quinta-feira, 16 de março de 2017

Céu Negro

Céu Negro



Tento correr e não consigo
Combater o invisível e não crer
Solicitar ajuda, ainda persigo.
Minhas pegadas sangrentas fazem percorrer.


Estou abalado na jornada
Perdido na floresta humana
A vida agora... Estou esquecido.
Crucificado na cruz romana.


Não posso parar a caminhada
O silêncio me consome
O trajeto é curto e a fé queimada
Estou partindo e ainda não sei o seu Nome.


A noite é intensa e cruel
Sofreguidão e todos estão surdos
Amargura retira teu véu revelando
O céu negro, espírito mudo.


Fernando Matos
Poeta Pernambucano





segunda-feira, 13 de março de 2017

Cultivo da Felicidade

Cultivo da Felicidade



“Eu” semeador da Luz
Caminhar seguro e sem medo
Nas Veredas da harmonia
Entremear à Vida sem segredo
Sendeiros da dor em romaria.


Deitar em campos vastos
Cultivar a beleza viva
Corpo natural de um sonho casto
Natureza bela e objetiva
Frutificando em corações
Ainda humanos...


Não semeio ventos
Fertilizo energia em pensamentos
Onde o falso provém
Que germine a Verdade do bem
Se houver a maldade no olhar
Que o Bem seja meta a seguir
Que as trevas se dissipem já
A Força do Belo há de surgir
Recomeçar apenas quando
Entregarmos nossas dores a Deus.



Fernando Matos
Poeta Pernambucano




sexta-feira, 10 de março de 2017

Grão

Grão


Meu silêncio é mudo às vezes
Em outras ocasiões perturba a dor
Permaneço surdo às emoções
Vivendo momentos sem fogo interior.


Falo e chego até a gritar contra o eco
Entretanto são poucos os créditos
De um longa-metragem imaginário
Sentimento oblíquo e confuso
Sem definição em dicionário.


“As Rosas não falam...”.
Mas são as que melhor exalam o amor.
Amor é única semente
Que não precisa ser plantada
Germina na atmosfera da Gratidão.


Fernando Matos
Poeta Pernambucano


quarta-feira, 8 de março de 2017

Consciência

Consciência


Esquivo-me dos devaneios
Que assolham minha quietude
Mórbidas lembranças sem esteios
Paz murmurada onde não há saúde.


As ilusões permeiam corações
Insana qualidade humana
A loucura que não mata mais cura.
Busco as alucinações do mundo perfeito.


Exalto o invisível elemento carnal
Palavras soltas na escuridão
O medo é uma consequência emocional
Ansiedade sem razão inquieta ação.


É preciso ter medo para entender o medo
É preciso Sentir a Paz para perceber
O grande mal do desassossego
Apego desagradável de ser e perder. 


Fernando Matos
Poeta Pernambucano







Pela Última Vez

Pela Última Vez


Já faz tanto tempo
Mal sabíamos andar
Eram momentos raros
Fatos na memória a guardar.


Comunicação feita pelo olhar
Antecipávamos cada pensamento
Parecia uma magia forte no ar
Hoje já não temos esse momento.


A comunicação continua entre olhares
Inversão do posicionamento
Conheci-te na maravilhosa chegada
Agora na partida amargurada.


Não iremos cobrar ou lamuriar
O tempo é de gratidão e sensatez
A vida foi rica em proporcionar
O nosso encontro pela última vez.


Fernando Matos
Poeta Pernambucano






sexta-feira, 3 de março de 2017

Acalanto

Acalanto


Moro no silêncio das palavras
Letras que me denunciam
Inspiram minhas escaladas
Verbo silenciar dos dias que terminam.


Aquela mesma ausência de barulho intimo
Vorazmente perturba minha inquieta mente
O som musical é murmúrio espiritual
Caminho o qual já o vejo claramente.


O silêncio é falso e enganoso
Destrói e cria destinos estranhos
Na intimidade mistura-se ao gozo
Incomum comportamento mentiroso.


Repouso minha voz na história
Tudo teve sabor de conquista
Árduo é a disciplina da glória
O violonista é o solista da minha partida.  


Fernando Matos
Poeta Pernambucano


Lágrima Pintada

Lágrima Pintada


Antes era tudo em preto e branco
A imaginação permeava as cabeças
Acredite no espanto ao ver o colorido
Não existe dúvida na recreação
Todos participam e tudo é permitido.


No ensinamento doce e inocente
Vivemos cada dia um novo aprendizado
A criança antes temerosa das cores
Agora brinca alegremente...


Nostalgia que invade a velha mente
Trazendo alegria na história de uma personagem
Foram tantas tintas que escondiam
A face triste vivida
Um dia as tirou só restando a despedida.


Hoje o olhar cansado
Vivendo no presente
As dores do passado.
Resta ao eterno palhaço
Agradecer o sorriso encantado
Os aplausos vívidos
Após cada cortina fechada
A saudade contemplada
Em uma lágrima pintada.


Fernando Matos
Poeta Pernambucano