segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Alaridos Esquecidos.

 Alaridos Esquecidos


O silêncio da história faz ecoar um clamor. Vozes presas e sufocadas pelo medo. 

Os esquecidos são anônimos marcados na dor. 

A história insiste em manter tudo em segredo.


Quem anda à margem perde o brilho do viver. Irmãos com olhos que revelam a fome do dia. Desde cedo é apenas sobreviver... 

"Você tem fome de quê?" 

O mundo nega a alegria da íntima harmonia.


É no silêncio que nasce a força contida. 

Um alarido antigo que abre a fenda no chão. Todos têm na esperança uma teimosia, 

Que teima em pulsar no peito da nação.


Quem sabe um dia os esquecidos 

Possam enfim se erguer? 

Nesse momento, a história então ouvirá 

O que uma sociedade tentou calar.


Fernando Matos 

Poeta Pernambucano. 

Dr h.c em Arte e Poesia. 

Dr h.c em Comunicação Social. 

Embaixador da Paz e da Humanidade.



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