terça-feira, 3 de outubro de 2017

Entre Lençóis, Só Nós...

Entre Lençóis, Só Nós...



Observo com cuidado os lençóis
Ainda limpos e bem passados
O cetim ainda não teve o “Nós”
Perdidos e loucamente apaixonados.

Recomeço a caminhada sem orientação
Agora o amor é inevitável e sem controle
Irei digitar minha senha: emoção
As mãos no sobe e desce... Total descontrole
Nosso olhar animal mostra a direção
Que no final ninguém mais sabe
Quem merece o calor oferecido
Desgastados, porém o ápice merecido.

Tamanha loucura é sonhar o real
Estou aqui e você entre os lençóis
Agora amassados e tudo normal
Um gole na taça do prazer
Recomeçando tudo que pode entre nós...


Fernando Matos
Poeta Pernambucano




segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Lugar de Poesia

Lugar de Poesia



Lembranças que agora afloram...
Um livro na grande estante
Postiça vida solitária iminente.
Valente coragem mostrou outra paisagem
Dirigindo-me no instante
Às palavras construídas em linhas métricas
Um mundo encantado, eu ali descobria
Foi à primeira paixão
Nascia o amor pela poesia.

Livros que agora perdidos no tempo
Rememoro o fascínio das figuras
Ilustrativas guiando meu pensamento
Trazendo paz, livrando-me das amarguras.

Saudosa fase de uma vida
Escrita a tinta na folha de papel
A paixão a mulher pretendida
Construía pequenos versos
Intenções de um amor fiel...

Desventuras surgiram na estrada
Onde sonhos eram presentes
Sentia o amargo da jornada
Forjava-se então o guerreiro da Luz
Em traduzir a dor em versos docemente
Ao fardo pesada da cruz.

A descoberta foi um lampejo
Na madrugada solitária e infinita
Ainda hoje escrevo alegremente
Para a morte que de longe grita
Com o mesmo amor latente
Vivo essa vida contente em versos
Por vezes provocantes e audaciosos
Em outra ocasião, perversos com a alma
Que acalma quando o calor do sol
Invade o coração poético...
Não sou cético, a Luz pertenço
Sem esquecer que em nenhum
Momento a espontaneidade poética
Mesmo que não seja tão métrica
Fez história com toda dificuldade
Risos, choros, alegria e tristeza
Deixa a certeza da conquista
Com lágrimas de felicidade
Afirmo sem hesitar à partida
Já estou com saudade...

Lugar de Poesia é no papel
Onde o sangue do poeta
Faz-se presente como troféu.


Fernando Matos
Poeta Pernambucano
















quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Talvez, Outra Vez

Talvez, Outra Vez.


Hoje eu não quero morrer 
Talvez amanhã...
Hoje não vou morrer de alegria 
Talvez amanhã ou outro dia.
Hoje eu não vou morrer de saudade
Talvez amanhã...
Hoje não vou morrer de amor 
Talvez amanhã ou outro dia, por favor. 
Hoje eu não vou morrer antes de te ver 
Talvez amanhã...
Quando você aparecer novamente 
Então minha mente ficará confusa 
Será que agora eu vou morrer? 
Não, vou deixar para amanhã 
Talvez...
Talvez...
Talvez, outra vez. 


Fernando Matos 
Poeta Pernambucano


segunda-feira, 25 de setembro de 2017

O Que Não Falei

O Que Não Falei


Gritei no meio do deserto
O eco foi covarde, não respondeu.
A voz perdeu o valor por certo.
Ainda busquei coragem na poeira
Tentando uma carona de primeira
No vento que me traz no pensamento
Todas as palavras de amor, que besteira.

Plantei uma rosa no fundo do mar
Confuso e carente não perdi um segundo
Queimei todo dicionário por me enganar
Toda a estrada percorrida eu não esqueci
Foi você que não sou plantar,
Tudo desapareceu...
Perdeu-se na linha imaginária da história
Hoje o olho aberto ainda continua cego
Porque o que está aqui dentro
É mais forte que o próprio ego
Todo ensinamento fez um passar do tempo
Onde tudo reside sem pagar aluguel
Cada Ser Humano fazendo o seu papel
Logrando oportunidades na via
De mão dupla...
A idade a cada minuto se vai
Somente um dia com certeza
Terei a clareza quem sabe à convicção
Que tudo valeu ser vivido e compartilhado
Mesmo magoado segui a direção
Da nova canção...

Viver é um perigo previsível
Nada acontece hoje
Mas amanhã tudo será possível.


Fernando Matos
Poeta Pernambucano


sábado, 23 de setembro de 2017

Desvelar

Desvelar



O céu ainda nebuloso
Agitação prévia no coração
Evento inesperado e tenebroso
Não consigo ouvir os pássaros
Que sempre às quatro da manhã
Faz do seu canto o meu abraço
De um lindo e próspero dia...

As aflições afetam a digestão
Sinto que passarei por provações
O coração velho precisa de energia
Superar as dores das tentações
O tempo para e nem sinto o dia passar
Minha vida em agonia senta ao seu lado
Em versos agoniados suplico por orações
Sem demora sou atendido no coração amigo...

A noite se faz negra e presente
Espírito forte e confiante
Segue adiante na linha nunca ausente
Da Fé que por horas me acompanha
Vento frio, corpo encolhido
Apenas a força em viver é quente
Na saúde e na doença estejamos
Certos com a crença que tudo
Almejamos...
Outro dia não falha em aparecer
Ansiedade pacificada longe foi
Fazer outra morada e somando
As diversas alegrias dizem felizes
Que os aprendizes da Fé só ficarão
Em Pé quando alcançarem
A União pela rica poderosa Oração.


Fernando Matos
Poeta Pernambucano







terça-feira, 19 de setembro de 2017

Redenção

Redenção



Quem tem o hábito de ser educado
Viver levando alegria ao semelhante
Por Deus será rico tendo a bênção abundante
Para caminhar todo dia adequado
Seja cortês e jamais indelicado...
Tenha sentimento constante de simpatia
Pois a vida é para quem tem empatia
Feliz a criança na escola, sempre estudioso
Garantindo um futuro auspicioso
De convívio com os seus em plena harmonia.


Competência é quem vive em paz
Deixando para trás o que mal lhe faz
Levando a melodia do amor no coração
Como sua própria oração de louvor
Dizendo ao Divino Criador que gratidão
É sua melhor redenção carregando
Todo dia a alegria o sorriso contente
A proteção da Virgem Maria.


Fernando Matos
Poeta Pernambucano


quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Olinda Mágica

Olinda Mágica



Olinda é mágica
Olinda é poesia
Olinda é energética
Olinda encanta a noite e ao dia.

Olinda tem igrejas
Tem história de louvor
Tem como padroeiro
São Salvador do Mundo
Na sua rica história
Que lá mora ou de fora
Vem visitar guarda na memória
No seu mito popular
Será muito fácil se lembrar
Que o nome surgiu
Na exclamação do Nobre
Fidalgo Português Duarte Coelho
Que talvez em sua embriaguez de euforia
Disse: "Oh, linda situação para se construir uma vila!"
Em Olinda se chega por qualquer lugar
Por terra entrando nos famosos bairros
Pelo mar o encanto que faz o sol brilhar.
Quem passa pela Praça do Jacaré
É melhor descer suas fotos tirar
Seguir a caminhada andando
Contemplando a beleza local
São tantas as oportunidades
Em de se maravilhar que dará
Vontade de um memorial criar
Chegando à Praça do Carmo
Se desejar siga pela beira-mar
Ou entre e conheça as ladeiras
Que a noite parece levar você
Aos Encantos Místicos do luar
Olinda tem som de alfaia
Batuque de tambores silenciosos
Bonecos gigantes e duvido
Que você saia de lá sem
Essas maravilhas experimentar.


Será do Alto da Sé que verás
Duas lindas cidades irmãs
Encantar o coração...
Quando longe estiveres
Tenho a certeza que a emoção
Dessa Cidade ficará firmemente
Guardado não só na fotografia
Fixado está em sua memória eternamente.
Sua volta agora será constante
Pois a magia e a beleza da Menina
Olinda tornou-o mais um Amante.


Fernando Matos
Poeta Pernambucano