quinta-feira, 10 de julho de 2014

Todo Respeito

TODO RESPEITO

Com todo carinho 
Ainda me lembro quando
Menino, todos reunidos
No pátio da escola
Munidos de uma voz
Infantil mas forte...Varonil.

O desenho mais colorido
Tinha as cores verde, amarelo,
Azul e branco e nada
Se perdia, nenhuma estrela
Que na nossa imaginação
Saía do céu imenso para bilhar
Nos nossos ingênuos corações.

Hoje Cidadão tenho afeto,
Honra de Ser Brasileiro
Valorizando nossos reais
Valores que não abro mão.
E feliz por defender como
Garra de guerreiro o nosso
Manto sagrado, chamado Brasil.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano



sábado, 28 de junho de 2014

HERDEIRO

HERDEIRO

Quando tudo passava 
Como um vento 
Na janela da vida 
Um pensamento Divino 
Pairou de uma forma divertida 
Com sorriso de menino. 

O Criador na Sua Soberania 
Qualificou dois corações 
Para tomar conta de seu Filho, 
Expectativas, dúvidas e emoções 
Farão parte dessa nova jornada 
De um trem em trilhos e trilhas renovadas. 

Divino, Pai Eterno, dá-nos 
Sabedoria e competência 
Para que no dia a dia possamos 
Educar, mostra-lhe a Verdadeira 
Justiça, pois a contemplação da Saúde 
Já fora de inteira Felicidade. 

Vamos caminhar por estradas 
Que em lembranças 
Passadas, o véu do esquecimento 
É justo... Três corações juntos 
Novamente, herança do mais 
Sincero verso de uma poesia 
Inacabada. 

Fernando Matos
Poeta Pernambucano




sábado, 3 de maio de 2014

A BOÊMIA - Poema do Poeta Fernando Matos

A BOÊMIA

A boêmia do silêncio
Me criou, uma mesa
Com duas cadeiras e
Apenas um assento
Ocupado com a matéria
Invisível.

Boêmio não chora,
Lamenta a despedida
Em versos soltos que só
Se agrupam quando a
Ressaca termina com o
Nome, cheiro e cor
Feminina.

Os tragos, as geladas
Sempre veneram suas
Vítimas solitárias...
Gracejam e zombam
Durante toda noite o
Corpo inerte e moribundo
De estômago vazio e letras
Soltas na cabeça do mundo.

Terno branco, camisa vermelha,
Sapato bicolor, gravata desarrumada
Nas ruas de tijolos antigos.
Hoje o poeta ressurge sóbrio
Sem falsos amigos, continua escrevendo
No silêncio os verso profundos à pessoa
Amada, esperando a hora exata
Para dedilhar o violão sem cordas.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano






quinta-feira, 1 de maio de 2014

POESIA EM VIDA

POESIA EM VIDA

Ando devagar
para melhor
aproveitar os retratos da vida.

Respiro melhor quando
o vento sopra a favor
das linhas imaginárias
refrescando a dor da saudade
e dando ânimo ao eterno
sentimento do amor.

Eu te amo,
Eu te quero... São palavras
que sempre irão trazer a
aproximação entre os seres humanos
e só os insanos conseguem viver
eternamente com suas desilusões.

O Poeta pode deixar transparecer
que sofre para em versos e prosa
completar sua poesia,
mas é pelo trabalho árduo
do dia  a dia que trazemos do invisível
a insustentável leveza do Ser  Humano.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano




domingo, 6 de abril de 2014

AS HORAS - Poesia de Fernando Matos

AS HORAS

As horas que me escondi
Do mundo frio, outros momentos
Quentes, onde vivi e estarei
Guardado em vários pensamentos.

Das horas de angustia,
Tristezas e alegrias,
Ensinamentos de uma história.
Passagem das trevas à glória
Um milagre em Vida.

Nas horas onde tive medo
Solicitei ajuda Divina
E um raio de Luz incandescente
Ergueu-me e deu-me forças
Para transmitir aos descendentes
A Beleza dos Céus.

Em horas como esta
Tudo é sabedoria, riqueza
De detalhes vividos e o
Que não presta é reciclado
Na linha do tempo.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano



terça-feira, 1 de abril de 2014

PRIMAVERA CASUÍSTICA - Poesia de Fernando Matos

PRIMAVERA CASUÍSTICA

Após a chuva que inspira
A terra chega o perfume
E as cores que embala a vida.

Cenário cênico da existência
Que nasceu da perfeição
Composição cenográfica
Escrita pelo Pai da Criação.

Cada Ser na sua missão
Ecológica, a lógica da biografia
Humana que traz calor, luz
E amor entre os organismos,
Compondo a beleza da história.

Vitalidade que inspira nomes
Orquídea que lampeja cantos
E poesias, Girassol que clareia
Montes e campos Elísios, Lavanda
Que acalma a ansiedade os Homens
E perfuma a santa ceia.

Hortência, Violeta e Narciso
Que se estonteia com a beleza
Reversa. Petúnia, Margarida, Angélica
A condição própria, essência particular
De cada viva criatura casuística
A sutileza do criar.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano





sexta-feira, 14 de março de 2014

Boa Noite - Poesia de Fernando Matos

BOA NOITE

Corpo lento e uma vontade
Imensa de se jogar numa rede
Onde a idade não tem pressa.
É a musculatura do trabalhador,
Do estudante, que labuta dia a dia
Esquecendo a dor e almejando
O sucesso próprio e da família.

É aquele chinelo velho
Que me chama de volta à casa
Acolhedora
É o sorriso largo das crianças
E da patroa
Que neste instante prepara a janta
Quentinha, arruma a mesa e se
Perfuma inteirinha.

Nada como um Lar confortável
Onde a Luz entra pela porta
Preenche a sala, os quartos e
Saí de mansinho pela janela
Sem deixar saudade... Senhor
Trabalhastes muito para
criar este mundo e eu só
preciso de mais uma noite
para a mente e o corpo descansar
e quando o dia amanhecer
forte está e ir ao encontro da evolução.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano