quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Novo Regresso

Novo Regresso


O orvalho da manhã
Já cobre toda a cidade.
Nuvens cheias de energias
Vem a anunciar como será
O novo dia... A limpeza maior
Começa no espírito, purificando
O aleivoso encontro da folia.


Cai a chuva e com ela se vai
A tinta, a tristeza, a alegria
De apenas três dias...
Mostra tua cara folião multicor
E não te deixas abater pela saudade
De um beijo ou a despedida transformada
Em dor.


Dionísio agora dorme saciado
De prazer vividos e vívidos através
Dos regalos jovens e da sabedoria
Dos saudosos e triunfantes carnavais.


Evoé... O brilho da minha sobrinha seguirá a
Estrada até o novo regresso.


Fernando Matos
Poeta Pernambucano




sábado, 24 de janeiro de 2015

O Bolero de Sábado

O Bolero de Sábado


No momento que você partiu
Meu coração ficou igual a 
Um navio naufragado...
Uma lágrima no rosto e o
Peito amargurado pela despedida.


Cada manhã  é um  sofrimento
E a certeza que quem perdeu
Não foi eu, nem você... O nosso amor
Ficou em pedaços e
Agora sofremos distantes
A consequência despedida
Em melodias de dor.


A lacuna maior vem  no sábado
Sem a parceria no salão
Um bolero sem nota,
Uma mão vazia a espera
Da bela dama de vermelho. 


Fernando Matos
Poeta Pernambucano

http://poetafernandomatos.blogspot.com.br/


sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

O ÚLTIMO CARNAVAL

O ÚLTIMO CARNAVAL 


Lembranças invadem 
Sem pedir licença 
Recordações coloridas 
Vão e vem em cores fortes 
E em outras partidas. 


Aquela fantasia multicor 
Hoje causa dor na saudade 
Fotográfica em álbum de borrões 
Pergunto onde ficou o brilho 
Folião? 


As mãos estendidas ao alto 
Exaltava Dionísio em sua 
Fertilidade primitiva.
Agora a idade regula a 
Forma criativa não perjurando 
O conteúdo da animação. 


O tempo muda e as canções 
Não passam de meras 
Recordações antológicas 
As pernas jovens não conseguem 
Saltar suas coreografias.
As tradições carnavalescas 
Terminam na ressaca moral 
Do despertar pagão. 


Guardo o sorriso como bússola 
Que me guiará aos confetes e 
Serpentinas... Marcha Palhaço 
Seguindo o coração pulsante da 
Sua colombina. 


Fernando Matos
Poeta Pernambucano




sábado, 27 de dezembro de 2014

Três Corações

Três Corações

Nada mais inquieta o silêncio
As turbulentas ondas inquietantes
Que assombraram sonhos, desejos
Agora são instantes de mansidão
E tranquilidade entre três corações.

Uma palavra solta no vento
Um sorriso descontraído e
Refrescante apaziguando qualquer
Pensamento... feitiço infantil
Mágico inebriador, música para
Meu ser tão perdido nas letras soltas.

Milagre em forma de carne
Espírito predestinado a lutar
Com Luz ao invés de espadas
Vidas peregrinas, infinitas
Reencontradas na emoção
Musical do vento Divino em
Corpo de menino. 

Fernando Matos
Poeta Pernambucano




terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Levitar

Levitar

O sol invade como intruso
Nosso lençóis desejando compartilhar
A harmonia calorosa do nosso
Afetuoso jeito de amar.

A sede e a fome já saciadas
Pela degustação da madrugada
Dos corpos sedentos de prazer,
Liberdade entre quatro paredes.

Acordar é o maior crime conjugal,
Ainda com desejos de levitar em
Tua carne, não vejo mal em perder
As horas te observando e querendo
Semear o fruto da nossa bela relação. 

Fernando Matos
Poeta Pernambucano




quinta-feira, 27 de novembro de 2014

CUIDAR


Lugar escuro, muitas vozes
Fico na fortaleza do meu silêncio
Com receio da fúria dos algozes
Torturarem meu corpo débil...


Uma voz ao longe tenta apaziguar
A inquietude dos sussurros dolorosos
Energia presente que traz esperança,
Renova a fé aos espíritos rancorosos.


Sensível estou e cada vez mais
A tranquila voz se aproxima,
Minha dor já se ameniza...
“Está tudo bem, pode me olhar?”
A pergunta soa como segurança
Respiro fundo, tomo coragem
Já não choro como criança...


Ser iluminado de branco
Como se reunisse todas as forças
Das cores em uma só tonalidade
A brilhar... Estou em boa recuperação agora
Tenho a Enfermagem como arte do meu cuidar.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano



quarta-feira, 8 de outubro de 2014

VITRINE EVASIVA

VITRINE EVASIVA


Trafego por estradas
Reais e asfaltos feridos.
Uma visão nua da natureza
Viva que estende a mão
E tem sobrenome de pobreza.

Nem tudo que passa
É visto pelo retrovisor
De uma existência negativa.
A porta se abre para quem
Possui a chave da sorte alheia
Ao contrário de alguns que nascem
Com sobrenome timbrado e prerrogativas.

Já não tenho tanta pressa
E ando não devagar mas
Em passos silenciosos
Contemplando cada olhar.
Vitrines de um passado perdido
E escuso.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano