quarta-feira, 4 de setembro de 2013

PRIMAVERA CASUÍSTICA - Poesia de Fernando Matos

PRIMAVERA CASUÍSTICA

Após a chuva que inspira
A terra chega o perfume
E as cores que embala a vida.


Cenário cênico da existência
Que nasceu da perfeição
Composição cenográfica
Escrita pelo Pai da Criação.


Cada Ser na sua missão
Ecológica, a lógica da biografia
Humana que traz calor, luz
E amor entre os organismos,
Compondo a beleza da história.


Vitalidade que inspira nomes
Orquídea que lampeja cantos
E poesias, Girassol que clareia
Montes e campos Elísios, Lavanda
Que acalma a ansiedade os Homens
E perfuma a santa ceia.


Hortência, Violeta e Narciso
Que se estonteia com a beleza
Reversa. Petúnia, Margarida, Angélica
A condição própria, essência particular
De cada viva criatura casuística
A sutileza do criar.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano





quarta-feira, 14 de agosto de 2013

LENITIVO - Poesia de Fernando Matos

LENITIVO

Rasgo a carne com dores
Que melindram a alma
Solitária, algoz e penitente.
Sufoco o grito escondido
No olhar quente e agonizante.

Procuro voraz o balsamo que é
Soprado pelo vento eterno.
Almejo um olhar de divindade
Que ameniza os traumas sofridos
Pela idade impiedosa.

A oração silenciosa é o extrato
Perfeito para o calmante espiritual,
Olhar cálido, a Luz que procuro
No escuro da noite eterna... Sigo
Com meu olhar álgido.

Consolo minhas palavras com cores escuras,
Tintas do próprio sangue e a pena
Inquietante, suja e crítica também.
Vem intervir minha remissão maculada
Diplomaticamente... Meu Lenitivo
Desconcertante.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano






quarta-feira, 3 de julho de 2013

Teu Sorriso - Poesia de Fernando Matos

Teu Sorriso

Inicio o dia-a-dia
Com a satisfação de guerreiro
E trabalhador e a alegria do calor
Do beijo doce do amor
Infinito

Horas e minutos se passam
E entre uma tribulação e outra
Vem a saudade no coração, do aconchego
E do chamego dengoso da madrugada.
É a lembrança do lençol ainda quente e
Cheiro único feminino,
Irresistível amada.

Chego na tardinha matuta,
Fim da lida termino da labuta.
Agora é a conversa descontraída
Cheiro no pescoço, abraço que une
Corações. Só isso me basta...
Teu Sorriso de Mulher Escolhida.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano







quarta-feira, 12 de junho de 2013

Salmo - do Poeta Fernando Matos

SALMO 

Com os braços estendidos aos céus exalto 
O nome do Altíssimo Todo-poderoso, nosso Pai. 

Nas manhãs frias e geladas me aqueço no manto 
Quente do meu Pai. Nos dias escaldantes é o sopro 
Do Altíssimo que o alívio vem ao meu corpo, minha proteção 
Encontra-se na grande sombra Divina. 

Com os braços estendidos aos céus exalto 
O nome do Altíssimo Todo-poderoso, nosso Pai. 

Durante as tribulações e aprimoramento 
Diário recorre em orações as orientações 
Do Poder Divino, seguindo-as não enfraqueço 
Na minha jornada. 

Com os braços estendidos aos céus exalto 
O nome do Altíssimo Todo-poderoso, nosso Pai. 

Quando tudo parece perdido e os descrentes 
Se acham esquecidos é do alto que vem uma 
Grande Legião de Anjos e Arcanjos no socorro 
Aos Verdadeiros Filhos de Deus. O Pai não deixará 
Os inimigos escarnecerem de seus filhos amados. 

Com os braços estendidos aos céus exalto 
O nome do Altíssimo Todo-poderoso, nosso Pai. 

Minha armadura e meu escudo são forjados 
Na força das orações direcionadas e dedicadas 
Ao Deus Único e Todo-poderoso. 

Com os braços estendidos aos céus exalto 
O nome do Altíssimo Todo-poderoso, nosso Pai. 


Fernando Matos
Poeta Pernambucano



quarta-feira, 1 de maio de 2013

PERDOA-ME SE FOR CAPAZ do Poeta Pernambucano Fernando Matos

PERDOA-ME SE FOR CAPAZ

Se perder na estrada da memória emotiva, tem um preço. Éramos jovens e inocentes guardando emoções perdidas entre folhas do nosso caderno de matérias. Uma lembrança boba para momentos tão belos que nasceram através de um simples olhar e se perdeu ao dar as costas para ternura. 

Seguimos percursos diferentes, alternativos, complicados e quando me dei conta da desilusão no meu amanhecer já não estavas mais lá... A certeza da perda era inevitável.

Em frente e avante, porque o mundo dá voltas e quem sabe em uma dessas esquinas de olhares perdidos eu poderia encontrar meu olhar esquecido, doce e apaixonado. Sabor de fel, a Verdade dos nossos passos falsos em um mundo obscuro. Entreguei-me a loucura humana mesmo sabendo que só os malucos sobrevivem a uma demência social incurável. Em braços me deitei, me deleitei e sonhei os piores sonhos, em bocas de salivas frias me embriaguei igual a um bêbado sem rumo. Alcovas foram minha moradia e dia a dia tentava em vão encontrar a estrada de ouro e voltar ao ninho de carinho quente e afável. Orgasmos platônicos me fizeram algoz da minha carne e do meu espírito e cada olhar de amor entre pessoas estranhas era minha sentença de morte, caminhei, caminhei, até que...

Um dia sem querer cabisbaixo riscando o vazio do mundo encontrei você, muito mais bela, a mesma felicidade de outrora, o brilho radiante do olhar sadio e puro, cai na perplexidade e a bússola do verdadeiro amor trouxe-me de volta aos teus braços. No entanto nossas vidas mundanas, perdão, minha vida mundana era a grande diferença entre nós agora e como provar que ainda te amava como antes após tantas atrocidades cometidas? Não perdi tempo te coloquei nos braços e nos beijamos. Doce e adorável beijo reencontrado no acaso do destino, meus olhos ficaram rasos d´água. Todavia os seres humanos não vivem de sonhos e mentiras e a verdade deu-nos uma surra e o medo da perda afligiu-me o peito. Você falou que não poderíamos mais nos ver que outra vida estava em jogo, um jogo que perdi quando te deixei é óbvio. Mas o guerreiro que me tornei não abandona a luta antes de fincar a espada no próprio peito e prometemos nos ver outras vezes.

Covarde mais uma vez tive medo da solidão e entreguei-me novamente em braços estranhos, o vício do amor falso é o pior de todos. Soubeste do intento e a fúria alimentou sua alma, desculpas pedi e negastes, ajoelhei-me ao teus pés e humilhado fui pela tua raiva, clamei misericórdia porque já não tenho mais idade jovem viril para tanto sofrimento e teu olhar não fitava outro lugar senão o infinito da incerteza.
Sai do teu caminho mais uma vez, comecei a convalescer no estábulo da pobreza espiritual, as dores da alma era pior do que as dores da carne, me sentia imundo nas palavras fora de ordem e a música que nos uniu um dia era agora a canção de nossa despedida. Quando você soube de notícias minhas, largou o rancor e benevolente correu ao meu encontro mas já era tarde e não tínhamos tempo para o abraço, o carinho e o único beijo que sentia era da morte próxima da minha alma. Tuas lágrimas expurgava minhas máculas e sentindo-me mais leve pude abrir a boca e dizer as últimas palavras: - Me perdoa se for capaz e segura minha mão para que eu não venha ter medo da nova jornada... Te amo!!!

Fernando Matos
Poeta Pernambucano



quarta-feira, 3 de abril de 2013

Retalhos - Poesia de Fernando Matos


RETALHOS

Eu não te perdi... foi a minha inteligência
que estava um degrau abaixo
da tua apoteose de hipocrisia.
Sejamos Verdadeiros, embora separados.

Não estou triste pelo nosso desencontro,
vivo contente porque a Verdade ficou.
A vírgula que preencheu  minha Vida,
restou apenas um ponto final
que destes em nossos beijos.

A música espera por nós.
A bebida que acaba,
pede gelo de nossa distância.
Estou aqui, chego já ali...
estou distante e não te vejo mais nas paisagens.

A boemia acolheu-me quando
você abandonou nosso espaço.
O copo de cerveja escondeu
para sempre toda ira que desejava
te jogar na face transparente.

Nem sempre o numero (1)
quer dizer o inicio de tudo.
Assim também um adeus
não pode profetizar uma grande despedida.
A covardia do silencio existe,
para não macular a minha verdade.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano



quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

COMPASSO PERNAMBUCANO - Poesia de Fernando Matos



Saio da minha Torre medieval
no destino ao nobre bairro mais antigo
de novos habitantes.
O Recife é brilho, é luz
que transborda no calor humano,
no olhar de alegria e euforia.

A música que me conduz ponte
após ponte à cidade maurícia
que saúda a folia mais pernambucana...
Sua Majestade o Frevo.
Chegando na Mariz e Barros os corações
batem em um só ritmo que faz
tremer... As batidas fortes do maracatu
segue o percurso certo
regido  pelo Mestre Maior
Naná Vasconcelos anunciando ao Marco Zero
o  início do prazer imaginário.

O dia amanhece devagar,
na calma do divertimento feliz
e os brincantes jovens aprendizes
se refazem energizando suas coloridas sombrinhas
saudando o Galo nas artérias
recifences.

Uma gente que esconde suas mágoas
em fantasias divertidas e irreverentes
mostrando em gestos glamourosos o
autêntico folião... Entre blocos e troças
O Anárquico Nois Sofre mas Nois Goza
desfilando a felicidade de Tarcísio Pereira e amigos
numa só emoção de 37 anos.

O Samba Pernambucano mostra ao
mundo a beleza da voz
guerreira de Karynna Spinelli
na raiz da música mais brasileira.

Os bonecos de Olinda
majestosamente encantam e
transborda de beleza nas ladeiras
da cidade histórica.
As performances que irão perdurar
na fotografia popular do
imaginário folião.

Na geometria do maracatu,
cabocolinho, samba e outras
manifestações artísticas e a
certeza que o Recife Multicultural
abriu suas pontes para unir todos os povos
que finaliza cantando com Getúlio Cavalcanti
O “Último Regresso” dizendo  “que o Recife tem,
o carnaval melhor do meu Brasil”.
No compasso da alegria a magia
fecha o portal entre a imaginação e a razão
humana deixando saudade
entre corações de graciosos brincantes.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano
http://poetafernandomatos.blogspot.com.br/