RECIFE ANCESTRAL
Recordo com comoção
meu pai ensinando-me
a andar nas ruas da cidade
que nasci e que atribuiu a minha vida
alegrias e fortes emoções.
E agora crescido,
vivo a andar em pontes
que um dia levou e fascina
irmãos tão distantes.
Crio afinidade às ruas
de pedras antigas que
com nostalgia trilhei
nos braços de meus pais.
Incrível a felicidade
que não tem idade.
Todos que aqui chegam
recebem a beleza das núpcias
da lua com o mar.
Fico a cortejar
a linda Mulher no
nosso Recife Antigo,
amanhã serei o pai
a ensinar esta beleza ao meu filho.
Esqueço as tristezas quando
olho as esquinas que atravessei,
sabendo que tornei-me grande
como os rios que levam sem destino
a poesia do belo Recife e
sem querer deixam suas lembranças
no nosso dia- a- dia.
Fernando Matos
Poeta Pernambucano
Fernando Matos mora em Recife/PE, Relações Públicas, Enfermeiro pós-graduado em Enfermagem Obstétrica. Doutor Honoris Causa em Arte e Poesia, Titulo Recebido pelo Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos (Patrimônio Histórico e Cultural da Augustíssima e Soberana Casa Real e Imperial dos Godos de Oriente); Embaixador da Paz, Delegado Cultural e Comendador da Justiça de Paz pela OMDDH (Organização Mundial dos Defensores dos Direitos Humanos).
quinta-feira, 13 de março de 2014
terça-feira, 11 de março de 2014
Sertão Amigo - Poesia Inesperada de Fernando Matos
SERTÃO AMIGO
Estava minha pessoa
assim meio a toa
assistindo um programa
animado
quando ouvi o celular
tocar
e trazer boa novas
na voz da Amiga Cristiane Holanda ...
Poeta vai assistir poesia
da nossa terra
e sem pensar muito naquilo
fui e atendi
o pedido.
Vi a terra dos poetas
e da amiga Gloria Montenegro
São José do Egito
quase grito de emoção
quando ouvi também
falar das paragens
de Maciel Melo
poeta cantador
canta mais alegria
do que a dor
mostrando que o
Nordeste tem
cabra da peste e
gente sofrida
mas que leva na lida
o sabor do amor.
Sou poeta da terra
do frevo
e não me atrevo a
muita cantoria
pois declamo
meus versos
simples como
minha bermuda e meus
chinelos
Sou poeta das emoções
rimas que embala
corações sem precisar
de regras
apenas sentimento
Fernando Matos
Poeta Pernambucano
Estava minha pessoa
assim meio a toa
assistindo um programa
animado
quando ouvi o celular
tocar
e trazer boa novas
na voz da Amiga Cristiane Holanda ...
Poeta vai assistir poesia
da nossa terra
e sem pensar muito naquilo
fui e atendi
o pedido.
Vi a terra dos poetas
e da amiga Gloria Montenegro
São José do Egito
quase grito de emoção
quando ouvi também
falar das paragens
de Maciel Melo
poeta cantador
canta mais alegria
do que a dor
mostrando que o
Nordeste tem
cabra da peste e
gente sofrida
mas que leva na lida
o sabor do amor.
Sou poeta da terra
do frevo
e não me atrevo a
muita cantoria
pois declamo
meus versos
simples como
minha bermuda e meus
chinelos
Sou poeta das emoções
rimas que embala
corações sem precisar
de regras
apenas sentimento
Fernando Matos
Poeta Pernambucano
sábado, 8 de março de 2014
sexta-feira, 7 de março de 2014
O ÚLTIMO CARNAVAL - Poesia de Fernando Matos
O ÚLTIMO
CARNAVAL
Lembranças invadem
Sem pedir licença
Recordações coloridas
Vão e vem em cores fortes
E em outras partidas.
Aquela fantasia multicor
Hoje causa dor na saudade
Fotográfica em álbum de borrões
Pergunto onde ficou o brilho
Folião?
As mãos estendidas ao alto
Exaltava Dionísio em sua
Fertilidade primitiva.
Agora a idade regula a
Forma criativa não perjurando
O conteúdo da animação.
O tempo muda e as canções
Não passam de meras
Recordações antológicas
As pernas jovens não conseguem
Saltar suas coreografias.
Lembranças invadem
Sem pedir licença
Recordações coloridas
Vão e vem em cores fortes
E em outras partidas.
Aquela fantasia multicor
Hoje causa dor na saudade
Fotográfica em álbum de borrões
Pergunto onde ficou o brilho
Folião?
As mãos estendidas ao alto
Exaltava Dionísio em sua
Fertilidade primitiva.
Agora a idade regula a
Forma criativa não perjurando
O conteúdo da animação.
O tempo muda e as canções
Não passam de meras
Recordações antológicas
As pernas jovens não conseguem
Saltar suas coreografias.
As tradições
carnavalescas
Terminam na ressaca moral
Do despertar pagão.
Guardo o sorriso como bússola
Que me guiará aos confetes e
Serpentinas... Marcha Palhaço
Seguindo o coração pulsante da
Sua colombina.
Terminam na ressaca moral
Do despertar pagão.
Guardo o sorriso como bússola
Que me guiará aos confetes e
Serpentinas... Marcha Palhaço
Seguindo o coração pulsante da
Sua colombina.
Fernando
Matos
Poeta
Pernambucano
quarta-feira, 5 de março de 2014
A ÚLTIMA PAISAGEM - Poesia de Fernando Matos
A ÚLTIMA PAISAGEM
Caminho descalço entre espinhos,
As pedras quentes já perderam
Sem calor e o ninho da vida
Pérfida hoje é vento do passado.
As roupas são leves como brisa
Suave que vagueia sobre girassóis
Divinos, revestido por palavras e fé
Sigo sem medo de tropeçar.
As mãos que procuravam refúgio
E amparo nas carnes impuras
Hoje reconhece a mansidão
da energia infinita.
Fernando Matos
Poeta Pernambucano
Caminho descalço entre espinhos,
As pedras quentes já perderam
Sem calor e o ninho da vida
Pérfida hoje é vento do passado.
As roupas são leves como brisa
Suave que vagueia sobre girassóis
Divinos, revestido por palavras e fé
Sigo sem medo de tropeçar.
As mãos que procuravam refúgio
E amparo nas carnes impuras
Hoje reconhece a mansidão
da energia infinita.
Fernando Matos
Poeta Pernambucano
domingo, 2 de fevereiro de 2014
ANGUSTIA - Poesia de Fernando Matos
ANGUSTIA
O ontem quando vive
Presente é aviso de alerta
Um dia que não desperta
A mente para a nova estrada.
Cicatrizes são para
guerreiros
A nova morada para os Novos
Tempos
O equilíbrio para os cultos
Ocultos em nossa vereda
espiritual.
Caminho silicioso comedido
Nas palavras proferidas na
calada
Da noite... A ira não deve
ser
Despertada, mas silenciada.
Fernando Matos
Poeta Pernambucano
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
Epifania - Texto de Fernando Matos
Epifania
Ainda foi ontem em
Um presente bem próximo
Que nossas mãos se tocaram
Levemente de forma pura
Nossos olhares flertaram
Os sentimentos de jovens
Apaixonados.
Ainda foi ontem em
Um presente bem próximo
Que nossas mãos se tocaram
Levemente de forma pura
Nossos olhares flertaram
Os sentimentos de jovens
Apaixonados.
Saudoso lembrar das boas
Conversas de palavras soltas
Nas calçadas de onde nossos
Pais tão zelosos nos vigiavam
Com um olho enquanto o outro
Assistiam novelas.
Reviver as boas brincadeiras
De rua, de roda, nossos folguedos
Estimulando a mente a vencer
Obstáculos com brinquedos
Feitos a mão... Bafejo de emoção.
Alquimia da história
Humana que as vezes
Nos deixa incólume
Das tragédias e comédias
Indulgentes.
O coração puro começa
Nos amanhecer dos olhos
Remansados e a grande
Epifania virá dos pensamentos
Castos nas trilhas do Dia a dia.
Fernando Matos
Poeta Pernambucano
Assinar:
Postagens (Atom)






