quarta-feira, 8 de outubro de 2014

VITRINE EVASIVA

VITRINE EVASIVA


Trafego por estradas
Reais e asfaltos feridos.
Uma visão nua da natureza
Viva que estende a mão
E tem sobrenome de pobreza.

Nem tudo que passa
É visto pelo retrovisor
De uma existência negativa.
A porta se abre para quem
Possui a chave da sorte alheia
Ao contrário de alguns que nascem
Com sobrenome timbrado e prerrogativas.

Já não tenho tanta pressa
E ando não devagar mas
Em passos silenciosos
Contemplando cada olhar.
Vitrines de um passado perdido
E escuso.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano




sábado, 26 de julho de 2014

PARAÍSO

PARAÍSO

Todo poeta ou poetisa
Tem seu lugar mágico
Um lugar onde tudo se concretiza,
Nada é trágico e o real imaginário
Toma forma em linhas de inspiração,
E valor literário.

Mundo paradisíaco e único
Onde a boêmia, não tem noite
Tão pouco dia... O que importa
É a alegria de viver os encantos
De uma Vida única em cada olhar,
Em cada canto onde o ilusionismo
É a tinta para um novo texto.

Nessas linhas o poeta tem liberdade
Para enaltecer a Mulher Amada,
Falar de um tempo onde a idade
Era de curti o colo de uma rapariga
Deitado em lençóis com cheiro de retalho
Masculino.

Não tenho vergonha é certo,
E nem minhas criações vêm
No bico de cegonhas.
São lutas e conquistas
Conseguidas no caminho
Inóspito, desbravador da Luz
Verdadeira... Se medo da dor.

Meu Paraíso é aqui na minha cria
No formato talvez imperfeito,
Mas com sentimento em cada
Poesia.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano


sábado, 19 de julho de 2014

Prantear

Prantear

Chorar é a forma
Mais fácil de regar
O âmago espiritual
Limpando o terreno
Deixando o bem,
Abrandando o mal.

Choro pela criança
Que vive nas esquinas
Meninos e meninas
Sem esperança de uma
Vida de qualidade.
O que será quando tudo
Avançar e a idade pesar
Nos ombros cansados?

Choro na noite calada
De alegria, de mágoa
É o meu lamento íntimo
Momento crucial para reflexão
Entre os erros e acertos
E acreditando na Vida
Vou seguindo à estrada
Até o momento da despedida.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano




quinta-feira, 10 de julho de 2014

Todo Respeito

TODO RESPEITO

Com todo carinho 
Ainda me lembro quando
Menino, todos reunidos
No pátio da escola
Munidos de uma voz
Infantil mas forte...Varonil.

O desenho mais colorido
Tinha as cores verde, amarelo,
Azul e branco e nada
Se perdia, nenhuma estrela
Que na nossa imaginação
Saía do céu imenso para bilhar
Nos nossos ingênuos corações.

Hoje Cidadão tenho afeto,
Honra de Ser Brasileiro
Valorizando nossos reais
Valores que não abro mão.
E feliz por defender como
Garra de guerreiro o nosso
Manto sagrado, chamado Brasil.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano



sábado, 28 de junho de 2014

HERDEIRO

HERDEIRO

Quando tudo passava 
Como um vento 
Na janela da vida 
Um pensamento Divino 
Pairou de uma forma divertida 
Com sorriso de menino. 

O Criador na Sua Soberania 
Qualificou dois corações 
Para tomar conta de seu Filho, 
Expectativas, dúvidas e emoções 
Farão parte dessa nova jornada 
De um trem em trilhos e trilhas renovadas. 

Divino, Pai Eterno, dá-nos 
Sabedoria e competência 
Para que no dia a dia possamos 
Educar, mostra-lhe a Verdadeira 
Justiça, pois a contemplação da Saúde 
Já fora de inteira Felicidade. 

Vamos caminhar por estradas 
Que em lembranças 
Passadas, o véu do esquecimento 
É justo... Três corações juntos 
Novamente, herança do mais 
Sincero verso de uma poesia 
Inacabada. 

Fernando Matos
Poeta Pernambucano




sábado, 3 de maio de 2014

A BOÊMIA - Poema do Poeta Fernando Matos

A BOÊMIA

A boêmia do silêncio
Me criou, uma mesa
Com duas cadeiras e
Apenas um assento
Ocupado com a matéria
Invisível.

Boêmio não chora,
Lamenta a despedida
Em versos soltos que só
Se agrupam quando a
Ressaca termina com o
Nome, cheiro e cor
Feminina.

Os tragos, as geladas
Sempre veneram suas
Vítimas solitárias...
Gracejam e zombam
Durante toda noite o
Corpo inerte e moribundo
De estômago vazio e letras
Soltas na cabeça do mundo.

Terno branco, camisa vermelha,
Sapato bicolor, gravata desarrumada
Nas ruas de tijolos antigos.
Hoje o poeta ressurge sóbrio
Sem falsos amigos, continua escrevendo
No silêncio os verso profundos à pessoa
Amada, esperando a hora exata
Para dedilhar o violão sem cordas.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano






quinta-feira, 1 de maio de 2014

POESIA EM VIDA

POESIA EM VIDA

Ando devagar
para melhor
aproveitar os retratos da vida.

Respiro melhor quando
o vento sopra a favor
das linhas imaginárias
refrescando a dor da saudade
e dando ânimo ao eterno
sentimento do amor.

Eu te amo,
Eu te quero... São palavras
que sempre irão trazer a
aproximação entre os seres humanos
e só os insanos conseguem viver
eternamente com suas desilusões.

O Poeta pode deixar transparecer
que sofre para em versos e prosa
completar sua poesia,
mas é pelo trabalho árduo
do dia  a dia que trazemos do invisível
a insustentável leveza do Ser  Humano.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano