terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Bússola da Fé.

 Bússola da Fé


Estamos indo embora para um lugar indefinido,

Apesar de já nascermos sabendo dessa verdade.

Toda viagem é breve e não podemos ficar indecisos,

Inclusive estamos cientes de que haverá turbulência.


Viemos como mapas rasgados, sem perder a essência.

Cada um carrega em si uma bússola de fé,

A força do espírito aguerrido que nos manterá de pé.


Somos poeira cósmica procurando o brilho.

A estrada do infinito universo é comprida;

Precisamos aprender a reluzir antes de cada partida.


Somos reflexos de uma luz espiritual eterna,

Tentando nos orientar para nunca desviar da realidade.

A verdade sobre o caminho da evolução é uma convocação,

Chamando-nos diariamente ao encontro da paz fraterna.


Que evolução é essa, que dói, mas nos ensina e transforma?

Transforma e molda nossa caminhada.

Qual será o próximo destino quando o portal fechar?

Podemos nos recusar a participar da próxima viagem?


Toda escolha tem um preço, um custo elevado.

O livre-arbítrio do silêncio também cobra juros.

Ninguém quer e ninguém ficará para trás;

Infelizmente, alguns não querem olhar para frente.


Acordar, viver e dormir é uma ilusão temporária da mente;

A cena, teatro de sombras e espelhos que nos chama a atenção,

Onde a visão principal precisa continuar em alerta.

As novas lições da vida nos chegam diariamente.


A Verdade se aproxima, sussurrando nomes esquecidos.

Às vezes ficamos perdidos dentro de nós;

Ainda assim, seguimos firmemente de olhos fechados,

Apavorados pelo desconhecido e pela claridade do real.


Mesmo assim, nunca será tarde para aprender a viver.

Precisamos amar sem reservas, perdoar com coragem,

Para obter a redenção nesta ou, talvez, na próxima viagem.


O tempo não esperou; o que passou foram experiências.

Todavia, a vida ensina enquanto passa. Não haverá reprovados.

Somos todos viajantes dessa infinita peregrinação;

Todo caminho tem uma origem e um destino provisório.


Então viva, aproveitando ao máximo toda a contemplação.


Fernando Matos

Poeta Pernambucanos.

Dr. h.c. em Arte e Poesia.

Dr. h.c. em Comunicação Social.

Embaixador da Paz e da Humanidade.



sábado, 3 de janeiro de 2026

À Memória de uma Soberania.

 À Memória de uma Soberania


Eleva-se à pátria com Justiça, Saúde e Educação.

Um país moldado em garra, trabalho e segurança.

Reconhece a força que a guia para toda mudança.

Um povo valente que escreve sua história e posição.


A soberania de um país é reconhecer sua liberdade.

Trilhar caminhos certos e errados sem medo de errar.

Não permitir interferência de outras mãos para governar.

Ser independente na escolha de seu país a comandar.


Nenhuma alma pátria se vende a um estrangeiro.

Tomar suas decisões sem se curvar a grilhões e humilhações.

As ações de ser livre é um ato patriótico puro e verdadeiro.


Uma nação avança firmemente, respeitando a sua soberania.

Bradando o valor da lei, com sonho real de autonomia.

Preservando em si o rumo de seus concidadãos.


Fernando Matos 

Poeta Pernambucano

Dr. h.c. em Arte e Poesia.

Dr. h.c. em Comunicação Social 

Embaixador da Paz e da Humanidade.



quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Renovação, Fortalecimento e Fraternidade.


Renovação, Fortalecimento e Fraternidade


A força da natureza está em renovação; 

Uma ação buscando o crescimento. 

Reorganizar a essência do pensamento: 

A humanização necessita de reestruturação.


Revigorar, no mundo, todo sentimento. 

Dignidade, empatia, justiça e solidariedade. 

Conscientização se faz com igualdade. 

Precisamos ampliar nossos conhecimentos.


Sentir a necessidade de equidade. 

Para ser perfeito, precisa-se de união. 

Compaixão, respeito, luz e boa vibração. 

A paz será sempre o nosso objetivo.


Fernando Matos 

Poeta Pernambucano 

Dr. h.c. em Arte e Poesia 

Dr. h.c. em Comunicação Social




sábado, 20 de dezembro de 2025

Frevo Outra Vez.

 Frevo Outra Vez.


Frevo outra vez, construindo história.

A tradição é um eterno aprendizado.

Passa de mão em mão, de passo em passo.

Como a lição viva no chão da memória.


Brincantes são eternos guerreiros.

Com o brilho de suas próprias experiências.

Corpos que bailam com alegria.

Vidas multicoloridas que se mantêm dançando.


Frevo de rua é raça, suor e liberdade.

Frevo de bloco nos unindo no abraço coletivo.

Frevos Canções trazendo belas lembranças.

Frevo e suas emoções, revelando a sua majestade.


Em Pernambuco se brinca Frevo o ano inteiro.

Pode ser no sol, na chuva, ou no intenso calor.

Frevar é a voz do povo, aqui nada é passageiro.

O brincante é um ser libertador.


Frevo secular, aqui nada de timidez.

A herança que faz pulsar até o presente dia.

Promessa que pulará em um futuro de alegria.

Outra vez, sempre o Frevo, outra vez.


Fernando Matos 

Poeta Pernambucano.

Dr h.c. em Arte e Poesia.

Dr h.c. em Comunicação Social.



quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

O Alquimista do Natal.

 O Alquimista do Natal


Houve um tempo em que a harmonia reinava entre o céu e o firmamento. Nesse período, todos puderam obter lucros financeiros e prosperar com o conhecimento. O Vale das Estrelas reunia grandes vidas humanas da educação, da justiça, do âmbito da saúde, das artes em geral e da literatura. Enfim, em tudo nesse local havia o aroma da sabedoria, e as virtudes humanas eram o propósito de todo morador do vale: Prudência, Justiça, Temperança, Coragem, Fé, Esperança e Caridade. No entanto, nada como uma provação universal para fundamentar que o sal da vida precisa ser temperado e testado entre os homens.


Um certo indivíduo, vestindo roupas estranhas e de comportamento duvidoso, chegou repentinamente ao Vale das Estrelas. Trazia na bagagem o desejo de se igualar ao Criador do Universo: almejava obter todos os bens do mundo só para si, regozijava-se com a tristeza alheia, fazia mau uso da sexualidade, comia em demasia e o seu desperdício de comida era notado por todos. Além de não reconhecer sua pequenez, não praticava a caridade, o que era um insulto para os moradores daquela localidade. Não havia saúde mental naquela pessoa.


Na vida, todos têm seguidores, e com ele não foi diferente; a cidade ficou dividida. Com isso, resolveram segregar a população em cores diferentes. Essa atitude deixou um certo clima negativo na região e os moradores passaram a ficar reclusos, sem direito à comunicação; perderam amizades por conta de uma falsa ideologia.


Todavia, nem todos foram contaminados por essa insensatez. Havia neste vale um morador muito conhecido por todos, a quem deram a alcunha de “Alquimista”. Ele ficou sabendo do ocorrido e, para preservar sua saúde mental, passou a trabalhar à noite e de madrugada, descansando apenas no período da manhã de cada novo dia. Por dias, estudou o novo comportamento dos moradores de sua cidade e percebeu que, durante a noite, muitas lágrimas caíam dessas pobres almas, perdidas na ilusão da escuridão.


Então, resolveu secretamente recolher cada pingo dessas lágrimas sem ser notado. Passou a ter como objetivo descobrir um remédio universal contra essa doença social que assolava a sua querida e amada cidade natal. Foram noites de intenso trabalho transformador, até que, no meio de uma madrugada, ele gritou com toda a força de seu espírito: — Eureca! Aquele brado acordou a todos que, preocupados, foram ver o que ocorria de tão grave, mas só encontraram o silêncio da escuridão. Voltaram a dormir em seus pesadelos noturnos.


O Alquimista pegou sua descoberta e foi colocar aquela poção na caixa-d’água do Vale das Estrelas, sem ninguém perceber. Um novo dia surgiu e todos beberam daquela água, banharam-se nela e aguaram seus jardins, sem notar que suas vidas estavam sendo mudadas. De fato, mudaram; é como se abrissem os olhos para um novo mundo dentro do universo em que viviam. Aquele cidadão de modos estranhos nada gostou das mudanças e foi embora do Vale das Estrelas.


Todos voltaram a viver em harmonia, como deveria ser, mas uma criança foi até o Alquimista e lhe perguntou como tudo aquilo poderia acontecer da noite para o dia. A resposta foi direta: — Meu jovem, eles provaram de suas próprias verdades. A Verdade pode mudar tudo e todos. A Verdade não reside no brilho do que é aparente, mas no silêncio que resta quando as ilusões se calam; ela é o fardo que liberta e o espelho que não mente, o único solo firme onde os passos da alma não falham. Ainda digo mais: a Verdade é tudo aquilo que está contra o seu desejo, mas que muda completamente a nossa vida...


Fernando Matos

Poeta Pernambucano.

Dr h.c. em Arte e Poesia.

Dr h.c. em Comunicação Social.



terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Medo, Grito, Medo. Medo de Viver com Medo.

 Medo, Grito, Medo.

Medo de Viver com Medo


Acordo assustado, um grito sufocado.

Mãos que suplicam a Divina ajuda.

Os pés paralisados de medo: nada muda.

A carne apodrece antes que a alma padeça.


Antes que o dia desapareça, fico cego ao mundo.

A angústia da solidão reflete na multidão surda.

Posso afirmar que o pavor lateja no espírito.

Desgosto social, sentimento impuro e profundo.


No caos, quem tem consciência perde a essência.

Os inocentes se comunicam silenciosamente.

Aprofundam o vasto vazio da mente, socialmente.

É preciso brilhar no âmago da vida, a luz da existência.


Tenho medo, grito baixo para a anarquia.

O segredo de viver é renascer com valentia.

Seguir dia a dia, redescobrindo caminhos.

Cuidado com os atalhos que levam aos espinhos.


A essência do poeta compreende o medo.

Não é segredo que há relações entre as emoções.

Vidas para se escrever, revelando segredos.


Desmudar para entender a dor.

Ir ao fundo do poço, o ego do desgosto.

O mundo pode ofertar o caminho purificador.


Invocar a rebeldia para sobreviver ao dia.

A escuridão nos cerca como bolhas de sabão.

Não há harmonia nas prisões da alma.


Nenhuma alma humana é livre do sofrimento.

A loucura é a sabedoria poética dos excluídos.

No submundo da razão…

Não há luz para os desconhecidos.

O poeta revelou à humanidade o segredo insano.

Mergulho no espírito singular do Ser Humano.


Fernando Matos 

Poeta Pernambucano

Dr. h.c. em Arte de Poesia 

Dr. h.c. em Comunicação Social



segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

O Silêncio que Fere.

 O Silêncio que Fere.


Na solidão se revela as incertezas.

Às vezes, nem se sabe se há um viver.

Durezas de uma vida é a natureza.

Sem poder decidir, a certeza é morrer.


Eleva-se um clamor: “basta de violência!”

A dor do silêncio oculta o padecer.

Na noite, vem o açoite e a consciência.

Cai um corpo que a sociedade deveria proteger.


No dia a dia, a paz se destrói.

Antes um riso, agora lágrimas e aflição.

A mulher é a luz de toda vida pura.


A leitura infinita entre o Criador e a criatura.

Que Educação, Justiça e Saúde sejam feita.

Então, clarear a ordem de uma soberana nação.


Fernando Matos 

Poeta Pernambucano.

Dr h.c. em Arte e Poesia 

Dr h.c. em Comunicação Social