quinta-feira, 5 de abril de 2018

Soberana Nação


Soberana Nação



É bem Verdade que a vida segue
A flâmula agita-se no céu vitorioso
Divergir ainda que nada se entregue
Aos incoerentes o solo venturoso.

Ainda existe em cada esquina uma fome
A saciar, uma vítima que não é famosa
Sem nome a sepultar, o medo que a prevaricação
Deixou em cada coração inocente...
Ainda tem gente que defende ideologia partidária
Quando as verdadeiras armas de construção
Nacional, deveria ser Educação, Justiça e Saúde.
Não se ilude que a nova aurora já nasceu
Pelo contrário ainda tem trabalhador sem labuta
Antes mesmo do apogeu ingrato da política
Uma fatídica caminhada perdida há mais
Vinte anos... Hoje sem paz e sem esperança
A mancha vermelha em nossa bandeira
É de cada inocente aniquilado num país
Maquiado de beleza fútil e leviana
O futuro faz-se agora, até porque o agora
Já passou e ainda nada mudou
Na nação que tem orgulho em Ser Soberana.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano


quarta-feira, 4 de abril de 2018

Cheiro


Cheiro


Quem quer um cheiro?
Você não sabe o que é isso?
Quando desperdício
Aqui no nordeste é algo corriqueiro.

É tempero no início do relacionamento
Aroma corporal bem atrativo.
Acontecimento único no desejo
Afetivo dos grandes e eternos enamorados.
Antecipa o beijo em qualquer ocasião
Apaixonado fica que ganha um cheiro gostoso
No coração e tudo isso não é exagero não...

Cheiro é algo tão excessivamente prazeroso
Valorizando a beleza de qualquer anatomia
Um cheiro inesquecível será no pescoço
Duvido que no futuro não se lembre dessa ocasião
Um cheiro ainda poderá ser respeitoso
Sentindo o perfume afrodisíaco deixado na mão
Da pessoa tão pretendida, seja no agora
Ou na hora da despedida...
O cheiro às vezes tem sabor safado
Será um calor senti-lo no bico do peito
Esse não tem jeito deixa qualquer
Sujeito apaixonado...
Cheiro bom que estremece as moças
É aquele que é dado no meio das coxas...
Um cheirinho nas costas
Vale até uma aposta se não ficar arrepiado
Tem ainda o cheiro no canto da orelha
Acendendo aquela centelha de querer mais
Enfim, o cheiro sincero vai deixar saudade
Olente tanto na donzela e também no rapaz.


Fernando Matos
Poeta Pernambucano





terça-feira, 3 de abril de 2018

Ressurgente


Ressurgente



Falta-me destreza para cumprir a missão
Essa dolorosa e amarga jornada do viver
Contabilizo negativo entre sorrir e sofrer
É grande o encargo da cega visão...

A noite longa roubou-me o divino sono
O inimigo feroz atacou a mansidão
O grito foi abafado por choros no porão
Imundo sem luz em completo abandono

Na existe acordo no suplicio dos condenados
Já caminhei mais da metade do caminho
Falta pouco para voltar ao Verdadeiro ninho
Onde irei respirar o ar puro dos desassombrados.

A água agora é límpida e transparente
Não existe mais sede nem a terrível fome
Tão pouco importa saber mais o meu nome
Ressurjo vivo longe das sombras paralelamente.


Fernando Matos
Poeta Pernambucano





segunda-feira, 26 de março de 2018

A Paixão de Todos Nós


A Paixão de Todos Nós



A qualidade que caminha na Fé... Perdura.
Durante o desgaste do tempo, continua o labor.
Feito com muito esmero, sabedoria e amor.
Sentimento que fortalece com muita bravura.

Sensação atemporal que se intensifica no olhar
A Verdade é dura mais um dia é revelado
Outras forças aparecem e o verbo é manifestado
Na luta pela pertinácia e a Glória volta a brilhar.

O corpo cansado, todavia, a mente evidência a aptidão.
A Paixão ainda no seu calvário de sentimento Grego
Mostra a garra do palco cênico sem medo
Esforço, Reação e Resistência é a nossa Revelação.


Fernando Matos
Poeta Pernambucano



sexta-feira, 23 de março de 2018

Almas Mortas


Almas Mortas


Princípio vivo que precede a carne
Qualidade desenvolvida na estrada
Da vida flagelando a matéria perturbada
Tudo se opõe ao caráter na hora do desenlace.

Perpétuo solene nas singelas palavras
A corrida cansou o velho guerreiro
Atitude nobre que lhe sirva de sombreiro
Expressão cênica ao gesto que nunca fala.

A consciência é o adeus sem despedida
Sentimento oculto na alma de um violino
Vamos eternizar o toque em caminhos distintos
Sem perder o encanto da rosa em nossa partida.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano


quarta-feira, 14 de março de 2018

Recanto Divino


Recanto Divino


A natureza leal do nosso recanto
É simples e pacificamente iluminada
Um colorido de paz agraciada
Pelo Divino Espírito Santo.

Não há lugar para coração obscuro
O espontâneo flui no ar mais singelo
Sem ornamentação de luxo em paralelo
Ambiente de congraçamento seguro.

A nobreza vem da Luz da Humildade
Roguei a Deus toda Harmonia e Proteção
Ele respondeu através da canção
Do passarinho Sua Grande Divindade.


Fernando Matos
Poeta Pernambucano

sábado, 10 de março de 2018

Território Memorável


Território Memorável



O meu Recife anda triste
A nossa cidade morre no asfalto
Gente com olhar em sobressalto
A dor em cada esquina ainda resiste.

Recife de grandes e coloridos carnavais
Cidade celeiro da cultura estadual
Ideologia que se perde em cada queda do degrau
Enlutando precursores de nobres ideais.

Ruas invadidas de mentes perturbadas
Avenidas com transeuntes enlouquecidos
Metrópole dependente de seus esquecidos
Concidadãos de almas desorientadas.

Cidade Maurícia cobra o sangue de suas vitórias
A Luz do teu Nome encadeia toda a região
Território de memorável concepção
Que o luar nos inspire às futuras glórias.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano