sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

O Livro da Vida.

 

O Livro da Vida.



Toda traição é uma armadilha.

Viver em uma ilha de intensas ilusões.

Escurecendo as visões da evolução.

Desequilíbrio da alma andarilha.


Há uma porta aberta com janelas oclusas.

Vida confusa onde predomina o julgamento.

Triste sina que leva a dor e angústia.

Sofrimento do Ser na íntima tortura.


O Tribunal Divino tem um olhar incisivo.

O Livre Arbítrio é compreensivo sem presunção.

Audiência feita por situações e evidência.

Revisar a história em busca da absolvição.


Somos algozes do impiedoso autojulgamento.

O perdão próprio busca uma alta sensibilidade.

A imparcialidade dos fatos como um Ser evolutivo.

Auto aceitação independente dos acontecimentos.


Suportar a tentação acarreta bálsamo na salvação.

A honestidade tem raízes no âmago do inerente ser.

O verdadeiro não se coíbe com a Verdade.

Saber julgar a si mesmo requer plena adequação.


O Direito Humano é uma diligência da humanidade.

O Direito Espiritual vai muito além de uma existência.

A injustiça nos faz macular a luz da essência…

A sobrevivência não precisa da escuridão da maldade.


Somos um livro repetido a procura por eternidade.

Escrever e reescrever o final para descobrir a Verdade.


Fernando Matos

Poeta Pernambucano

Dr h.c. em Arte e Poesia

Dr h.c. em Comunicação Social

(Direitos Reservados ao Autor da Obra)

Foto: Google Imagens





sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

Medo de Viver com Medo

 Medo de Viver com Medo. 

“Miedo a vivir con miedo”

(Alejandra Pizarnik)


A essência do poeta compreende o medo.

Não é segredo que há relações entre as emoções.

Vidas para se escrever revelando segredos.

Alejandra Pizarnik fez do medo seu brinquedo.


Desmudar para entender a dor.

Ir ao fundo do poço, o ego do esgosto.

O mundo pode ofertar o caminho purificador.

Alejandra Pizarnik exorcizava esses fantasmas.


Invocar a rebeldia para sobreviver ao dia.

A escuridão nos cercam como bolhas de sabão.

Não há harmonia nas prisões da alma.

Alejandra Pizarnik navegou nessa nau insana.


Nenhuma alma humana é livre do sofrimento.

“Um olhar do esgoto pode ser a oferta do mundo”

A loucura é a sabedoria poética dos excluídos.

No submundo da razão…

Não há luz para os desconhecidos.

Alejandra Pizarnik entendeu o medo…

Revelou à humanidade o segredo insano.

Mergulhou no espírito singular Humano. 


Fernando Matos

Poeta Pernambucano

Dr h.c. em Arte de Poesia

Dr h.c. em Comunicação Social

(Direitos Reservados ao Autor da Obra)

Foto: Google Imagens



quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

O Tempo

 O Tempo.


Viajar pela poeira cósmica.

Sair do imenso vazio da imensidão.

Ilimitado viver no intervalo de uma dimensão.

O Tempo é universal na sua lógica.


Nessa viagem infinita sou pó.

Um grão que ressurge de um milagre, a vida.

Parte para iniciar outra história, a despedida.

Aventureiros de um portal sem fronteira.


O Tempo é real ou meramente alternativo?

Somos uma explosão de átomos em evolução.

A química da existência em ver além da visão.

O infinito vai depender de uma continuidade.


O Tempo busca fortalecer a essência.

Vivemos para um futuro indefinido.

Morremos para provar uma presença.

Renascer no pensamento…

Ilustra o desconhecido.

Reconectar com o universo…

Favorece a aproximação com a criação.


O Tempo não é um espaço vazio.

Jamais despovoado de energia e clareza.

É a natureza viva em sua plenitude.


Fernando Matos

Poeta Pernambucano. 

Dr h.c. em Arte e Poesia

Dr h.c. em Comunicação Social

(Direitos Reservados ao Autor da Obra)

Foto: Google Imagens 



terça-feira, 22 de novembro de 2022

Medo, Grito, Medo.

 Evento de Santos Miguel Gonzalez e UNIÃO MUNDIAL DE POETAS ESCRITORES MÉXICO E MUNDO, SUBSIDIÁRIA PORTO RICO.


Competição: Alejandra Pizarnik


Nombre del poeta: Fernando Matos

Derechos reservados de autor

País: Brasil   


"Una mirada desde la alcantarilla puede ser una visión del mundo.”

Alejandra Pizarnik


Medo, Grito, Medo.

"Miedo, Grito de Miedo"


"Um olhar do esgoto pode ser uma visão do mundo."

Acordo assustado, um grito sufocado.

Mãos que suplicam a Divina Ajuda.

Os pés paralisados de medo, nada muda.

A carne apodrece antes que a alma padeça.


"Um olhar do esgoto pode ser uma visão do mundo."

Antes que o dia desapareça, fico cego ao mundo.

A angústia da solidão reflete na surda multidão.

Posso afirmar que pavor lateja no espírito.

Desgosto social, sentimento impuro e profundo.


"Um olhar do esgoto pode ser uma visão do mundo."

No caos que tem consciência perde a essência.

Os inocentes se comunicam silenciosamente.

Aprofundam o vasto vazio, mente socialmente.

É preciso brilho no âmago da vida, a luz da existência.


"Um olhar do esgoto pode ser uma visão do mundo."

Tenho medo, grito baixo para a anarquia.

O segredo de viver é renascer com valentia.

Seguir dia a dia redescobrindo caminhos.

Cuidado com os atalhos que levam aos espinhos.


Fernando Matos

Poeta Pernambucano

Dr h.c. em Arte de Poesia

Dr h.c. em Comunicação Social

(Direitos Reservados ao Autor da Obra)

Foto: Google Imagens



Dia de Muertos

 Unión Mundial de Poetas Escritores México y el Mundo

Evento: la celebración del Día de Muertos

Nome do autor: Fernando Matos

País: Brasil 


DÍA DE MUERTOS


Onde é o início que não vemos o fim?

Em mim ou em você?

Em todos nós?

No infinito Universo não estamos sós.


O vento da lembrança traz recordações,

Que corações em gratidão se alegram!

Somos continuidades de uma evolução.

Poeira genética dos nossos antepassados.


Sejamos gratos a quem veio antes de nós.

Sem eles, não seria possível continuar a viagem.

Lembrar com alegria apraz as dimensões.

Não irão desaparecer no amarelo da fotografia.


A energia ressurge mais viva todo dia.

Gratidão é poder unir-se ao Direito Universal.

Ligação eterna de pacificação ao Espiritual.

Elo que nunca rompe a força da união.


Fernando Matos

Poeta Pernambucano

Dr. h.c. em Arte e Poesia 

Dr. h.c. em Comunicação Social

(Direitos Reservados ao Autor da Obra)



O Nevoeiro

 O Nevoeiro.


Atravesso a colina da existência.

A névoa densa dos sonhos.

Ponho em dúvida a minha essência.

Os pesadelos estão vivos.


Viver o perigo é nossa perdição.

O Nevoeiro não esconde os pensamentos.

Pode até tentar, mas será em vão.

Os sentimentos adultos não há clareza.


A beleza de viver está no olhar.

Janela viva que tudo pode revelar.

Acreditar talvez seja uma ilusão.

A criação poderá ser devaneio vivo.


Conspiro com a própria mente.

Que mente descaradamente, sem pensar.

A noite não é um esconderijo.

Exijo muito do que irei repetir várias vezes.


Se cavamos um buraco.

Só encontramos terra e escuridão.

Ao ajoelhar no chão e olhar o céu distante…

Veremos luzes no infinito.

O livre arbítrio é uma ordem compulsória.


Fernando Matos 

Poeta Pernambucano 

Dr h.c em Arte e Poesia 

Dr h.c em Comunicação Social 

(Direitos Reservados ao Autor da Obra)

Foto: Google Imagens



sábado, 12 de novembro de 2022

Escrito Silente

 Escrito Silente.


As melhores cartas chegam no sábado. Houve um tempo na vida de muitos em que a ansiedade era saudável, onde a expectativa construía sonhos realizáveis. Receber uma correspondência de uma pessoa querida, um parente distante, da amada com papéis floridos e perfumados. Escritos que transcendiam a emoção de ler e viver um momento mágico.


Assim também foi para Aimê e Hermes, duas crianças cheias de luz e alegria. Nasceram na mesma cidade, no mesmo bairro e cresceram com a esperança de perpetuar a felicidade de uma convivência que parecia eterna. Estudando no mesmo colégio chegaram a adolescência com outro brilho no olhar. Todavia destino é uma estrada cheia de encruzilhadas e no período de alistamento militar o Hermes foi convocado para defender o país na batalha contra os inimigos da paz. Aimê triste e inconsolável entrou em depressão o que causou preocupação para seus pais. Foram longos anos de lutas e os dois só conseguiam se comunicar através de cartas que por vezes ainda chegava com marcas de sangue. A dúvida pairava entre os dois que antes haviam construído um laço amoroso natural do desenvolvimento humano. A força de Hermes chegava em forma de letras de fé, parecia oração que ao ler se transformavam em louvores de confiança na possibilidade daquela guerra acabar e poder voltar para os braços da amada.


Logo as cartas começaram a não mais chegar e Aimê começava a perder a esperança com receio de algo de ruim ter acontecido. Essa preocupação aumentou e já se passaram quatro anos de guerra e um ano sem receber notícias de Hermes. Os genitores de Aimê levaram a jovem a um médico porque a mesma não mais queria comer, ingeria poucos líquidos e dormia quase nada acordando na madrugada aos gritos chamando o nome do amado. A medicina pode aliviar a dor momentânea, mas a agonia do espírito essa não há remédio e a Aimê foi definhando até passar para o mundo espiritual de tanto desgosto com a vida. Após alguns dias de seu falecimento a guerra havia chegado a um fim e todo o país comemorava o retorno de seus entes queridos ao seio do lar. Em um dos trens também estava chegando Hermes todo esperançoso em rever a adorável Aimê.


O jovem soldado chegou com a patente de tenente, seus familiares e amigos o receberam com pompa de herói, mas ao procurar saber do seu amor recebeu a notícia de sua partida para outro plano o que lhe causou dor e descontentamento. A noite ele reuniu os seus pais com os genitores de Aimê e explicou que não foi possível enviar ou receber cartas porque a guerra havia se intensificado demais, entretanto, nunca deixou de escrever as cartas para sua amada e sonhava quando podia em entregar pessoalmente a Aimê um dia. Ela no que lhe concerne também nunca deixou de escrever na esperança que mantêm viva a Fé em poder compartilhar os escritos com seu amado quando o mesmo voltasse da guerra, isso não foi possível a tristeza venceu qualquer expectativa.


Os novos dias foram passando e Hermes não saía de casa só lendo as cartas nunca enviadas e seus amigos ficaram preocupados com tamanho abatimento daquele combatente que lutou bravamente com inimigos poderosos e retornou ao lar como paladino da nação. Lamentavelmente após semanas sem ver o Hermes sair de casa a população se viu obrigado a arrombar a porta de sua residência e ao fazer isso depararam-se com uma imagem triste, Hermes sentado, morto, segurando na mão esquerda as cartas de Aimê e na direita as suas. O silêncio tomou conta da região, ninguém conseguia falar os nomes daqueles apaixonados sem que uma lágrima de saudade não rolasse pela terra melancólica. Então alguém teve a ideia de publicar todas as cartas e deu o nome ao livro de “Escrito Silente” vidas eternizadas nas palavras.


Sempre que houver possibilidade, escreva, materialize seus sentimentos porque a Vida só continua se houver uma linda história de Esperança e Amor a ser contada. 


Escrevo-te,

Eternizo o teu sorriso. 

Guardo o aroma das flores...

O beijo que me faz esquecer as dores. 

As tintas se espalham no papel borrado 

Sou completamente apaixonado por seu abraço. 


Fernando Matos

Poeta Pernambucano

Dr h.c. em Arte e Poesia

Dr h.c. em Comunicação Social

(Direitos Reservados ao Auor da Obra)

Foto: Google Imagens