terça-feira, 9 de março de 2021

Extremidade

 

Extremidade


 

Estamos presos na liberdade.

A luz do sol ficou nebulosa.

Semelhantes de cruel maldade.

A palavra tem uma ação perniciosa.

 

Uma amiga me diz: Estamos exaustos.

A melodia de novo dia é o medo...

Onde está o brilho do arvoredo?

Os antagonistas têm olhares falsos.

 

A quem merece o título de Humano?

Onde foi parar o gesto piedoso?

Deus é o Único Ser Misericordioso.

Livrai-nos Senhor do Irmão Tirano.

 

O que nos cabe é chorar e erguer a cabeça.

Quem tem as mãos limpas, sangrará.

A alma ajoelhada perdão irá clamar.

A Luz virá para o Ser Humano que a mereça.

 

Fernando Matos

Poeta Pernambucano

Dr. h.c. em Arte e Poesia

(Direitos Reservados ao Autor)

Foto: Google



segunda-feira, 1 de março de 2021

A Esperança no Horror

 

A Esperança no Horror

 


O ar inesperadamente ficou ruim.

Tanto para mim como aos irmãos.

Uma sensação de repulsa e espanto

Em cada parte do mundo um quebranto.

 

Onde foi parar aquela linda empatia?

O caráter humano ficou irreconhecível.

O sentimento horrível de estar louco.

O medo irracional machuca-nos pouco a pouco.

 

As cicatrizes nos trouxeram confiança

A crença nos alertou da fragilidade

Feroz maldade de quem poderia ajudar

Vidas ceifadas, descrença, esse foi seu altar.

 

A realidade é que a esperança pode curar.

O desejo de acreditar em várias expectativas.

As energias não morrem, permanecendo vivas.

Concretizando a utopia na força objetiva.

 

Virtude como esperança, fé e caridade,

Salvará a humanidade da escuridão.

Tudo que foi gerado no terror,

Será expurgado em nome do Grande Amor.

 

Fernando Matos

Poeta Pernambucano

Dr. h.c. em Arte e Poesia

(Direitos Reservados ao Autor)

Foto: Google. 



Respeite a Enfermagem

 Acadêmico: Fernando Matos 

Patronessse: Izabel dos Santos 

Cadeira: 09


Poesia do Acaso 


Não somos heróis...

Somos protagonistas de uma guerra.

Uma batalha diária e isso dói. 

A dor em não ser reconhecido,

Mas estamos na lida

Sendo testemunha de cada partida 

Usamos o Verbo Cuidar 

Na certeza de ajudar e ter merecido 

A honra de trabalhar com devoção 

Também com a permissão da imagem Divina.

Não é sina, é Amor à Enfermagem. 


Fernando Matos 

Poeta e Enfermeiro Pernambucano 

Dr. h.c. em Arte e Poesia 

(Direitos Reservados ao Autor)




sábado, 20 de fevereiro de 2021

Sensível

 

Sensível


 

As novas sensações estão cinzentas

Abalaram os corações de uma geração.

Os sentidos foram percebidos

Também sentidos como um bater de asas.

 

Nada passa despercebido a quem sente

Com a mente na ligação profunda com a alma.

O que causa dor nos arranca a calma

Comovidos estamos com tanto pavor.

 

A empatia ainda pode ser a chave

Delicadeza que abre porta enferrujada.

Pessoas estão machucadas e sem tratamento

Uma agonia sentida no sofrimento do espírito.

 

Ouço o mar e sinto as turbulências das ondas

Olho para o infinito céu carente de esperanças.

Quem consegue ver com o interior não se amedronta,

Ouve o canto dos pássaros anunciando as boas aventuranças.

 

Fernando Matos

Poeta Pernambucano

Dr. h.c. em Arte e Poesia

(Direitos Reservados ao Autor)

Foto: Google



terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Até Mais Ver, o Frevo

 Até Mais Ver, o Frevo. 


Ao longe a bailarina dança sozinha

Alegre na performance da Vida

Triste em ser testemunha da partida

Sem uma despedida...


O acorda povo ficou silenciado

Instrumentos guardados 

A magia não atingiu a multidão

Guardou em cada coração a folia

Reservada que preservar o Ser

Que ainda quer ver o carnaval renascer.


Os foliões que partiram para a eternidade

Eternizados estarão em nossos corações.

A todos cantaremos com saudade e Fé

Que seja perpetuado a grande alegria

Da jornada e até breve se assim Deus quiser. 


Maracatus e caboclinhos...

Frevo de rua, de bloco e Frevo canção

Aguenta só mais um pouquinho

Brincar com saúde tem mais emoção.


Em tudo na vida é preciso crer...

Um novo lindo amanhecer de Luz e Cor,

Dando vez à alegria ao invés da dor.

Ao Frevo a folia do viver, até mais ver.


Fernando Matos

Poeta Pernambucano

Dr h.c em Arte e Poesia 

(Direitos Reservados ao Autor)

Foto: Facebook



sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

Eu Quero Frevar

 

Eu Quero Frevar

 

Procuro os clarins do bairro de São José

A Ponte Duarte Coelho ficou sem o Rei...

O surdo ficou mudo no Bloco do Saberé

Confete e serpentina, não encontrei.

 

O mundo parou e o frevo silenciou...

A reflexão ficou no lugar da diversão

O estandarte também parou...

O maior bloco do mundo foi para dispersão.

 

Valorizando a alegria da preservação.

Próximo ano terá outra diversão

Sem ostentação e seguindo a vida

Lembrando ainda de cada despedida.

 

O frevo não parou, esperamos a nova saída.

O novo mundo vai surgir com mais seriedade.

Voltaremos a contemplar o Galo da Madrugada.

Até o Homem da Meia-noite vai controlar a ansiedade

Sabendo que seu povo irá saber esperar.

A Noite dos Tambores Silenciosos não vai silenciar

Reverberando a energia em corações ancestrais

Trazendo luz aos seus descentes mais crentes

Que em momento algum serão esquecidos, jamais.

 

Os irreverentes do Nois Sofre, Mas Nois Goza

Relembrando a alegria de Tarcisio Pereira

Pois com a nossa energia não há que possa

Frevando vai animando a tarde até a noite inteira.

 

Feérico Recife Antigo...

Esse ano não estaremos contigo...

Dois mil e vinte e um ninguém vai a lugar nenhum.

Vamos brincar a folia em família...

 

Guardei minha fantasia...

A mascará esconde a tristeza,

Mas somos brincantes de uma folia...

Irei versejar a sombrinha do frevo.

É o que devo fazer nesse momento,

Aguardando o instante certo de voltar

Então gritar: Eu Quero Frevar...

 

Fernando Matos

Poeta Pernambucano

Dr h.c. em Arte e Poesia

(Direitos Reservados ao Autor)



domingo, 7 de fevereiro de 2021

A Máscara da Vida

 A Máscara da Vida 


Entre a tristeza e a alegria 

Estamos juntos em casa

Tudo que é ruim um dia passa

Então voltaremos à folia. 


Belos rostos agora escondidos 

Alguns sorrisos infelizmente perdidos. 

Todavia preservar a vida 

Para continuar a missão 

Há um preço para viver em alegria. 


Os mascarados não ostentam orgias 

Suportam a dor da cruel euforia 

Em breve retornaremos com maestria 

A embelezar as massas da grande folia.


O verdadeiro folião respeita o semelhante 

Se guarda para uma jornada alucinante 

Pensar é  sobreviver o futuro agora e sempre

Para não sofrer a perda do atroz instante. 


Fernando Matos 

Poeta Pernambucano 

Dr h.c Arte e Poesia 

(Direitos Reservados ao Autor)

Foto: Google