sexta-feira, 15 de novembro de 2013

"PORQUE" - Poesia de Fernando Matos

PORQUE

Por que tudo na vida
Tem uma chegada, um choro
Uma partida, um choro mais solidão
Aperto, vazio e coração triste?

Porque hoje não quero tristeza
Almejo o vento nas palmeiras
A sombra morna do final de tarde
Algo bom para se lembrar e
Incentivar um novo dia
Conjugando o verbo amar.

A vida nos oferece o balsamo
E escolhemos o fel, por quê?
O canto dos pássaros nos
Inspira ao Criador
E preferimos a lamúria
E o vestido longo da dor... Por quê?

Porque amanhã quando
Acordar vou estar de alma livre
Voar com os pensamentos
Cantar para renovar a felicidade
Que existe dentro de cada um de nós.
Porque somos livres quando
Praticamos a leitura, a audição das
Melodias eternas e cumprimentamos
O próximo com alegria no olhar.

A jornada não precisa de uma
Pergunta sempre
Porque viver e renovar votos
No amor, à vida que ressurge
E cresce em cada ventre fértil.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano




terça-feira, 8 de outubro de 2013

MEDO - Poesia de Fernando Matos

MEDO 

Tenho medo do dia, 
Tenho pavor da noite. 
As duas metáforas da vida, 
Correr atrás de um futuro incerto 
E certo que no amanhã próximo 
Terei a despedida. 

Pânico com a violência 
Da carne que macula 
A alma, corrói a 
Transparência do Ser Humano. 
Quero a calma dos campos, 
Preciso do silêncio dos inocentes, 
Sou guerreiro e estou 
Presente na vida útil de alguém. 

A fraqueza me invade quando 
A solidão consume minha célula viva. 
Ouvir tua voz energiza minha 
Fortaleza e destrói a escuridão 
Das palavras... Te quero! 
Temo em não ter teus beijos 
Molhados e safados me sufocando, 
Pavor em pensar que estarei inerte 
Diante de corpo dourado e desavergonhado. 
Sou pedinte, íntimo e atrevido... 
Pusilanimidade que a idade invade. 

Fernando Matos
Poeta Pernambucano




quarta-feira, 4 de setembro de 2013

PRIMAVERA CASUÍSTICA - Poesia de Fernando Matos

PRIMAVERA CASUÍSTICA

Após a chuva que inspira
A terra chega o perfume
E as cores que embala a vida.


Cenário cênico da existência
Que nasceu da perfeição
Composição cenográfica
Escrita pelo Pai da Criação.


Cada Ser na sua missão
Ecológica, a lógica da biografia
Humana que traz calor, luz
E amor entre os organismos,
Compondo a beleza da história.


Vitalidade que inspira nomes
Orquídea que lampeja cantos
E poesias, Girassol que clareia
Montes e campos Elísios, Lavanda
Que acalma a ansiedade os Homens
E perfuma a santa ceia.


Hortência, Violeta e Narciso
Que se estonteia com a beleza
Reversa. Petúnia, Margarida, Angélica
A condição própria, essência particular
De cada viva criatura casuística
A sutileza do criar.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano





quarta-feira, 14 de agosto de 2013

LENITIVO - Poesia de Fernando Matos

LENITIVO

Rasgo a carne com dores
Que melindram a alma
Solitária, algoz e penitente.
Sufoco o grito escondido
No olhar quente e agonizante.

Procuro voraz o balsamo que é
Soprado pelo vento eterno.
Almejo um olhar de divindade
Que ameniza os traumas sofridos
Pela idade impiedosa.

A oração silenciosa é o extrato
Perfeito para o calmante espiritual,
Olhar cálido, a Luz que procuro
No escuro da noite eterna... Sigo
Com meu olhar álgido.

Consolo minhas palavras com cores escuras,
Tintas do próprio sangue e a pena
Inquietante, suja e crítica também.
Vem intervir minha remissão maculada
Diplomaticamente... Meu Lenitivo
Desconcertante.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano






quarta-feira, 3 de julho de 2013

Teu Sorriso - Poesia de Fernando Matos

Teu Sorriso

Inicio o dia-a-dia
Com a satisfação de guerreiro
E trabalhador e a alegria do calor
Do beijo doce do amor
Infinito

Horas e minutos se passam
E entre uma tribulação e outra
Vem a saudade no coração, do aconchego
E do chamego dengoso da madrugada.
É a lembrança do lençol ainda quente e
Cheiro único feminino,
Irresistível amada.

Chego na tardinha matuta,
Fim da lida termino da labuta.
Agora é a conversa descontraída
Cheiro no pescoço, abraço que une
Corações. Só isso me basta...
Teu Sorriso de Mulher Escolhida.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano







quarta-feira, 12 de junho de 2013

Salmo - do Poeta Fernando Matos

SALMO 

Com os braços estendidos aos céus exalto 
O nome do Altíssimo Todo-poderoso, nosso Pai. 

Nas manhãs frias e geladas me aqueço no manto 
Quente do meu Pai. Nos dias escaldantes é o sopro 
Do Altíssimo que o alívio vem ao meu corpo, minha proteção 
Encontra-se na grande sombra Divina. 

Com os braços estendidos aos céus exalto 
O nome do Altíssimo Todo-poderoso, nosso Pai. 

Durante as tribulações e aprimoramento 
Diário recorre em orações as orientações 
Do Poder Divino, seguindo-as não enfraqueço 
Na minha jornada. 

Com os braços estendidos aos céus exalto 
O nome do Altíssimo Todo-poderoso, nosso Pai. 

Quando tudo parece perdido e os descrentes 
Se acham esquecidos é do alto que vem uma 
Grande Legião de Anjos e Arcanjos no socorro 
Aos Verdadeiros Filhos de Deus. O Pai não deixará 
Os inimigos escarnecerem de seus filhos amados. 

Com os braços estendidos aos céus exalto 
O nome do Altíssimo Todo-poderoso, nosso Pai. 

Minha armadura e meu escudo são forjados 
Na força das orações direcionadas e dedicadas 
Ao Deus Único e Todo-poderoso. 

Com os braços estendidos aos céus exalto 
O nome do Altíssimo Todo-poderoso, nosso Pai. 


Fernando Matos
Poeta Pernambucano



quarta-feira, 1 de maio de 2013

PERDOA-ME SE FOR CAPAZ do Poeta Pernambucano Fernando Matos

PERDOA-ME SE FOR CAPAZ

Se perder na estrada da memória emotiva, tem um preço. Éramos jovens e inocentes guardando emoções perdidas entre folhas do nosso caderno de matérias. Uma lembrança boba para momentos tão belos que nasceram através de um simples olhar e se perdeu ao dar as costas para ternura. 

Seguimos percursos diferentes, alternativos, complicados e quando me dei conta da desilusão no meu amanhecer já não estavas mais lá... A certeza da perda era inevitável.

Em frente e avante, porque o mundo dá voltas e quem sabe em uma dessas esquinas de olhares perdidos eu poderia encontrar meu olhar esquecido, doce e apaixonado. Sabor de fel, a Verdade dos nossos passos falsos em um mundo obscuro. Entreguei-me a loucura humana mesmo sabendo que só os malucos sobrevivem a uma demência social incurável. Em braços me deitei, me deleitei e sonhei os piores sonhos, em bocas de salivas frias me embriaguei igual a um bêbado sem rumo. Alcovas foram minha moradia e dia a dia tentava em vão encontrar a estrada de ouro e voltar ao ninho de carinho quente e afável. Orgasmos platônicos me fizeram algoz da minha carne e do meu espírito e cada olhar de amor entre pessoas estranhas era minha sentença de morte, caminhei, caminhei, até que...

Um dia sem querer cabisbaixo riscando o vazio do mundo encontrei você, muito mais bela, a mesma felicidade de outrora, o brilho radiante do olhar sadio e puro, cai na perplexidade e a bússola do verdadeiro amor trouxe-me de volta aos teus braços. No entanto nossas vidas mundanas, perdão, minha vida mundana era a grande diferença entre nós agora e como provar que ainda te amava como antes após tantas atrocidades cometidas? Não perdi tempo te coloquei nos braços e nos beijamos. Doce e adorável beijo reencontrado no acaso do destino, meus olhos ficaram rasos d´água. Todavia os seres humanos não vivem de sonhos e mentiras e a verdade deu-nos uma surra e o medo da perda afligiu-me o peito. Você falou que não poderíamos mais nos ver que outra vida estava em jogo, um jogo que perdi quando te deixei é óbvio. Mas o guerreiro que me tornei não abandona a luta antes de fincar a espada no próprio peito e prometemos nos ver outras vezes.

Covarde mais uma vez tive medo da solidão e entreguei-me novamente em braços estranhos, o vício do amor falso é o pior de todos. Soubeste do intento e a fúria alimentou sua alma, desculpas pedi e negastes, ajoelhei-me ao teus pés e humilhado fui pela tua raiva, clamei misericórdia porque já não tenho mais idade jovem viril para tanto sofrimento e teu olhar não fitava outro lugar senão o infinito da incerteza.
Sai do teu caminho mais uma vez, comecei a convalescer no estábulo da pobreza espiritual, as dores da alma era pior do que as dores da carne, me sentia imundo nas palavras fora de ordem e a música que nos uniu um dia era agora a canção de nossa despedida. Quando você soube de notícias minhas, largou o rancor e benevolente correu ao meu encontro mas já era tarde e não tínhamos tempo para o abraço, o carinho e o único beijo que sentia era da morte próxima da minha alma. Tuas lágrimas expurgava minhas máculas e sentindo-me mais leve pude abrir a boca e dizer as últimas palavras: - Me perdoa se for capaz e segura minha mão para que eu não venha ter medo da nova jornada... Te amo!!!

Fernando Matos
Poeta Pernambucano