A ÚLTIMA PAISAGEM
Caminho descalço entre espinhos,
As pedras quentes já perderam
Sem calor e o ninho da vida
Pérfida hoje é vento do passado.
As roupas são leves como brisa
Suave que vagueia sobre girassóis
Divinos, revestido por palavras e fé
Sigo sem medo de tropeçar.
As mãos que procuravam refúgio
E amparo nas carnes impuras
Hoje reconhece a mansidão
da energia infinita.
Fernando Matos
Poeta Pernambucano
Fernando Matos mora em Recife/PE, Relações Públicas, Enfermeiro pós-graduado em Enfermagem Obstétrica. Doutor Honoris Causa em Arte e Poesia, Titulo Recebido pelo Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos (Patrimônio Histórico e Cultural da Augustíssima e Soberana Casa Real e Imperial dos Godos de Oriente); Embaixador da Paz, Delegado Cultural e Comendador da Justiça de Paz pela OMDDH (Organização Mundial dos Defensores dos Direitos Humanos).
quarta-feira, 5 de março de 2014
domingo, 2 de fevereiro de 2014
ANGUSTIA - Poesia de Fernando Matos
ANGUSTIA
O ontem quando vive
Presente é aviso de alerta
Um dia que não desperta
A mente para a nova estrada.
Cicatrizes são para
guerreiros
A nova morada para os Novos
Tempos
O equilíbrio para os cultos
Ocultos em nossa vereda
espiritual.
Caminho silicioso comedido
Nas palavras proferidas na
calada
Da noite... A ira não deve
ser
Despertada, mas silenciada.
Fernando Matos
Poeta Pernambucano
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
Epifania - Texto de Fernando Matos
Epifania
Ainda foi ontem em
Um presente bem próximo
Que nossas mãos se tocaram
Levemente de forma pura
Nossos olhares flertaram
Os sentimentos de jovens
Apaixonados.
Ainda foi ontem em
Um presente bem próximo
Que nossas mãos se tocaram
Levemente de forma pura
Nossos olhares flertaram
Os sentimentos de jovens
Apaixonados.
Saudoso lembrar das boas
Conversas de palavras soltas
Nas calçadas de onde nossos
Pais tão zelosos nos vigiavam
Com um olho enquanto o outro
Assistiam novelas.
Reviver as boas brincadeiras
De rua, de roda, nossos folguedos
Estimulando a mente a vencer
Obstáculos com brinquedos
Feitos a mão... Bafejo de emoção.
Alquimia da história
Humana que as vezes
Nos deixa incólume
Das tragédias e comédias
Indulgentes.
O coração puro começa
Nos amanhecer dos olhos
Remansados e a grande
Epifania virá dos pensamentos
Castos nas trilhas do Dia a dia.
Fernando Matos
Poeta Pernambucano
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
ESQUECIDO VERSOS PERDIDOS - Poema de Fernando Matos
ESQUECIDO VERSOS PERDIDOS
Aceitar
a
rejeição e ingratidão,
mas
não concordar o
repelir
interpessoal.
Acreditar
nas
palavras perdidas no tempo
perdido
entre lençóis...
Não
acreditar mais nas lágrimas
acolhidas no recanto interpessoal.
Persistir
na
busca do invisível que
sempre
reflete no espelho
interpessoal.
Valorizar
o
acordar da visão
verdadeira...
A
cegueira interpessoal
está
quase curada.
Ser
o
que sempre foi
predestinado,
o isolado
humilhado
e solitário.
Otário
sentimento interpessoal.
Assumir
que
sumir entre versos é
irracional
ao puro sentimento
das
palavras claras e muito
(In)
(Ter) (pessoal) .
Fernando
Matos
Poeta
Pernambucano
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
"PORQUE" - Poesia de Fernando Matos
PORQUE
Por que tudo na vida
Tem uma chegada, um choro
Uma partida, um choro mais
solidão
Aperto, vazio e coração
triste?
Porque hoje não quero
tristeza
Almejo o vento nas palmeiras
A sombra morna do final de
tarde
Algo bom para se lembrar e
Incentivar um novo dia
Conjugando o verbo amar.
A vida nos oferece o balsamo
E escolhemos o fel, por quê?
O canto dos pássaros nos
Inspira ao Criador
E preferimos a lamúria
E o vestido longo da dor...
Por quê?
Porque amanhã quando
Acordar vou estar de alma
livre
Voar com os pensamentos
Cantar para renovar a
felicidade
Que existe dentro de cada um
de nós.
Porque somos livres quando
Praticamos a leitura, a
audição das
Melodias eternas e
cumprimentamos
O próximo com alegria no
olhar.
A jornada não precisa de uma
Pergunta sempre
Porque viver e renovar votos
No amor, à vida que ressurge
E cresce em cada ventre
fértil.
Fernando Matos
Poeta Pernambucano
terça-feira, 8 de outubro de 2013
MEDO - Poesia de Fernando Matos
MEDO
Tenho medo do dia,
Tenho pavor da noite.
As duas metáforas da vida,
Correr atrás de um futuro incerto
E certo que no amanhã próximo
Terei a despedida.
Pânico com a violência
Da carne que macula
A alma, corrói a
Transparência do Ser Humano.
Quero a calma dos campos,
Preciso do silêncio dos inocentes,
Sou guerreiro e estou
Presente na vida útil de alguém.
A fraqueza me invade quando
A solidão consume minha célula viva.
Ouvir tua voz energiza minha
Fortaleza e destrói a escuridão
Das palavras... Te quero!
Temo em não ter teus beijos
Molhados e safados me sufocando,
Pavor em pensar que estarei inerte
Diante de corpo dourado e desavergonhado.
Sou pedinte, íntimo e atrevido...
Pusilanimidade que a idade invade.
Tenho medo do dia,
Tenho pavor da noite.
As duas metáforas da vida,
Correr atrás de um futuro incerto
E certo que no amanhã próximo
Terei a despedida.
Pânico com a violência
Da carne que macula
A alma, corrói a
Transparência do Ser Humano.
Quero a calma dos campos,
Preciso do silêncio dos inocentes,
Sou guerreiro e estou
Presente na vida útil de alguém.
A fraqueza me invade quando
A solidão consume minha célula viva.
Ouvir tua voz energiza minha
Fortaleza e destrói a escuridão
Das palavras... Te quero!
Temo em não ter teus beijos
Molhados e safados me sufocando,
Pavor em pensar que estarei inerte
Diante de corpo dourado e desavergonhado.
Sou pedinte, íntimo e atrevido...
Pusilanimidade que a idade invade.
Fernando
Matos
Poeta
Pernambucano
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
PRIMAVERA CASUÍSTICA - Poesia de Fernando Matos
PRIMAVERA
CASUÍSTICA
Após a chuva que inspira
A terra chega o perfume
E as cores que embala a
vida.
Cenário cênico da existência
Que nasceu da perfeição
Composição cenográfica
Escrita pelo Pai da Criação.
Cada Ser na sua missão
Ecológica, a lógica da
biografia
Humana que traz calor, luz
E amor entre os organismos,
Compondo a beleza da
história.
Vitalidade que inspira nomes
Orquídea que lampeja cantos
E poesias, Girassol que
clareia
Montes e campos Elísios,
Lavanda
Que acalma a ansiedade os
Homens
E perfuma a santa ceia.
Hortência, Violeta e Narciso
Que se estonteia com a
beleza
Reversa. Petúnia, Margarida,
Angélica
A condição própria, essência
particular
De cada viva criatura
casuística
A sutileza do criar.
Fernando Matos
Poeta Pernambucano
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