Fernando Matos mora em Recife/PE, Relações Públicas, Enfermeiro pós-graduado em Enfermagem Obstétrica. Doutor Honoris Causa em Arte e Poesia, Titulo Recebido pelo Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos (Patrimônio Histórico e Cultural da Augustíssima e Soberana Casa Real e Imperial dos Godos de Oriente); Embaixador da Paz, Delegado Cultural e Comendador da Justiça de Paz pela OMDDH (Organização Mundial dos Defensores dos Direitos Humanos).
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
CUIDAR
Lugar escuro, muitas vozes
Fico na fortaleza do meu silêncio
Com receio da fúria dos algozes
Torturarem meu corpo débil...
Uma voz ao longe tenta apaziguar
A inquietude dos sussurros dolorosos
Energia presente que traz esperança,
Renova a fé aos espíritos rancorosos.
Sensível estou e cada vez mais
A tranquila voz se aproxima,
Minha dor já se ameniza...
“Está tudo bem, pode me olhar?”
A pergunta soa como segurança
Respiro fundo, tomo coragem
Já não choro como criança...
Ser iluminado de branco
Como se reunisse todas as forças
Das cores em uma só tonalidade
A brilhar... Estou em boa recuperação agora
Tenho a Enfermagem como arte do meu cuidar.
Fernando Matos
Poeta Pernambucano
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
VITRINE EVASIVA
VITRINE EVASIVA
Trafego por estradas
Reais e asfaltos feridos.
Uma visão nua da natureza
Viva que estende a mão
E tem sobrenome de pobreza.
Nem tudo que passa
É visto pelo retrovisor
De uma existência negativa.
A porta se abre para quem
Possui a chave da sorte
alheia
Ao contrário de alguns que
nascem
Com sobrenome timbrado e
prerrogativas.
Já não tenho tanta pressa
E ando não devagar mas
Em passos silenciosos
Contemplando cada olhar.
Vitrines de um passado
perdido
E escuso.
Fernando Matos
Poeta Pernambucano
sábado, 26 de julho de 2014
PARAÍSO
PARAÍSO
Todo poeta ou poetisa
Tem seu lugar mágico
Um lugar onde tudo se concretiza,
Nada é trágico e o real imaginário
Toma forma em linhas de inspiração,
E valor literário.
Mundo paradisíaco e único
Onde a boêmia, não tem noite
Tão pouco dia... O que importa
É a alegria de viver os encantos
De uma Vida única em cada olhar,
Em cada canto onde o ilusionismo
É a tinta para um novo texto.
Nessas linhas o poeta tem liberdade
Para enaltecer a Mulher Amada,
Falar de um tempo onde a idade
Era de curti o colo de uma rapariga
Deitado em lençóis com cheiro de retalho
Masculino.
Não tenho vergonha é certo,
E nem minhas criações vêm
No bico de cegonhas.
São lutas e conquistas
Conseguidas no caminho
Inóspito, desbravador da Luz
Verdadeira... Se medo da dor.
Meu Paraíso é aqui na minha cria
No formato talvez imperfeito,
Mas com sentimento em cada
Poesia.
Fernando Matos
Poeta Pernambucano
Todo poeta ou poetisa
Tem seu lugar mágico
Um lugar onde tudo se concretiza,
Nada é trágico e o real imaginário
Toma forma em linhas de inspiração,
E valor literário.
Mundo paradisíaco e único
Onde a boêmia, não tem noite
Tão pouco dia... O que importa
É a alegria de viver os encantos
De uma Vida única em cada olhar,
Em cada canto onde o ilusionismo
É a tinta para um novo texto.
Nessas linhas o poeta tem liberdade
Para enaltecer a Mulher Amada,
Falar de um tempo onde a idade
Era de curti o colo de uma rapariga
Deitado em lençóis com cheiro de retalho
Masculino.
Não tenho vergonha é certo,
E nem minhas criações vêm
No bico de cegonhas.
São lutas e conquistas
Conseguidas no caminho
Inóspito, desbravador da Luz
Verdadeira... Se medo da dor.
Meu Paraíso é aqui na minha cria
No formato talvez imperfeito,
Mas com sentimento em cada
Poesia.
Fernando Matos
Poeta Pernambucano
sábado, 19 de julho de 2014
Prantear
Prantear
Chorar é a forma
Mais fácil de regar
O âmago espiritual
Limpando o terreno
Deixando o bem,
Abrandando o mal.
Choro pela criança
Que vive nas esquinas
Meninos e meninas
Sem esperança de uma
Vida de qualidade.
O que será quando tudo
Avançar e a idade pesar
Nos ombros cansados?
Choro na noite calada
De alegria, de mágoa
É o meu lamento íntimo
Momento crucial para
reflexão
Entre os erros e acertos
E acreditando na Vida
Vou seguindo à estrada
Até o momento da despedida.
Fernando Matos
Poeta Pernambucano
quinta-feira, 10 de julho de 2014
Todo Respeito
TODO
RESPEITO
Com
todo carinho
Ainda
me lembro quando
Menino,
todos reunidos
No
pátio da escola
Munidos
de uma voz
Infantil
mas forte...Varonil.
O
desenho mais colorido
Tinha
as cores verde, amarelo,
Azul
e branco e nada
Se
perdia, nenhuma estrela
Que
na nossa imaginação
Saía
do céu imenso para bilhar
Nos
nossos ingênuos corações.
Hoje
Cidadão tenho afeto,
Honra
de Ser Brasileiro
Valorizando
nossos reais
Valores
que não abro mão.
E
feliz por defender como
Garra
de guerreiro o nosso
Manto
sagrado, chamado Brasil.
Fernando
Matos
Poeta
Pernambucano
sábado, 28 de junho de 2014
HERDEIRO
HERDEIRO
Quando tudo
passava
Como um vento
Na janela da vida
Um pensamento Divino
Pairou de uma forma divertida
Com sorriso de menino.
O Criador na Sua Soberania
Qualificou dois corações
Para tomar conta de seu Filho,
Expectativas, dúvidas e emoções
Farão parte dessa nova jornada
De um trem em trilhos e trilhas renovadas.
Divino, Pai Eterno, dá-nos
Sabedoria e competência
Para que no dia a dia possamos
Educar, mostra-lhe a Verdadeira
Justiça, pois a contemplação da Saúde
Já fora de inteira Felicidade.
Vamos caminhar por estradas
Que em lembranças
Passadas, o véu do esquecimento
É justo... Três corações juntos
Novamente, herança do mais
Sincero verso de uma poesia
Inacabada.
Como um vento
Na janela da vida
Um pensamento Divino
Pairou de uma forma divertida
Com sorriso de menino.
O Criador na Sua Soberania
Qualificou dois corações
Para tomar conta de seu Filho,
Expectativas, dúvidas e emoções
Farão parte dessa nova jornada
De um trem em trilhos e trilhas renovadas.
Divino, Pai Eterno, dá-nos
Sabedoria e competência
Para que no dia a dia possamos
Educar, mostra-lhe a Verdadeira
Justiça, pois a contemplação da Saúde
Já fora de inteira Felicidade.
Vamos caminhar por estradas
Que em lembranças
Passadas, o véu do esquecimento
É justo... Três corações juntos
Novamente, herança do mais
Sincero verso de uma poesia
Inacabada.
Fernando Matos
Poeta Pernambucano
sábado, 3 de maio de 2014
A BOÊMIA - Poema do Poeta Fernando Matos
A
BOÊMIA
A
boêmia do silêncio
Me
criou, uma mesa
Com
duas cadeiras e
Apenas
um assento
Ocupado
com a matéria
Invisível.
Boêmio
não chora,
Lamenta
a despedida
Em
versos soltos que só
Se
agrupam quando a
Ressaca
termina com o
Nome,
cheiro e cor
Feminina.
Os
tragos, as geladas
Sempre
veneram suas
Vítimas
solitárias...
Gracejam
e zombam
Durante
toda noite o
Corpo
inerte e moribundo
De
estômago vazio e letras
Soltas
na cabeça do mundo.
Terno
branco, camisa vermelha,
Sapato
bicolor, gravata desarrumada
Nas
ruas de tijolos antigos.
Hoje
o poeta ressurge sóbrio
Sem
falsos amigos, continua escrevendo
No
silêncio os verso profundos à pessoa
Amada,
esperando a hora exata
Para
dedilhar o violão sem cordas.
Fernando
Matos
Poeta
Pernambucano
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