terça-feira, 1 de agosto de 2017

Verdes Palavras

Verdes Palavras



Conta as escritas da história
Que tudo isso aconteceu
Quando se juntou a Música, Dança,
Teatro e foi aí que surgiu um dia
Em perfeita harmonia
O que algumas pessoas denominaram
Sonhadores e até profetas dos sonhos
Resultado dessa humana profecia?
Nascia o Poeta e suas Poesias.


Alguns com suas emoções em prosa
Outros politicamente incorretos
O que de fato viu decerto
Foram as declamações despertando
Novas visões nos semelhantes
Ouvindo a palavra que tudo combina
Deram o nome de rima.



Cada verso, expressa uma beleza
Podendo todos ter a certeza
Que a simplicidade da vida
Pelo Poeta já foi proferida.
Experiências pela qual já viveu
Numa jornada de dias e noites
As alegrias e dores já foram sentidas.


Somos pescadores de emoções
Que do profundo rio de lama
Surge aquela chama brilhando
Trazendo conforto aos corações.
A poesia é uma tela pintada
Com letras bem arrumadas
Descrevendo sutis sensações
Atravessando o tempo e gerações.


Fernando Matos
Poeta Pernambucano










segunda-feira, 31 de julho de 2017

Nobres Poetas

Nobres Poetas


Hoje resolvi viajar
Sair da minha cidade
Buscar sorrisos em outra localidade.
Irmãos de versos que possam poetizar.


O destino é histórico
A cidade secular
Ladeiras tentam nos levar ao céu
No alto, uma paisagem de agradar.
Tudo acontece na Prudente de Morais
Com muita alegria e enorme paz
A casa é um palíndromo
Número 292...
Quem chega primeiro tem sua vez
Os demais recitarão logo depois.
A arte da pintura aos olhos é bem vinda
Nobres Poetas declamam seus poemas
Sem nenhum dilema na Histórica Cidade
De Olinda.


Não é complicado encontrar
É só o ouvir com a alma
Uma suave cantiga
Na forma de poesia
A beleza poética que nunca finda
Artes & Serenata de Olinda.


Fernando Matos
Poeta Pernambucano






segunda-feira, 24 de julho de 2017

Chuvas de Desejos

Chuvas de Desejos



Todos têm histórias a contar
Inúmeras surpresas a descrever
Dia de chuva, boa hora para começar
Sem medo de nada e tudo a acontecer.


Protegido em dia chuvoso
Vi de longe uma linda jovem
Desejava estar no cobertor gostoso
Vontade tinha, só faltava coragem.


Divididos por uma extensa avenida
Acenei de longe, mas não fui visto
O frio batia e mais longe fica a pretendida
Estranho me sentir malquisto...


Observei de longe aquele corpo
Desprotegido e todo molhado
Minha visão apurada de rapina
Começava a ver além da roupa
A silhueta da beleza, a ninfa...


Gesticulei, mas não gritei
Não queria passar por mal-educado
O vulcão do desejo... Acreditei
Ela nem aí... Fiquei acabrunhado.


De repente uma luz une, ilumina
Ela olhou, fez que nada acontecia
Mas a vontade era forte naquela menina
Sorriso fez da noite um lindo dia.


Ouvi um som de animal bem distante
Era o galo anunciando o amanhecer
Fez-me perceber o constante
Sonhador que sou... Mas valeu acontecer.
Acordei e voltei a viver o abstrato
Que todos chamam de vida
Mas aquela imagem de luz cintilante
Revelou a busca real da pretendida.


Fernando Matos
Poeta Pernambucano


terça-feira, 18 de julho de 2017

Transitório

Transitório



Eu já tive um lindo sorriso
Tempos de uma infância perdida
Talvez seja por isso, a perplexidade.
Caminhos cheios de espinhos
Purificando a vida com voracidade.

Desacreditado nas palavras certas
Fui humilhado sem vaias e aplausos
Atualmente sigo minhas setas
Direção segura para versos e causos.

Inabilidade nos relacionamentos
Criei profundas e dolorosas feridas
Momentos de prazer guardados
Embrulhados no pensamento...

Na certeza que tudo chega ao fim
Vou caminhado lento cuidando de mim
Calado na amargura do silêncio seguro
Escrevo mais forte quando estou em apuro
Quem nasce pronto e sem controle
É o pensamento... Sufragamos
O luto das palavras.


Fernando Matos
Poeta Pernambucano


segunda-feira, 17 de julho de 2017

Eternidade

Eternidade



Andejo meditando os verbos da vida
Sereno pronuncio palavras de Luz
A perpetuidade oculta na linha escrita.
O som do coração não mais me conduz.


Eterno seja as entrelinhas de Fernando Pessoa
Que viajou além-mar conquistando o mundo.
Augusto dos Anjos traduzindo as dores que a alma ecoa
Faz de cada palavra um sentimento mais profundo.


O eco dos meus pêsames é evo
Já estou no caminho da partida
O murmúrio do vento é o que levo
Sigo na memória da última poesia lida.


Fernando Matos
Poeta Pernambucano


quinta-feira, 13 de julho de 2017

Ingratidão

Ingratidão



Vida que nasce tão carente
Caminhos de rosas e espinhos
Manhãs de sol e chuva freqüentes
Andarilhos leais e seus destinos.


A realeza humana tão inóspita
Estrangeiro em cada coração
Bem e mal na rua da sobrevivência
Onde moras senhora gratidão.


Não reconheces um lindo dia
Nunca precisastes de ajuda?
Jamais vistes a beleza da poesia
Sequer amou de forma profunda?


Meus versos são flores colhidas
As estrofes nuvens de algodão
Compor a melodia de vidas
Em cada nova estação...


Luz e Sombra coexistem
Tudo onde pisa germina
Ingratidão e prazer não se fundem
A única certeza que a vida não termina.   


Fernando Matos
Poeta Pernambucano


domingo, 9 de julho de 2017

Restauração

Restauração



Quando se conhece o amor
O vento é mais suave
A natureza é magia e esplendor
Ave-do-paraíso entoa a pura melodia.


Quando o amor acontece
O rio segue sereno o curso
A verdadeira paz aparece
Sentimento puro sem recurso.


Se o amor encontra a paixão
Todo o encanto da viagem
Corre perigo de a beleza ser em vão
O campo fértil torna-se estiagem.


O sorriso do amor é verdadeiro
A alegria da paixão é passageira
O abraço do amor é videiro
O ósculo da paixão tem alma traiçoeira.


O amor não tem aflição
Nasce todo dia
Entoando a bela canção
Construindo o novo verso na melodia.


Conheci a poesia antes da paixão...
As paixões abandonaram o curso da vida.
O Amor construiu versos rimados ou não
Foi a minha restauração.


Fernando Matos
Poeta Pernambucano