, vozes das inverdades.
Eu conjugo o pior verbo do sofrer
Sendo obrigado a amanhecer na minha
Própria escuridão...
Esquecer que existo
Insisto em combater meus demônios
Todos têm um nome: Pensamentos
Pseudônimos do último suspiro.


Depressão,
Dê pressão aos descontentamentos
Momentos são únicos
O hoje não voltará mais
Amanhã é o futuro da minha ansiedade
Já não tenho forças
A idade me consome.


Fernando Matos
Poeta Pernambucano






quinta-feira, 16 de junho de 2016

Nova Linha

NOVA LINHA

De que adianta agora
Quando já ultrapassei
Os limites da porta?
Arrasei meus sentimentos
Em jogo de falsos resultados.

Vida de grandes aprendizados
Professor carrasco buscando
Resultados positivos
Quedas doem, mas nos deixam
Altivos.

Sigo em frente e confiante
Ontem um mero apaixonado
Hesitante.
Hoje busco na sabedoria
O que a idade me favorece
Tecendo novos caminhos à Eternidade.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano







domingo, 5 de junho de 2016

Seara

SEARA


Ontem a noite choveu a cântaros
Deixando encharcados todos
Os sentimentos impuros.
Recanto de transformação
Purificando o que é sujo
Fugir de toda alienação.


A madrugada fria
Deixava longe
O dia quente e aconchegante
Ao calor da família.
Avança as horas
Já podendo ver
A força da manhã
Rasgando a cortina escura.


Amanheceu e com o sol
A oportunidade de fazer
Algo em prol da Vida Amada.
Resgatar na Seara
A boa colheita semeada.



Fernando Matos
Poeta Pernambucano



quinta-feira, 2 de junho de 2016

Estupor

Estupor


Escolhido para missão 
Sente a responsabilidade 
Em fazer mudanças na nova 
Jornada, outra visão do mundo 
Intranquilidade nas palavras 

Escuto música alta 
Pessoas gritam 
Uma agitação 
Está chegando a hora 
O início para reencarnação. 

O silêncio voltou 
Escuto vozes 
Mulher chora e grita de dor 
Os algozes foram embora 
Chegou a hora... 

Dias passaram 
Mulher continua aos prantos 
Pode ser dia ou noite 
Vive pelos cantos se amargurando 
A culpa não é dela 
Se a minha janela para Vida 
Foi brutal... 

Ainda não estou firme 
Sinto a necessidade de carinho 
O ninho não está quente 
Tem gente interrompendo 
O progresso da viajem 
A paisagem aqui é turva. 

Duas vozes agora 
Direcionam meu destino 
Uma informa que não é mais a hora 
Outra chora e grita 
 “Perdi meu menino”. 

O entorpecimento da inteligência 
Gerado pela ignorância do Homem 
Apoiado pela ciência... 
Poderia ser o protetor 
Amigo, futuro, o seu fiel 
Guardador... 
Agora uma imobilidade me atinge 
Você finge que nada aconteceu 
Ao seu espanto nos encontraremos 
Novamente... Em Nova Mente. 
Muda está, paralisia súbita .


Estupor é o nome da minha 
Dor... 
... Você demorou. No entanto 
Eu aguardá-lo-ia 
Por toda 
A eternidade. 

Guardo no meu silêncio profundo 
Todas as alegrias e mágoas 
Que poderia ter... 
Minha festa reserva-se a ouvir 
Sentir as mensagens do vento. 

Fernando Matos
Poeta Pernambucano