terça-feira, 2 de junho de 2015

Desvairo

Desvairo

Minha alma reascende para um novo dia
E o que o desejo requer de pura e ampla
Alegria se transforma em angustia melancólica.
Uma conspiração oculta, inimigos vazios
Na tocaia do obscuro ser em plena
Transformação.

Permaneço calado, imóvel
No meu leito seguro, onde busco apoio
E não encontro na imensidão da cama vazia.
Me apavoro, todavia o escudo do meu espírito
É mais forte restabelecendo-me a confiança.

A pusilanimidade que invade meu amanhecer
Começa a se dissipar no fulgor da minha carne
E o Ser guerreiro veste novamente sua armadura
Reconhece a família e vai para mais uma Vitória.


Fernando Matos
Poeta Pernambucano




sábado, 9 de maio de 2015

Piedade, Mãe.



Um choro, um grito de socorro
Vozes desconhecidas me amedrontam
Um suspiro ao longe reconheço,
O alívio de uma jornada inicial.
O frio do novo mundo agora é quente
Junto a pele, a carne macia...
Uma nova proteção noite e dia.
O afago, o primeiro sorriso
É o que para a longa caminhada
Preciso.
Lágrimas serão enxutas e transformadas
Em ensinamentos, já é hora de aprender
A cair e se levantar... Não tenhas medo,
Estarei sempre aqui para te ajudar.
Absorvo essa informação como um escudo
Eterno, magnifico, terno materno.
Aprimoramentos e contentamentos se misturam
No percurso da Vida.
Entretanto só as Mães tem a sabedoria
De entender que entre a Luz e a Escuridão
Existe a misericórdia... O Amor.
Incondicional sentimento que vamos
Entendendo com o passar dos minutos e horas.
Ontem o vazio, hoje a colheita do fruto
Maduro... Novas sementes, a prosperidade.
Renova-se a prole, agora de dois corações
Resiste bravamente novas gerações.
Toda Mãe tem a grandeza de transformar
O nada em tudo... A Piedade Divina, fez da
Piedade menina, mulher, esposa, filha e Mãe.


Fernando Matos (seu filho)
Poeta Pernambucano




sábado, 18 de abril de 2015

BREGA

BREGA 

Quando conheci o amor
Foi um sentimento de dor e alegria
Algo novo no ar, saudade de alguém
Estando sozinho, um pássaro feliz
Voando sem destino.

Contava as horas para o reencontro
O perfume mais cheiroso e na moda
Vontade de estar junto, colado, amassando
As roupas no momento crucial de um sarro
Delicioso... A inocência das carnes.

Me prendi em paixões infundadas,
Louco de desejo por loucas, atrevidas
E mulheres alucinadas todas quentes
Que trazia fogo nas partes, carentes de atenção.
O destino optou por afastar, então fugi por outros mares
Marinheiro sem porto seguro.

Hoje vejo a insegurança no amar
O lugar comum em dizer: “Eu Te Amo”...
As flores não tem o mesmo brilho
Nos braços enamorados, agora juntos
Amanha separados.
Se amar é brega, que seja eterno esse
Verso de um poeta altamente apaixonado.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano




quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Novo Regresso

Novo Regresso


O orvalho da manhã
Já cobre toda a cidade.
Nuvens cheias de energias
Vem a anunciar como será
O novo dia... A limpeza maior
Começa no espírito, purificando
O aleivoso encontro da folia.


Cai a chuva e com ela se vai
A tinta, a tristeza, a alegria
De apenas três dias...
Mostra tua cara folião multicor
E não te deixas abater pela saudade
De um beijo ou a despedida transformada
Em dor.


Dionísio agora dorme saciado
De prazer vividos e vívidos através
Dos regalos jovens e da sabedoria
Dos saudosos e triunfantes carnavais.


Evoé... O brilho da minha sobrinha seguirá a
Estrada até o novo regresso.


Fernando Matos
Poeta Pernambucano




sábado, 24 de janeiro de 2015

O Bolero de Sábado

O Bolero de Sábado


No momento que você partiu
Meu coração ficou igual a 
Um navio naufragado...
Uma lágrima no rosto e o
Peito amargurado pela despedida.


Cada manhã  é um  sofrimento
E a certeza que quem perdeu
Não foi eu, nem você... O nosso amor
Ficou em pedaços e
Agora sofremos distantes
A consequência despedida
Em melodias de dor.


A lacuna maior vem  no sábado
Sem a parceria no salão
Um bolero sem nota,
Uma mão vazia a espera
Da bela dama de vermelho. 


Fernando Matos
Poeta Pernambucano

http://poetafernandomatos.blogspot.com.br/


sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

O ÚLTIMO CARNAVAL

O ÚLTIMO CARNAVAL 


Lembranças invadem 
Sem pedir licença 
Recordações coloridas 
Vão e vem em cores fortes 
E em outras partidas. 


Aquela fantasia multicor 
Hoje causa dor na saudade 
Fotográfica em álbum de borrões 
Pergunto onde ficou o brilho 
Folião? 


As mãos estendidas ao alto 
Exaltava Dionísio em sua 
Fertilidade primitiva.
Agora a idade regula a 
Forma criativa não perjurando 
O conteúdo da animação. 


O tempo muda e as canções 
Não passam de meras 
Recordações antológicas 
As pernas jovens não conseguem 
Saltar suas coreografias.
As tradições carnavalescas 
Terminam na ressaca moral 
Do despertar pagão. 


Guardo o sorriso como bússola 
Que me guiará aos confetes e 
Serpentinas... Marcha Palhaço 
Seguindo o coração pulsante da 
Sua colombina. 


Fernando Matos
Poeta Pernambucano




sábado, 27 de dezembro de 2014

Três Corações

Três Corações

Nada mais inquieta o silêncio
As turbulentas ondas inquietantes
Que assombraram sonhos, desejos
Agora são instantes de mansidão
E tranquilidade entre três corações.

Uma palavra solta no vento
Um sorriso descontraído e
Refrescante apaziguando qualquer
Pensamento... feitiço infantil
Mágico inebriador, música para
Meu ser tão perdido nas letras soltas.

Milagre em forma de carne
Espírito predestinado a lutar
Com Luz ao invés de espadas
Vidas peregrinas, infinitas
Reencontradas na emoção
Musical do vento Divino em
Corpo de menino. 

Fernando Matos
Poeta Pernambucano