sábado, 4 de julho de 2015

Poeticamente Louco

Poeticamente Louco


É complicado explicar o que é
Ser feliz, ou sentir uma dor de saudade
Quando a vida ainda existe na carne.
Por muito tempo perdido na Solidade
Das estradas esquecidas onde o “Eu”
Era “Nós” fora de uma quadrado perfeito.
Somos o contrário de angustia, sofrimento
Tudo não passa de uma mentira sem
Saída, amor frustado que se transforma
Em ferimento...
O mar é som dos nossos corações
A lua dos namorados é nossa,
Os pássaros cantarão nossas eternas canções.
The sea is the sound of our hearts
The moon Valentine is ours,
The birds will sing our eternal songs.
La mer est le son de nos coeurs
La lune Valentine est la nôtre,
Les oiseaux chantent nos chansons éternelles.
El mar es el sonido de nuestros corazones
La luna de San Valentín es la nuestra,
Los pájaros cantan nuestras canciones eternas.
Que importa a tradução se na imensidão
Dos desejos, sofremos a despedida
Sem direito a olhar para trás
Causando desilusão, ficando no fim sem você.
Explodimos por dentro dilacerando
A alma viva e sem direito de nascer
Na luz do sol de nós dois.
Fico calado e não procuro saber
Da sua vida, escrevo em linhas tortuosas
Para esquecer a fantasia de nossas
Palavras amorosas lançadas em um instante
De prazer e loucura.
Quando nasci poeta sabia que uma Vida
Nova se transformava de sonho em realidade
E de realidade em ilusão e de ilusão em amor intenso
E de amor intenso em uma loucura Poeticamente Vivida.


Fernando Matos
Poeta Pernambuco





terça-feira, 2 de junho de 2015

Desvairo

Desvairo

Minha alma reascende para um novo dia
E o que o desejo requer de pura e ampla
Alegria se transforma em angustia melancólica.
Uma conspiração oculta, inimigos vazios
Na tocaia do obscuro ser em plena
Transformação.

Permaneço calado, imóvel
No meu leito seguro, onde busco apoio
E não encontro na imensidão da cama vazia.
Me apavoro, todavia o escudo do meu espírito
É mais forte restabelecendo-me a confiança.

A pusilanimidade que invade meu amanhecer
Começa a se dissipar no fulgor da minha carne
E o Ser guerreiro veste novamente sua armadura
Reconhece a família e vai para mais uma Vitória.


Fernando Matos
Poeta Pernambucano




sábado, 9 de maio de 2015

Piedade, Mãe.



Um choro, um grito de socorro
Vozes desconhecidas me amedrontam
Um suspiro ao longe reconheço,
O alívio de uma jornada inicial.
O frio do novo mundo agora é quente
Junto a pele, a carne macia...
Uma nova proteção noite e dia.
O afago, o primeiro sorriso
É o que para a longa caminhada
Preciso.
Lágrimas serão enxutas e transformadas
Em ensinamentos, já é hora de aprender
A cair e se levantar... Não tenhas medo,
Estarei sempre aqui para te ajudar.
Absorvo essa informação como um escudo
Eterno, magnifico, terno materno.
Aprimoramentos e contentamentos se misturam
No percurso da Vida.
Entretanto só as Mães tem a sabedoria
De entender que entre a Luz e a Escuridão
Existe a misericórdia... O Amor.
Incondicional sentimento que vamos
Entendendo com o passar dos minutos e horas.
Ontem o vazio, hoje a colheita do fruto
Maduro... Novas sementes, a prosperidade.
Renova-se a prole, agora de dois corações
Resiste bravamente novas gerações.
Toda Mãe tem a grandeza de transformar
O nada em tudo... A Piedade Divina, fez da
Piedade menina, mulher, esposa, filha e Mãe.


Fernando Matos (seu filho)
Poeta Pernambucano




sábado, 18 de abril de 2015

BREGA

BREGA 

Quando conheci o amor
Foi um sentimento de dor e alegria
Algo novo no ar, saudade de alguém
Estando sozinho, um pássaro feliz
Voando sem destino.

Contava as horas para o reencontro
O perfume mais cheiroso e na moda
Vontade de estar junto, colado, amassando
As roupas no momento crucial de um sarro
Delicioso... A inocência das carnes.

Me prendi em paixões infundadas,
Louco de desejo por loucas, atrevidas
E mulheres alucinadas todas quentes
Que trazia fogo nas partes, carentes de atenção.
O destino optou por afastar, então fugi por outros mares
Marinheiro sem porto seguro.

Hoje vejo a insegurança no amar
O lugar comum em dizer: “Eu Te Amo”...
As flores não tem o mesmo brilho
Nos braços enamorados, agora juntos
Amanha separados.
Se amar é brega, que seja eterno esse
Verso de um poeta altamente apaixonado.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano




quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Novo Regresso

Novo Regresso


O orvalho da manhã
Já cobre toda a cidade.
Nuvens cheias de energias
Vem a anunciar como será
O novo dia... A limpeza maior
Começa no espírito, purificando
O aleivoso encontro da folia.


Cai a chuva e com ela se vai
A tinta, a tristeza, a alegria
De apenas três dias...
Mostra tua cara folião multicor
E não te deixas abater pela saudade
De um beijo ou a despedida transformada
Em dor.


Dionísio agora dorme saciado
De prazer vividos e vívidos através
Dos regalos jovens e da sabedoria
Dos saudosos e triunfantes carnavais.


Evoé... O brilho da minha sobrinha seguirá a
Estrada até o novo regresso.


Fernando Matos
Poeta Pernambucano




sábado, 24 de janeiro de 2015

O Bolero de Sábado

O Bolero de Sábado


No momento que você partiu
Meu coração ficou igual a 
Um navio naufragado...
Uma lágrima no rosto e o
Peito amargurado pela despedida.


Cada manhã  é um  sofrimento
E a certeza que quem perdeu
Não foi eu, nem você... O nosso amor
Ficou em pedaços e
Agora sofremos distantes
A consequência despedida
Em melodias de dor.


A lacuna maior vem  no sábado
Sem a parceria no salão
Um bolero sem nota,
Uma mão vazia a espera
Da bela dama de vermelho. 


Fernando Matos
Poeta Pernambucano

http://poetafernandomatos.blogspot.com.br/


sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

O ÚLTIMO CARNAVAL

O ÚLTIMO CARNAVAL 


Lembranças invadem 
Sem pedir licença 
Recordações coloridas 
Vão e vem em cores fortes 
E em outras partidas. 


Aquela fantasia multicor 
Hoje causa dor na saudade 
Fotográfica em álbum de borrões 
Pergunto onde ficou o brilho 
Folião? 


As mãos estendidas ao alto 
Exaltava Dionísio em sua 
Fertilidade primitiva.
Agora a idade regula a 
Forma criativa não perjurando 
O conteúdo da animação. 


O tempo muda e as canções 
Não passam de meras 
Recordações antológicas 
As pernas jovens não conseguem 
Saltar suas coreografias.
As tradições carnavalescas 
Terminam na ressaca moral 
Do despertar pagão. 


Guardo o sorriso como bússola 
Que me guiará aos confetes e 
Serpentinas... Marcha Palhaço 
Seguindo o coração pulsante da 
Sua colombina. 


Fernando Matos
Poeta Pernambucano