quarta-feira, 3 de abril de 2013

Retalhos - Poesia de Fernando Matos


RETALHOS

Eu não te perdi... foi a minha inteligência
que estava um degrau abaixo
da tua apoteose de hipocrisia.
Sejamos Verdadeiros, embora separados.

Não estou triste pelo nosso desencontro,
vivo contente porque a Verdade ficou.
A vírgula que preencheu  minha Vida,
restou apenas um ponto final
que destes em nossos beijos.

A música espera por nós.
A bebida que acaba,
pede gelo de nossa distância.
Estou aqui, chego já ali...
estou distante e não te vejo mais nas paisagens.

A boemia acolheu-me quando
você abandonou nosso espaço.
O copo de cerveja escondeu
para sempre toda ira que desejava
te jogar na face transparente.

Nem sempre o numero (1)
quer dizer o inicio de tudo.
Assim também um adeus
não pode profetizar uma grande despedida.
A covardia do silencio existe,
para não macular a minha verdade.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano



quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

COMPASSO PERNAMBUCANO - Poesia de Fernando Matos



Saio da minha Torre medieval
no destino ao nobre bairro mais antigo
de novos habitantes.
O Recife é brilho, é luz
que transborda no calor humano,
no olhar de alegria e euforia.

A música que me conduz ponte
após ponte à cidade maurícia
que saúda a folia mais pernambucana...
Sua Majestade o Frevo.
Chegando na Mariz e Barros os corações
batem em um só ritmo que faz
tremer... As batidas fortes do maracatu
segue o percurso certo
regido  pelo Mestre Maior
Naná Vasconcelos anunciando ao Marco Zero
o  início do prazer imaginário.

O dia amanhece devagar,
na calma do divertimento feliz
e os brincantes jovens aprendizes
se refazem energizando suas coloridas sombrinhas
saudando o Galo nas artérias
recifences.

Uma gente que esconde suas mágoas
em fantasias divertidas e irreverentes
mostrando em gestos glamourosos o
autêntico folião... Entre blocos e troças
O Anárquico Nois Sofre mas Nois Goza
desfilando a felicidade de Tarcísio Pereira e amigos
numa só emoção de 37 anos.

O Samba Pernambucano mostra ao
mundo a beleza da voz
guerreira de Karynna Spinelli
na raiz da música mais brasileira.

Os bonecos de Olinda
majestosamente encantam e
transborda de beleza nas ladeiras
da cidade histórica.
As performances que irão perdurar
na fotografia popular do
imaginário folião.

Na geometria do maracatu,
cabocolinho, samba e outras
manifestações artísticas e a
certeza que o Recife Multicultural
abriu suas pontes para unir todos os povos
que finaliza cantando com Getúlio Cavalcanti
O “Último Regresso” dizendo  “que o Recife tem,
o carnaval melhor do meu Brasil”.
No compasso da alegria a magia
fecha o portal entre a imaginação e a razão
humana deixando saudade
entre corações de graciosos brincantes.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano
http://poetafernandomatos.blogspot.com.br/


terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Corações - Poesia de Fernando Matos


Corações

Retorno da minha boemia
poética com a lucidez
e estupidez de quem se
embriaga com as palavras
mais incorretas que provocam
dor e nudez na alma peregrina.

No silencio caminho pelo
lar como gatuno assustado.
Dispo-me da minha literatura
nua e crua e encarno o sonambulo
da noite gelada.

Deito, abraço e sinto o cheiro
mas a carne perdeu seus sentidos
e encolhido ,perdido entre lençóis
sou surpreendido pelo calor do
astro rei e despertando-me das
minhas alucinações noturnas.
Vejo que nunca existiu dois
corações, apenas um, solitário
e inquieto nas estradas das letras.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano



quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Beijo Venenoso - Poesia de Fernando Matos


BEIJO VENENOSO


Teus olhos
São como nuvens
Que dissipam.

Seus beijos
Tem sabor
De melo venenoso.

Minha alma
Se esconde
No orgasmo que
Nunca tivemos.

O cheiro que guardo
Com emoção
É a única certeza
De tê-la a todo momento.

Fernando Matos.
Poeta Pernambucano


sábado, 27 de outubro de 2012

AMAR-TE É POUCO - Poesia de Fernando Matos


AMAR-TE É POUCO

Mulher que me quer,
deseja, ama, cuida de mim...
Ai de mim.
Força que me impulsiona
à vida criativa,
emociona os versos dos meus dias.
Poema inspirador em seis
letras de pura energia.

Ofertar flores é apenas
um gracejo, um mimo
de menino/homem carente
com desejo ardente de
tê-la nos braços desse louco
poeta apaixonado.

Vida que te quero em Vida,
mulher que te quero nua,
pura, inocente e envolvente
de pele aveludada.
Voraz, transformadora,
apaixonada em instantes mínimos e gozos
em horas de prazer eterno.
Amar-te é pouco, Mulher.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano


sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Lenço Branco - Poesia de Fernando Matos


Lenço Branco

Voz baixa quase emudecida
olhar distante, especioso
vago na penumbra iluminada
por feixe de veracidade.
... Quem sou no caminho
que ando glorioso, ingênuo
e  alma cândida?

Cerraram minhas palavras
no palco da Vida, hoje
olhar para trás é apenas
uma partida não mais
uma recordação melancólica.

Meus dedos acordam riste,
armas prontas para ceifar
os maus presságios.
Lograr alegria no mirar
de imagem relfetida no
espelho da carne humana.

Transpiro dúvidas, incertezas
almejo a tão desejada ventura
um adeus vai passar e apenas
ficar na relembrnaça o bailar
do lenço branco.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano



segunda-feira, 20 de agosto de 2012

INFINITO - Poesia de Fernando Matos


INFINITO


Viajei, sonhei o perfume
esperado, mas caí de um
pesadelo carnal, sem fantasia
e sem brilho de carnaval.
Senti a realidade cruel de
acordar e não enxergar
por debaixo de véu a Verdade.

Voei, voei alto ultrapassando
o limte máximo de Ícaro
ocasionando uma parada brusca
no ar, e despenquei em teus braços
macios e cheios de fantasia.
Era isso que minha alma queria
uma miragem real e uma
fotografia sem fundo falso
de imagem dupla.

Não quis andar na linha
porque só os sonhadores
caminham na estrada de ferro
das ilusões perdidas.
Vida que se perde no caminho
esconde abraços, beijos e
carinhos.
Sou eu um amor incompleto
vazio na noite escura,
completo nas palavras de amor.
Perdido e no retrovisor da alma
escuto o gemido de dor...
Uma voz silenciada
calma de quem ainda
ama e amada foi...
Algo assim nunca foi escrito,
para um sentimento deixado no
passado, escuro no presente
e perdido no infinito.


Fernando Matos
Poeta Pernambucano