sexta-feira, 7 de março de 2014

O ÚLTIMO CARNAVAL - Poesia de Fernando Matos

O ÚLTIMO CARNAVAL 

Lembranças invadem 
Sem pedir licença 
Recordações coloridas 
Vão e vem em cores fortes 
E em outras partidas. 

Aquela fantasia multicor 
Hoje causa dor na saudade 
Fotográfica em álbum de borrões 
Pergunto onde ficou o brilho 
Folião? 

As mãos estendidas ao alto 
Exaltava Dionísio em sua 
Fertilidade primitiva.
Agora a idade regula a 
Forma criativa não perjurando 
O conteúdo da animação. 

O tempo muda e as canções 
Não passam de meras 
Recordações antológicas 
As pernas jovens não conseguem 
Saltar suas coreografias.
As tradições carnavalescas 
Terminam na ressaca moral 
Do despertar pagão. 

Guardo o sorriso como bússola 
Que me guiará aos confetes e 
Serpentinas... Marcha Palhaço 
Seguindo o coração pulsante da 
Sua colombina. 

Fernando Matos
Poeta Pernambucano




quarta-feira, 5 de março de 2014

A ÚLTIMA PAISAGEM - Poesia de Fernando Matos

A ÚLTIMA PAISAGEM

Caminho descalço entre espinhos, 
As pedras quentes já perderam 
Sem calor e o ninho da vida 
Pérfida hoje é vento do passado.

As roupas são leves como brisa
Suave que vagueia sobre girassóis
Divinos, revestido por palavras e fé
Sigo sem medo de tropeçar.

As mãos que procuravam refúgio
E amparo nas carnes impuras
Hoje reconhece a mansidão
da energia infinita.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano



domingo, 2 de fevereiro de 2014

ANGUSTIA - Poesia de Fernando Matos

ANGUSTIA

O ontem quando vive
Presente é aviso de alerta
Um dia que não desperta
A mente para a nova estrada.

Cicatrizes são para guerreiros
A nova morada para os Novos Tempos
O equilíbrio para os cultos
Ocultos em nossa vereda espiritual.

Caminho silicioso comedido
Nas palavras proferidas na calada
Da noite... A ira não deve ser
Despertada, mas silenciada.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano





quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Epifania - Texto de Fernando Matos

Epifania 

Ainda foi ontem em 
Um presente bem próximo 
Que nossas mãos se tocaram 
Levemente de forma pura 
Nossos olhares flertaram 
Os sentimentos de jovens 
Apaixonados. 


Saudoso lembrar das boas 
Conversas de palavras soltas 
Nas calçadas de onde nossos 
Pais tão zelosos nos vigiavam 
Com um olho enquanto o outro 
Assistiam novelas. 


Reviver as boas brincadeiras 
De rua, de roda, nossos folguedos 
Estimulando a mente a vencer 
Obstáculos com brinquedos 
Feitos a mão... Bafejo de emoção. 


Alquimia da história 
Humana que as vezes 
Nos deixa incólume 
Das tragédias e comédias 
Indulgentes. 


O coração puro começa 
Nos amanhecer dos olhos 
Remansados e a grande 
Epifania virá dos pensamentos 
Castos nas trilhas do 
Dia a dia.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano



quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

ESQUECIDO VERSOS PERDIDOS - Poema de Fernando Matos

ESQUECIDO VERSOS PERDIDOS




Aceitar
a rejeição e ingratidão,
mas não concordar o
repelir  interpessoal.

Acreditar
nas palavras perdidas no tempo
perdido entre lençóis...
Não acreditar mais nas lágrimas
acolhidas  no recanto interpessoal.

Persistir
na busca do invisível que
sempre reflete no espelho
interpessoal.

Valorizar
o acordar da visão
verdadeira...
A cegueira interpessoal
está quase curada.

Ser
o que sempre foi
predestinado, o isolado
humilhado e solitário.
Otário sentimento interpessoal.

Assumir
que sumir entre versos é
irracional ao puro sentimento
das palavras claras e muito
(In) (Ter) (pessoal) .


Fernando Matos
Poeta Pernambucano



sexta-feira, 15 de novembro de 2013

"PORQUE" - Poesia de Fernando Matos

PORQUE

Por que tudo na vida
Tem uma chegada, um choro
Uma partida, um choro mais solidão
Aperto, vazio e coração triste?

Porque hoje não quero tristeza
Almejo o vento nas palmeiras
A sombra morna do final de tarde
Algo bom para se lembrar e
Incentivar um novo dia
Conjugando o verbo amar.

A vida nos oferece o balsamo
E escolhemos o fel, por quê?
O canto dos pássaros nos
Inspira ao Criador
E preferimos a lamúria
E o vestido longo da dor... Por quê?

Porque amanhã quando
Acordar vou estar de alma livre
Voar com os pensamentos
Cantar para renovar a felicidade
Que existe dentro de cada um de nós.
Porque somos livres quando
Praticamos a leitura, a audição das
Melodias eternas e cumprimentamos
O próximo com alegria no olhar.

A jornada não precisa de uma
Pergunta sempre
Porque viver e renovar votos
No amor, à vida que ressurge
E cresce em cada ventre fértil.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano




terça-feira, 8 de outubro de 2013

MEDO - Poesia de Fernando Matos

MEDO 

Tenho medo do dia, 
Tenho pavor da noite. 
As duas metáforas da vida, 
Correr atrás de um futuro incerto 
E certo que no amanhã próximo 
Terei a despedida. 

Pânico com a violência 
Da carne que macula 
A alma, corrói a 
Transparência do Ser Humano. 
Quero a calma dos campos, 
Preciso do silêncio dos inocentes, 
Sou guerreiro e estou 
Presente na vida útil de alguém. 

A fraqueza me invade quando 
A solidão consume minha célula viva. 
Ouvir tua voz energiza minha 
Fortaleza e destrói a escuridão 
Das palavras... Te quero! 
Temo em não ter teus beijos 
Molhados e safados me sufocando, 
Pavor em pensar que estarei inerte 
Diante de corpo dourado e desavergonhado. 
Sou pedinte, íntimo e atrevido... 
Pusilanimidade que a idade invade. 

Fernando Matos
Poeta Pernambucano