domingo, 20 de setembro de 2026

A Lucidez...

 A Lucidez...


​Mil desejos ocultos 

repousam nas taças.

A caçada é melhor 

nas tênues trevas 

da madrugada.


Peles dispersas 

pela cama desarrumada.

Os lampejos se inebriam...

Todavia, os ósculos 

não apagam o ardor.


A sombria alcova ignora 

o alvorecer de um novo dia...

A gritaria extinguiu-se, 

já não assusta a vizinhança.


Hoje possuo-te sob 

o protetor cobertor.

Ali, uma presa em silêncio, 

mas de indomável perigo.


Goza, sorridente, 

anelando desvendar segredos.

Meus receios jazem 

sigilosamente guardados.


Será que a própria natureza 

saberá extinguir...

Dois corpos abrasados pelo amor?


​Fernando Matos

Poeta Pernambucano

Dr h.c em Arte e Poesia 

Dr h.c em Comunicação Social 

Dr h.c em Paz Global 

Dr h.c em Enfermagem 

Dr h.c em Paz e Direitos Humanos 

Dr h.c em Liderança Cultural e Promoção dos Valores Humanos 

Embaixador da Paz e da Humanidade



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