sábado, 19 de novembro de 2011

Poesia de Fernando Matos

ESQUECIDO VERSOS PERDIDOS




Aceitar
a rejeição e ingratidão,
mas não concordar com o
rejeitamento interpessoal.

Acreditar
nas palavras perdidas no tempo
perdido entre lençóis...
Não acreditar mais nas lágrimas
acolhidas  no recanto interpessoal.

Persistir
na busca do invisível que
sempre reflete no espelho
interpessoal.

Valorizar
o acordar da visão
verdadeira...
A cegueira interpessoal
está quase curada.

Ser
o que sempre foi
predestinado, o isolado
humilhado e solitário.
Otário sentimento interpessoal.

Assumir
que sumir entre versos é
irracional ao puro sentimento
das palavras claras e muito
(In) (Ter) (pessoal) .

Fernando Matos
Poeta Pernambucano


sexta-feira, 4 de novembro de 2011

ALIANÇA NEGRA



O punhal da covardia

lança-se na escuridão
do medo de amar.
Deixando na bainha
o sangue negro do adeus.

A promessa que outrora
vingava,
submerge no charco da mentira,

Agora carrego
no dedo...
A Aliança Negra
do enlace traiçoeiro
com a solidão.

Fernando Matos

Poeta Pernambucano



sexta-feira, 7 de outubro de 2011

PALHAÇO TAMPINHA DO NORDESTE - FERNANDO MATOS

PALHAÇO TAMPINHA DO NORDESTE



O júbilo de todo
Palhaço é ver a
imagem de Deus
refletida através
do sorriso
da criança.


Fernando Matos
Poeta Pernambucano
@PoetaMatos (Twitter)


sábado, 1 de outubro de 2011

FOTOGRAFIA - Poesia de Fernando Matos

FOTOGRAFIA


Viajo nas lembranças
de uma imagem
em preto e branco,
perdida no canto
escuro de um quarto.

Sem recordações que
não se faz mais presente
de momentos ainda
constantes na consciência,
renovada no silêncio
de um olhar diário.

Estou feliz em saber
que mesmo procurando
no negativo a imagem
parceira...
Sempre mudo a posição
de uma personagem
viva em minha imaginação.


Fernando Matos
Poeta Pernambucano


sexta-feira, 16 de setembro de 2011

DOCE SAFADO de Fernando Matos

DOCE SAFADO

Percebo o cheiro das rosas
que irá juntar-se ao teu corpo...
Virgula para um texto e
promessa de não ter fim
no contexto corporal de fim de semana.

A carne humana aveludada
inspira o poeta em versos desbravador,
seguindo de olhos fechados e
desaforados a perder concentração...
Sentidos misturam-se com a canção solo
de sua voz longe e profunda.
Ergo-te em dez para duas no intuito de
sentir o prazer de enólogo
em tua intimidade
degustando o vinho mais raro.

Padecemos da ultima balada
da anunciação do crepúsculo dominical...
A despedida é inevitável.
Segunda feira
e o corpo dói fulminante de
Saudade.
Terça feira esforço-me
em não esquecer a ligação
prometida.
Esqueci de não olvidar
a amada... Destino.
Quarta feira... Vivo, como
menino encantado e gritando
forte o desabafo do gollllllll.
É quinta feira a lembrança mais forte.
A reputação não permitiu
reproduzir sinais de aromas
passados...
Então vem a Sexta Feira,
consigo aduzir um presente doce e
num feedback a suave voz sussurra...
Doce Safado.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano
@PoetaMatos





quinta-feira, 1 de setembro de 2011


DESPEDIDA VIDA

Se naquele momento...
Minha visão não mais
Enxergar tua beleza.

Se naquele momento...
Em que minha mão
Não mais conseguir acariciar
Teu corpo.

Se naquele momento...
Não mais poder encostar
Meus lábios em teu mel.

Se naquele momento...
De tristeza não ter
Teu colo para descansar.

Se naquele momento...
Em que não mais sentir
O aroma de perfume do seu corpo.

Se naquele momento...
Em que eu mais estava
A procura de tua presença
E não a encontrei.

Se naquele momento...
Em que Deus chamou
E não consegui dizer- te
Pela última vez que te amo... Adeus.

Fernando Matos


Poeta Pernambucano
@PoetaMatos (Twitter)



domingo, 7 de agosto de 2011

CEIFEIROS




Inquietude corporal
mãos pesadas,
um jogral sem declamador.
Sigo andando
parado na mesma estação
seguindo por curvas de cada
esquina perdida do passado.

A sede já ultrapassou
a vontade da boca
a idade voraz descortina
o veredito: O Caminho é curto.

O olhar de ave rapina
já cumpriu sua sina de caçador
e a dor espiritual que agora invade
tornou-me ceifador
de mim por mim mesmo.

Quem muito fala revela
suas próprias mentiras secretas.
Janelas abertas,
tento alçar vôos com minhas enormes
asas da imaginação...
Já não posso planar pela vastidão,
porque os olhos cerrados da angustia
deixou preso o gosto, a degustação...
E no âmago frio do meu Ser
soa mansamente:
“Cala-te, respira e dorme...”

Fernando Matos
Poeta Pernambucano
@PoetaMatos (Twitter)