Alaridos Esquecidos
O silêncio da história faz ecoar um clamor. Vozes presas e sufocadas pelo medo.
Os esquecidos são anônimos marcados na dor.
A história insiste em manter tudo em segredo.
Quem anda à margem perde o brilho do viver. Irmãos com olhos que revelam a fome do dia. Desde cedo é apenas sobreviver...
"Você tem fome de quê?"
O mundo nega a alegria da íntima harmonia.
É no silêncio que nasce a força contida.
Um alarido antigo que abre a fenda no chão. Todos têm na esperança uma teimosia,
Que teima em pulsar no peito da nação.
Quem sabe um dia os esquecidos
Possam enfim se erguer?
Nesse momento, a história então ouvirá
O que uma sociedade tentou calar.
Fernando Matos
Poeta Pernambucano.
Dr h.c em Arte e Poesia.
Dr h.c em Comunicação Social.
Embaixador da Paz e da Humanidade.

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