terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

É de Queimar

É de Queimar


Em Recife o sol é de queimar
Água para beber
Água para banho tomar
Corpo suado parece derreter.

Suco de maracujá
Suco de limão
Suco de cajá
Haja hidratação
Para esse calor melhorar.

Quem do frio quiser correr
Convido a conhecer o sol
De Pernambuco...
Está tão quente que é capaz
De enlouquecer.

No ritmo mais popular
Pernambucano vamos coreografando
A dança da chuva...
Até uma grande nuvem aparecer,
Espero até lá não derreter.


Fernando Matos
Poeta Pernambucano

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Frevo da Gente

Frevo da Gente

O que é o Frevo?
É uma coceira que começa no dedo
Do pé e vai tomando todo o corpo
Sem saber como é ficar quieto...
É um manifesto popular que faz
Toda uma sociedade dançar.

Frevo é centenário...
Está no imaginário de um povo brincante
Gigante em toda a sua origem tradicional.
O frevo de bloco, a alegria pura...
No frevo de rua e a emoção que toca
O coração na melodia do frevo canção.

Frevo da gente...
Brincadeira que se tornou permanente
No coração pernambucano tão colorido
Em um rosto pintado de alegria e magia.
Adereços que tem apenas um endereço,
A troca de energia nas ruas
Onde é maravilhoso ver a cultura popular
Se contagiar no passo do Frevo Folia.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano
(Direitos Reservados ao Autor)

Foto: By Yasmin Romana


Se eu Soubesse

Se eu Soubesse

Andejando solitário pelo deserto
Procurava e não encontrava
Sua beleza e carinho por perto.

O palco colorido perdia toda cor
A melodia sem rima ausente de poesia
Teus olhos trazem o brilho do amor...

Se eu Soubesse onde te encontrar
Sem demora iria te ver
Ter você em minhas canções a entoar
As maravilhas e a Paz que você me dá.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano 


sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Volto Para Mim


Volto Para Mim


Felicidade quando eu daqui partir,
Vivi a certeza da paixão com intensidade
Corri atrás, voando sem saber aonde ir...
Vou sorrindo vivendo cada oportunidade.

Se a paixão é eterna, na terra ela ficará...
Para todas as cartas perdidas,
Uma lágrima perdida...
O amor é a última fronteira a ultrapassar.

Volto para mim antes que me perca
Acerca do pensamento doudivano
Sigo a estrada sem o sentimento insano.

Algum dia voltará àquela lembrança
A certeza inevitável da morte
Por sorte tive o enorme prazer...
Em amar você.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano


segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Penitência


Penitência


O poeta pecou e não foi perdoado.
Foi julgado pela Grande Luz...
Sentenciado a viver um eterno adeus
Perpetuando apenas seus escritos.

A vida do poeta era uma seara de paz
Até que certo dia pela carne se encantou,
Teria que escolher a eternidade ou o amor
Uma decisão onde a dor não passou jamais.
Caminhou pelo deserto do pensamento
Apenas com um papel e um lápis
Semeador das palavras com forte raiz
Uma dádiva merecida após o julgamento.
Solidão passou a ser seu cobertor
Dia e noite sem tempo certo
Chorar por um sorriso ou um afeto
Seria a recompensa à sua dor.
A lua seria o espelho para revelações
O calor de um abraço o bônus espiritual
Apesar da pouca duração carnal
Sentimentos em versos uniram corações.

Versos poéticos tornaram melodias
Canções levaram esperança
Educaram crianças...
Versejar ao mundo é a sua ousadia.

Cicatrizes são linhas de uma história
Beber da vida é engolir certas verdades
Nem toda estrada nos leva a maldade
Aqueça o coração para receber a Glória.

Onde há poetas existe a florescência
Com suas variedades de encantar
Coexistir entre os humanos não é penitência
Evoluir e expandir as diversas formas de amar
Será a expansão gloriosa de toda uma existência.


Fernando Matos
Poeta Pernambucano


sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Lua e Carícia


Lua e Carícia


Caminhos perdidos,
Paixão é uma escolha
Amor é uma folha
Nos corações esquecidos...

Tão longe é a morada
Nos versos tão próximos
Influente e sagaz
Grandiosa e voraz
Desejos da alma apaixonada...

Amor
Segredo
Desejo
Clamor
Iluminação
Corporal
Especial
Manifestação
Cativo
Canções
Emoções
Resisto...

Os dedos poéticos em carícia
Oscular o perímetro permitido
Olhar de lobo atrevido...
Ecos de gritos e vozes perdidas.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano


segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Éramos Assim


Éramos Assim...


Passado não é história ou nostalgia
É força que nos alimenta a alma
Nas intempéries e as vezes a calma
Que tanto almejamos todos os dias.

Éramos crianças com vontade de sonhar
Em cada nuvem um desejo viajava no vento
Os heróis ganhavam destaque no pensamento
A imaginação fortalecia o criativo caminhar.

Éramos jovens e suas verdades revolucionárias
A carência de ter era maior do que ser
Vivíamos as ilusões sem a pressa de viver
Crianças desenvolvidas em ações imaginárias.

Éramos o sonho de alguém bem distante
A saudade saciada no calor de um abraço
O carinho em estar presente no mesmo laço
De afetividade e a noite nunca foi o bastante.

Assim construímos um brilho todo especial
Antes de terminar de ler e sentir esses versos
Faça um pedido puro a ser lembrado no futuro
O Universo cuida de quem ama o essencial.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano