quinta-feira, 13 de março de 2014

RECIFE ANCESTRAL - Homenagem a minha linda Cidade

RECIFE ANCESTRAL

Recordo com comoção 
meu pai ensinando-me 
a andar nas ruas da cidade
que nasci e que atribuiu a minha vida
alegrias e fortes emoções.

E agora crescido,
vivo a andar em pontes
que um dia levou e fascina
irmãos tão distantes.

Crio afinidade às ruas
de pedras antigas que
com nostalgia trilhei
nos braços de meus pais.

Incrível a felicidade
que não tem idade.
Todos que aqui chegam
recebem a beleza das núpcias
da lua com o mar.

Fico a cortejar
a linda Mulher no
nosso Recife Antigo,
amanhã serei o pai
a ensinar esta beleza ao meu filho.

Esqueço as tristezas quando
olho as esquinas que atravessei,
sabendo que tornei-me grande
como os rios que levam sem destino
a poesia do belo Recife e
sem querer deixam suas lembranças
no nosso dia- a- dia.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano



terça-feira, 11 de março de 2014

Sertão Amigo - Poesia Inesperada de Fernando Matos

SERTÃO AMIGO

Estava minha pessoa
assim meio a toa
assistindo um programa 
animado
quando ouvi o celular
tocar
e trazer boa novas
na voz da Amiga Cristiane Holanda ...
Poeta vai assistir poesia
da nossa terra
e sem pensar muito naquilo
fui e atendi
o pedido.

Vi a terra dos poetas
e da amiga Gloria Montenegro
São José do Egito
quase grito de emoção
quando ouvi também
falar das paragens
de Maciel Melo
poeta cantador
canta mais alegria
do que a dor
mostrando que o
Nordeste tem
cabra da peste e
gente sofrida
mas que leva na lida
o sabor do amor.

Sou poeta da terra
do frevo
e não me atrevo a
muita cantoria
pois declamo
meus versos
simples como
minha bermuda e meus
chinelos
Sou poeta das emoções
rimas que embala
corações sem precisar
de regras
apenas sentimento

Fernando Matos
Poeta Pernambucano 



sexta-feira, 7 de março de 2014

O ÚLTIMO CARNAVAL - Poesia de Fernando Matos

O ÚLTIMO CARNAVAL 

Lembranças invadem 
Sem pedir licença 
Recordações coloridas 
Vão e vem em cores fortes 
E em outras partidas. 

Aquela fantasia multicor 
Hoje causa dor na saudade 
Fotográfica em álbum de borrões 
Pergunto onde ficou o brilho 
Folião? 

As mãos estendidas ao alto 
Exaltava Dionísio em sua 
Fertilidade primitiva.
Agora a idade regula a 
Forma criativa não perjurando 
O conteúdo da animação. 

O tempo muda e as canções 
Não passam de meras 
Recordações antológicas 
As pernas jovens não conseguem 
Saltar suas coreografias.
As tradições carnavalescas 
Terminam na ressaca moral 
Do despertar pagão. 

Guardo o sorriso como bússola 
Que me guiará aos confetes e 
Serpentinas... Marcha Palhaço 
Seguindo o coração pulsante da 
Sua colombina. 

Fernando Matos
Poeta Pernambucano




quarta-feira, 5 de março de 2014

A ÚLTIMA PAISAGEM - Poesia de Fernando Matos

A ÚLTIMA PAISAGEM

Caminho descalço entre espinhos, 
As pedras quentes já perderam 
Sem calor e o ninho da vida 
Pérfida hoje é vento do passado.

As roupas são leves como brisa
Suave que vagueia sobre girassóis
Divinos, revestido por palavras e fé
Sigo sem medo de tropeçar.

As mãos que procuravam refúgio
E amparo nas carnes impuras
Hoje reconhece a mansidão
da energia infinita.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano



domingo, 2 de fevereiro de 2014

ANGUSTIA - Poesia de Fernando Matos

ANGUSTIA

O ontem quando vive
Presente é aviso de alerta
Um dia que não desperta
A mente para a nova estrada.

Cicatrizes são para guerreiros
A nova morada para os Novos Tempos
O equilíbrio para os cultos
Ocultos em nossa vereda espiritual.

Caminho silicioso comedido
Nas palavras proferidas na calada
Da noite... A ira não deve ser
Despertada, mas silenciada.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano





quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Epifania - Texto de Fernando Matos

Epifania 

Ainda foi ontem em 
Um presente bem próximo 
Que nossas mãos se tocaram 
Levemente de forma pura 
Nossos olhares flertaram 
Os sentimentos de jovens 
Apaixonados. 


Saudoso lembrar das boas 
Conversas de palavras soltas 
Nas calçadas de onde nossos 
Pais tão zelosos nos vigiavam 
Com um olho enquanto o outro 
Assistiam novelas. 


Reviver as boas brincadeiras 
De rua, de roda, nossos folguedos 
Estimulando a mente a vencer 
Obstáculos com brinquedos 
Feitos a mão... Bafejo de emoção. 


Alquimia da história 
Humana que as vezes 
Nos deixa incólume 
Das tragédias e comédias 
Indulgentes. 


O coração puro começa 
Nos amanhecer dos olhos 
Remansados e a grande 
Epifania virá dos pensamentos 
Castos nas trilhas do 
Dia a dia.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano