terça-feira, 4 de julho de 2017

Constante

Constante


Repentinamente uma ausência
A inexistência entre o tempo e o espaço.
Comprometimento real imaginário
Toda existência incomum social.


Atingindo a forma degenerativa
Linguagem corporal sem significado  
Insensatez, vozes comprometida
Várias setas, uma imaginária direção.


A morte viva na plenitude da vida
Possibilidade e cruel perda
Refaço meus passos, forma preventiva
Memorizo apenas o que estiver antes da cerca.


Sentimento sem autenticidade
Perigo contra as feras do próprio...
Comportamento.
Tudo avança na edaz enfermidade
Ciranda de verbos adivinhatório.


Referência morta em julgamento
Inerente à verdadeira defesa
Quebra cabeça e não passa o tempo
Lembrar o último beijo será a grande surpresa.


Fernando Matos
Poeta Pernambucano





sábado, 1 de julho de 2017

Suspense

Suspense



Acordo naquela preocupação
Minha ação sem noção
Pura ansiedade de prisioneiro
Condenado a pura sorte ou morte.


A ligação cada vez mais distante
O instante da minha vã imaginação
Encontro de olhares, insana paixão.
Desejo carnal concomitante.


A taça de vinho, mesa branca.
Incenso afrodisíaco, a luz no recanto
Reconhecimento digital, sem sinal...
Música banda, místico canto.


O que nós somos agora?
Suspense no ar...
Nada somos do agora, já foi.


Fernando Matos
Poeta Pernambucano


terça-feira, 27 de junho de 2017

Eu, Mundo...

Eu, Mundo...



Eu mudo a capacidade
Mudo as alterações da idade.
Mudo a opinião pessoal
Eu mudo no meio social.
Mudo frente às transformações
Eu mudo diante as aberrações.
Eu mudo defronte o medo
Mudo às batidas dos corações.


Oculto, eu mudo toda a expressão
Mudo agora a qualquer ação.
As palavras eu mudo por brincadeira
Mudo para me proteger das asneiras.
A gratidão muda qualquer pessoa
Mudo expressamente o que não ecoa.
Eu mudo silenciosamente, toda minha mente.


Fernando Matos
Poeta Pernambucano







segunda-feira, 26 de junho de 2017

Festejo da Tradição

Festejo da Tradição



Na festa dos três santos
Tem muita tradição e festejo
Em cada cidade um encanto
Viva Santo Antônio, São João e São Pedro.


Nordeste de comidas tradicionais
Típicas de grandes festas
Dançam a quadrilha, soltam fogos artificiais
Cultura como essa não tem igual.


Mês de Junho é de fartura
Além da festa, muita oração
Para agradecer de coração
A colheita e a tradição da nossa cultura.


Pamonha, canjica e bolo de milho
Pela manhã ou na noite que chega
Com um bom café passado na hora
Todo carinho da terra se aprochega.


Aqui se canta a Asa Branca
Olhando para o Céu meu amor
No Xote Ecológico que tudo encanta
A Festa de São João na Roça
Homem namorador e menina toda prosa.
A noite Inteira no Pagode Russo
Não tem curso a Vida do Viajante
Admirando o Luar do Sertão
Guarda no coração a Triste Partida
Nesse festejo muito louco
Vamos dizer um até breve
Na Sala de Reboco
Seja na Cidade Grande ou no Sertão
Viva o Luiz Gonzaga o nosso Rei do Baião.


Fernando Matos
Poeta Pernambucano


sábado, 24 de junho de 2017

Quando Eu Chegar

Quando Eu Chegar


Nem sei como explicar
Talvez não haja justificativa
Seguir o curso do rio e mar
Na busca de uma vida alternativa.


Cansei de ouvir motivos sem razão
Toda estrada tem suas curvas
Somos responsáveis na construção
Edificadores da geração in natura.


Não aceito apologia doutrinária
Remetendo a lógica a toda prova
Escarnecendo toda forma imaginária
Ceifando o princípio puro do Agora...


Reverência ao que já nasceu livre
Quando o navio ao porto chegar
Seremos novamente estrangeiros
Posseiros de uma antiga terra
O final da Nova Era...
Quando eu chegar ao seu sonho
Será o fim de uma longa espera.


A poesia é um labirinto de sonhos...


Fernando Matos
Poeta Pernambucano







quinta-feira, 22 de junho de 2017

Minha Identidade

Minha Identidade


Por muito tempo desejado
Encurtei a distancia da eternidade
Trazendo a paz a felicidade
Cheguei no tempo do forró pegado
Meus pais e eu, um só coração amado.
Para completar a festa dos três santos
Aqui tem comida boa que é um encanto
O pão nosso é cuscuz guisado de bode
Forró a noite inteira só para quem pode
Estou em casa, no meu recanto.


Meu pai escritor e poeta
Nunca foi um visionário
Nem desejou se milionário
Almejou a Luz do profeta
Com a sorte da coleta
Minha mãe é toda formosura
Às vezes brava, parece uma censura.
Com lindos olhos de jabuticaba
Onde meu pai abestado se acaba
Rogamos ao Divino toda Proteção
Aos três corações, muita união.
A uma estrada bem iluminada.


Assim começa minha vida
Ou será que continua a lida?
Na espiritualidade a prometida
Família com uma grande missão
De Paz, Amor e Gratidão.
Sou o João agraciado por Deus
A tudo que passou damos adeus
Emmanuell, o Senhor Conosco.
Criança iluminada eu sou...


Fernando Matos
Poeta Pernambucano



terça-feira, 20 de junho de 2017

Incompleto

Incompleto



Não desejo mais ouvir a verdade
Algo que prejudique a lógica de ser
Tornando-me ferozmente incapacitado
Tenho uma estrada curta ainda por viver.


Nunca mais verei a terrível verdade
Cegos estão nas madrugadas escuras
Que se esconde na atroz vaidade
Corvos se alimentam de carnes impuras.


Jamais voltarei a te tocar verdade
Retornei ao âmago do único templo
Onde a música pura me invade
Redirecionando o ponteiro do tempo.


Voltei ao caminho do meio
Resisto aos embustes sombrios
Rebato cada pensamento alheio
A certeza da vitória com brio
Ser Completo é tudo que anseio.


A Verdade reside no silêncio
Faz eterna moradia espiritual
Construindo o novo Homem
Para a Grande Batalha Final.


Fernando Matos
Poeta Pernambucano