sexta-feira, 9 de junho de 2017

Justificado

Justificado



Não quero seus sonhos
Cansei dos intensos desejos
Embriaguei-me dos beijos
Tudo em demasia é medonho
Os abraços secos... Estranho.
Liberdade a fantasia explícita.
Não limita e excita os afagos
Objeto de comportamento
Saliente sabor amargo...


Devolva-me a saliva
Ativa em teu corpo ardente
Germinando o grão docemente
Suor extraído e perdido
Entre lençóis empoeirados
Provas de um crime circunstancial
Perdidamente passional...
Não me leve a mal o fruto adocicado
Extraído das entranhas de tua carência.
Amanhã reiniciaremos esse ato carnal
Impróprio e não justificado.


Fernando Matos
Poeta Pernambucano


quinta-feira, 8 de junho de 2017

Celibatário

Celibatário



Respiro o ar impuro das emoções
Vento norte exalando maléfica essência
Morte certa de imperfeitas sensações
Grito no silêncio da noite...


Certa idade almeja-se companhia
Em revelia o desejo forte de querer mais
Sentença da perpetuidade
Contumaz vontade própria
Joia da beleza reconhecida
Preciosidade levada à escória.
O desejo amargo do celibatário
Princípio espiritual do Homem
Farpas e beijos se consumem
Relacionamentos de aberto cenário
Coxias limpas, monólogo da solidão.
O vazio interior pobre e revolucionário.
Carente de aplausos no coração
Único perdido na multidão.


Excitado acordo, presentes alucinações
Lavo e enxáguo o rosto precificado
Pensamento vivo em vários corações
A família me espera a mesa
Na certeza de aniquilar abstrações...


Fernando Matos
Poeta Pernambucano








quarta-feira, 7 de junho de 2017

Pedras no Caminho

Pedras no Caminho



Corpo duro, caminhada árdua.
Alma de natureza rochosa
Órgão coberto de mágoa
Língua ferina e ardilosa.


Excrescência retirada do equilíbrio
Excesso que nasce entre espinhos
Pureza comprometida por um fio
Pássaros já não cantam em seus ninhos.


Inquietude que nos devora
Sociedade que regurgita
O bem nos põe a toda prova
A criança solitária no silêncio grita.


Asseveração atrás das trincheiras
Fortificando o pensamento vazio
Os soldados mortos voltam em fileiras
Pedras no caminho de um mundo sombrio.


Fernando Matos
Poeta Pernambucano



domingo, 4 de junho de 2017

Atitude

Atitude




Tome posse do tempo
Tudo que for necessário
Desfaça-se do descontentamento
Não construa regras nem horário
A liberdade reside no pensamento.


Sentir alívio sobre todos os temores
Utilizar do canto do pássaro
Como balsamo para as dores.
Enxergar tudo com nitidez
Deixando a estupidez na escuridão
Necessitamos de felicidade no coração.
Desapegue-se das feridas
Segure com Fé a Bênção Prometida
Torne-se amável aos olhos estranhos
Acredite que o querer é poder
Quando existe razão de fazer o bem
Aos filhos do Criador... Amém.


Estejamos cientes do nosso sofrimento
A dor como purificação do espírito
Habilidade para conscientização
Da identidade espiritual
Neste mundo carnal...


Reservemo-nos num espaço sozinho
Compartilhando apenas a nossa razão
Escondido do mundo vizinho...
Postura de prática altruísta que assumimos.
O orgulho não eleva autoestima
A alma só se anima quando habilidades
Proporcionam prazer à Luz que vem de cima...


Imprudência tomar decisões precipitadas
O bom guerreiro não sai em batalha
Apenas com a coragem e mãos desarmadas.
Decisão inapropriada causa dor
A carne sofre e o espírito não evolui...
Nem flui a Sabedoria do Criador.


Sempre que puder busque apoio
Pois na separação do trigo do joio
As pessoas positivas alcançarão
A almejada compreensão fundamental
Expurgando as dores do sentimento
Elevando no Ser ao Mundo Transcendental.


Não se apegue não se prenda...
Aprenda a amar as coisas como são
Aceitando a mais iluminada relação
Enxergar o lado bom do Ser...
Viver para entender a Grande Viagem
Sem se perder na obscura miragem.
Por mais que pareça impossível
Todo o visível um dia acaba
Restando apenas a motivação
A virtude de compreender
Que o Amor supera qualquer Paixão.


Fernando Matos
Poeta Pernambucano



sexta-feira, 2 de junho de 2017

Perdidos no Tempo

Perdidos no Tempo



Almejo ter tempo e poder
Entender o tempo que vagueia
Em meu pensamento...


Perdi tanta oportunidade
Que a idade confundiu as ideias
Parte da vida que distancia
A juventude da velhice anseia.


Alguns intervalos para pensar
Lá se foi o beijo perdido
O desejo esquecido de querer
Estar com você na noite de luar.


Circunstância oportuna
Onde a pessoa afortuna
O Presente, passado...
Ao lado do coração amado
Construindo um futuro.


A velocidade da leitura
Não dura à eternidade da emoção
Que tentei a todo tempo
Ficar em seu pensamento
No desejo que dure para sempre
Esse até breve em nossa mente.



Fernando Matos
Poeta Pernambucano




quinta-feira, 1 de junho de 2017

Puramente Ideal

Puramente Ideal



Agora que a chuva passou
Já sinto a distância entre nós
Volto a ser o que sou...
O poeta das nuvens passageiras.


Ontem cada pingo na terra
O frio que convidava nossos corpos
A entrelaçarem numa noite
Que teima ficar e não se encerra...


Guardarei como troféu único
O beijo quente e adocicado
Após a ação do desejo alcançado.
Sentimento certo, mas platônico.


Fernando Matos
Poeta Pernambucano


segunda-feira, 29 de maio de 2017

Falando de Amor

Falando de Amor



Palavra tantas vezes proferida
Cantada e Versada, assim é o Amor.
Na tristeza, na alegria, na dor de uma Vida...
Lá estão todos buscando razão para o Amor.


Sentimento afetivo único ao Humano
Cuidado regado como a Seiva Divina
Razão para se viver ano após ano
Existem versos que o poeta não rima?


A pessoa amada supera a paixão
Pois o Amor é o complemento da alma
Apaixonados sofrem sem razão
Na Árvore da vida que o Ser se acalma...


Não existem motivos para entender
Esse significado na jornada
Alguns nunca irão compreender
Que um gesto de devoção serenada
A vida humana ao caos irá sobreviver.


Fernando Matos
Poeta Pernambucano