domingo, 2 de fevereiro de 2014

ANGUSTIA - Poesia de Fernando Matos

ANGUSTIA

O ontem quando vive
Presente é aviso de alerta
Um dia que não desperta
A mente para a nova estrada.

Cicatrizes são para guerreiros
A nova morada para os Novos Tempos
O equilíbrio para os cultos
Ocultos em nossa vereda espiritual.

Caminho silicioso comedido
Nas palavras proferidas na calada
Da noite... A ira não deve ser
Despertada, mas silenciada.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano





quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Epifania - Texto de Fernando Matos

Epifania 

Ainda foi ontem em 
Um presente bem próximo 
Que nossas mãos se tocaram 
Levemente de forma pura 
Nossos olhares flertaram 
Os sentimentos de jovens 
Apaixonados. 


Saudoso lembrar das boas 
Conversas de palavras soltas 
Nas calçadas de onde nossos 
Pais tão zelosos nos vigiavam 
Com um olho enquanto o outro 
Assistiam novelas. 


Reviver as boas brincadeiras 
De rua, de roda, nossos folguedos 
Estimulando a mente a vencer 
Obstáculos com brinquedos 
Feitos a mão... Bafejo de emoção. 


Alquimia da história 
Humana que as vezes 
Nos deixa incólume 
Das tragédias e comédias 
Indulgentes. 


O coração puro começa 
Nos amanhecer dos olhos 
Remansados e a grande 
Epifania virá dos pensamentos 
Castos nas trilhas do 
Dia a dia.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano



quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

ESQUECIDO VERSOS PERDIDOS - Poema de Fernando Matos

ESQUECIDO VERSOS PERDIDOS




Aceitar
a rejeição e ingratidão,
mas não concordar o
repelir  interpessoal.

Acreditar
nas palavras perdidas no tempo
perdido entre lençóis...
Não acreditar mais nas lágrimas
acolhidas  no recanto interpessoal.

Persistir
na busca do invisível que
sempre reflete no espelho
interpessoal.

Valorizar
o acordar da visão
verdadeira...
A cegueira interpessoal
está quase curada.

Ser
o que sempre foi
predestinado, o isolado
humilhado e solitário.
Otário sentimento interpessoal.

Assumir
que sumir entre versos é
irracional ao puro sentimento
das palavras claras e muito
(In) (Ter) (pessoal) .


Fernando Matos
Poeta Pernambucano



sexta-feira, 15 de novembro de 2013

"PORQUE" - Poesia de Fernando Matos

PORQUE

Por que tudo na vida
Tem uma chegada, um choro
Uma partida, um choro mais solidão
Aperto, vazio e coração triste?

Porque hoje não quero tristeza
Almejo o vento nas palmeiras
A sombra morna do final de tarde
Algo bom para se lembrar e
Incentivar um novo dia
Conjugando o verbo amar.

A vida nos oferece o balsamo
E escolhemos o fel, por quê?
O canto dos pássaros nos
Inspira ao Criador
E preferimos a lamúria
E o vestido longo da dor... Por quê?

Porque amanhã quando
Acordar vou estar de alma livre
Voar com os pensamentos
Cantar para renovar a felicidade
Que existe dentro de cada um de nós.
Porque somos livres quando
Praticamos a leitura, a audição das
Melodias eternas e cumprimentamos
O próximo com alegria no olhar.

A jornada não precisa de uma
Pergunta sempre
Porque viver e renovar votos
No amor, à vida que ressurge
E cresce em cada ventre fértil.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano




terça-feira, 8 de outubro de 2013

MEDO - Poesia de Fernando Matos

MEDO 

Tenho medo do dia, 
Tenho pavor da noite. 
As duas metáforas da vida, 
Correr atrás de um futuro incerto 
E certo que no amanhã próximo 
Terei a despedida. 

Pânico com a violência 
Da carne que macula 
A alma, corrói a 
Transparência do Ser Humano. 
Quero a calma dos campos, 
Preciso do silêncio dos inocentes, 
Sou guerreiro e estou 
Presente na vida útil de alguém. 

A fraqueza me invade quando 
A solidão consume minha célula viva. 
Ouvir tua voz energiza minha 
Fortaleza e destrói a escuridão 
Das palavras... Te quero! 
Temo em não ter teus beijos 
Molhados e safados me sufocando, 
Pavor em pensar que estarei inerte 
Diante de corpo dourado e desavergonhado. 
Sou pedinte, íntimo e atrevido... 
Pusilanimidade que a idade invade. 

Fernando Matos
Poeta Pernambucano




quarta-feira, 4 de setembro de 2013

PRIMAVERA CASUÍSTICA - Poesia de Fernando Matos

PRIMAVERA CASUÍSTICA

Após a chuva que inspira
A terra chega o perfume
E as cores que embala a vida.


Cenário cênico da existência
Que nasceu da perfeição
Composição cenográfica
Escrita pelo Pai da Criação.


Cada Ser na sua missão
Ecológica, a lógica da biografia
Humana que traz calor, luz
E amor entre os organismos,
Compondo a beleza da história.


Vitalidade que inspira nomes
Orquídea que lampeja cantos
E poesias, Girassol que clareia
Montes e campos Elísios, Lavanda
Que acalma a ansiedade os Homens
E perfuma a santa ceia.


Hortência, Violeta e Narciso
Que se estonteia com a beleza
Reversa. Petúnia, Margarida, Angélica
A condição própria, essência particular
De cada viva criatura casuística
A sutileza do criar.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano





quarta-feira, 14 de agosto de 2013

LENITIVO - Poesia de Fernando Matos

LENITIVO

Rasgo a carne com dores
Que melindram a alma
Solitária, algoz e penitente.
Sufoco o grito escondido
No olhar quente e agonizante.

Procuro voraz o balsamo que é
Soprado pelo vento eterno.
Almejo um olhar de divindade
Que ameniza os traumas sofridos
Pela idade impiedosa.

A oração silenciosa é o extrato
Perfeito para o calmante espiritual,
Olhar cálido, a Luz que procuro
No escuro da noite eterna... Sigo
Com meu olhar álgido.

Consolo minhas palavras com cores escuras,
Tintas do próprio sangue e a pena
Inquietante, suja e crítica também.
Vem intervir minha remissão maculada
Diplomaticamente... Meu Lenitivo
Desconcertante.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano