Fernando Matos mora em Recife/PE, Relações Públicas, Enfermeiro pós-graduado em Enfermagem Obstétrica. Doutor Honoris Causa em Arte e Poesia, Titulo Recebido pelo Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos (Patrimônio Histórico e Cultural da Augustíssima e Soberana Casa Real e Imperial dos Godos de Oriente); Embaixador da Paz, Delegado Cultural e Comendador da Justiça de Paz pela OMDDH (Organização Mundial dos Defensores dos Direitos Humanos).
sábado, 7 de novembro de 2015
SERTÃO
Direcionando a rota
A ser dirigida, sigo a direção
Pré determinado... Longe estou
Caminhando por estradas do nosso sertão.
Montanhas que parecem mais
Gigantes adormecidos.
O tempo emurchecido, quente e abafado
Faz o lugar esquecido do poder...
A sede aqui é pela fé que se carrega
No Divino Ser...
A sabedoria popular é correta
O único alimento básico é a poeira
Amarelo alaranjado nutrindo o vazio
Do Ser Humano e também do gado.
Casas enormes e lares pequenos
Compõe o quadro vivo de um lugar
Deixado para trás, a mutação agora
É para quem (só)brevive ao meio
Do nada que já foi promessa do mundo.
Refaço o caminho de volta
Contemplando o voo do carcará.
Uma cruz me chama atenção
Me pergunto se a canção da despedida
Foi a melodia do combalido,
Antes forte, bravo e viril... Agora eterno.
Salve esses bravos irmãos
Que a verdadeira
Educação
Foi da Vida na lida...
Todos nós trazemos um sertão no coração.
Fernando Matos
Poeta Pernambucano
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
BRASILEIROS SEM COR
BRASILEIROS SEM
COR
Os tempos de infância e juventude ficaram
nebulosos em um futuro sem imagem... Assim vivemos hoje no País Rico Chamado
Brasil. É lamentável viver do jeito que estamos vivendo. É triste continuar sem
perspectiva de um novo amanhecer, onde foi que erramos?
Hoje 7 de setembro deveria ser um dia de muito orgulho para todos os brasileiros. Uma data cívica, onde poderíamos fazer uma grande festa verde amarela e dizer de peito aberto SOU BRASILEIRO. Entretanto acordamos e ao ligar a televisão observamos nos teles jornais informes não agradáveis aos nossos ouvidos. Crise na saúde, crise na segurança pública e criminosos perigosos recebendo salvo-conduto para passar feriados em casa (roubando e matando), uma educação falha sem estímulo aos futuros profissionais de uma grande nação... VERGONHA.
Por favor tem outro sentimento que eu possa usar aqui neste manifesto antidemocrático, mas com verdades de quem almeja o melhor para seus descendentes? Sei que poucos irão ler estas linhas vermelhas que são um reflexo da situação do nosso amado Brasil, outros apenas irão “curtir” porque talvez tenham receio de se manifestar, outros pior ainda irão me criticar dizendo que não vejo mudanças no país... SACANAGEM.
Cansei de pedir RESPEITO por nosso país, agora eu exijo e vou até as linhas de frente mostrar que esse Governo Corrupto manchou nossa bandeira e atualmente somos Brasileiros com uma Bandeira sem Cor.
Fernando Matos
Poeta Pernambucano
Enfermeiro
sexta-feira, 21 de agosto de 2015
Detentor
Detentor
Não posso mudar
o passado
Onde envolvido em aventuras
Passei por perigos e fortes
Desventuras...
Creio na renovação, na mudança
No olhar sincero, limpo e bonito de uma
Criança...
Que consegue mostrar ao mundo hostil
A certeza de uma esperança viva.
Gerir o próprio destino
Não é fácil, mas também não será complicado, é
Aceitar as dores e felicitar as alegrias que
Nos faz Homens marcados com glórias
Todos os dias.
O grande guerreiro não é um galo de briga
Solto em qualquer
Terreiro...
O Guerreiro de Luz é detentor da força, da Verdade
Que transforma o “seu” em nosso,
Que se faz crescer quando menino
Até o apogeu de sua plena idade.
Onde envolvido em aventuras
Passei por perigos e fortes
Desventuras...
Creio na renovação, na mudança
No olhar sincero, limpo e bonito de uma
Criança...
Que consegue mostrar ao mundo hostil
A certeza de uma esperança viva.
Gerir o próprio destino
Não é fácil, mas também não será complicado, é
Aceitar as dores e felicitar as alegrias que
Nos faz Homens marcados com glórias
Todos os dias.
O grande guerreiro não é um galo de briga
Solto em qualquer
Terreiro...
O Guerreiro de Luz é detentor da força, da Verdade
Que transforma o “seu” em nosso,
Que se faz crescer quando menino
Até o apogeu de sua plena idade.
Fernando Matos
Poeta Pernambucano
sábado, 15 de agosto de 2015
Subindo o Morro
Subindo o Morro
Era uma noite clara de sábado, clima suave e a solidão perturbava meu silêncio. Então resolvi sair, peguei a chave do carro e sem rumo fui buscar respostas... Ao subir uma ladeira me deparei com um bar simples, calmo como o meu solilóquio, uma radiola de ficha ideal para minhas perturbadoras ideias. Sentei, pedi ao garçom uma gelada para melhorar o verso e ali começava uma longa conversa de um poeta e três cadeiras vazias.
Aí foi que de longe te avistei, não gritei teu nome por educação, gesticulei com a mão e com graça você veio até minha presença... A conversa seria longa. Papo de bar não é lá tão intelectual, mas quem disse que eu estava afim de conversa nobre? Entre geladas e tira gostos, uma química muito forte surgia, já não eram os olhares inocentes, a cadeira mais perto e então... Um beijo.
Para quem estava em solidão aquele encontro caiu como um presente da deusa Afrodite. Uma conversa a mais no ouvido e saímos do bar, com destino pre determinado... A alcova dos desejos.
Uma replica dos castelos orientais, a luz vermelha e música que nos remetia a viagens pelo deserto. Minha mão quente e voraz já arrancava sua roupa com desespero de adolescente, ela atrevida e faminta cravava suas unhas em minhas costas. O frio da alcova já não era suficientemente para tanto suor misturado. Corpos unidos, nos dirigimos para piscina e ao ar livre sucumbimos nossos corpos na união perfeita do concavo e convexo. Gritos ecoavam pelo ar, mas eram alaridos de fruição e ela na sua melhor performance de bailarina dos sete véus sorria junto com as estrelas.
A noite não é tão longa quando estamos em perfeita sintonia. Veio o amanhecer e junto uma despedida... Para Sempre.
Fernando Matos
Poeta Pernambucano
http://poetapensadorfernandomatos.blogspot.com.br/
Era uma noite clara de sábado, clima suave e a solidão perturbava meu silêncio. Então resolvi sair, peguei a chave do carro e sem rumo fui buscar respostas... Ao subir uma ladeira me deparei com um bar simples, calmo como o meu solilóquio, uma radiola de ficha ideal para minhas perturbadoras ideias. Sentei, pedi ao garçom uma gelada para melhorar o verso e ali começava uma longa conversa de um poeta e três cadeiras vazias.
Aí foi que de longe te avistei, não gritei teu nome por educação, gesticulei com a mão e com graça você veio até minha presença... A conversa seria longa. Papo de bar não é lá tão intelectual, mas quem disse que eu estava afim de conversa nobre? Entre geladas e tira gostos, uma química muito forte surgia, já não eram os olhares inocentes, a cadeira mais perto e então... Um beijo.
Para quem estava em solidão aquele encontro caiu como um presente da deusa Afrodite. Uma conversa a mais no ouvido e saímos do bar, com destino pre determinado... A alcova dos desejos.
Uma replica dos castelos orientais, a luz vermelha e música que nos remetia a viagens pelo deserto. Minha mão quente e voraz já arrancava sua roupa com desespero de adolescente, ela atrevida e faminta cravava suas unhas em minhas costas. O frio da alcova já não era suficientemente para tanto suor misturado. Corpos unidos, nos dirigimos para piscina e ao ar livre sucumbimos nossos corpos na união perfeita do concavo e convexo. Gritos ecoavam pelo ar, mas eram alaridos de fruição e ela na sua melhor performance de bailarina dos sete véus sorria junto com as estrelas.
A noite não é tão longa quando estamos em perfeita sintonia. Veio o amanhecer e junto uma despedida... Para Sempre.
Fernando Matos
Poeta Pernambucano
http://poetapensadorfernandomatos.blogspot.com.br/
terça-feira, 11 de agosto de 2015
Paternidade
Paternidade
Caminho todos os dias entre
Esquinas de recordações,
Tento trabalhar as
lembranças
E emoções vividas por toda a
Família.
Hoje a tristeza da partida
fora
Renovada em alacridade de uniões
Trilhamos novos rumos
Construindo com as novas
gerações
Mundos atualizados de acordo
com
A Vontade Divina.
Lições foram guardadas no
âmago
Espiritual e não há um só momento
Que não seja para
desejar-lhe
Em oração ou pensamento,
Aonde quer que estejas
Paz, Iluminação e
Felicidade.
Fernando Matos
Poeta Pernambucano
sábado, 4 de julho de 2015
Poeticamente Louco
Poeticamente
Louco
É
complicado explicar o que é
Ser
feliz, ou sentir uma dor de saudade
Quando
a vida ainda existe na carne.
Por
muito tempo perdido na Solidade
Das
estradas esquecidas onde o “Eu”
Era
“Nós” fora de uma quadrado perfeito.
Somos
o contrário de angustia, sofrimento
Tudo
não passa de uma mentira sem
Saída,
amor frustado que se transforma
Em
ferimento...
O
mar é som dos nossos corações
A
lua dos namorados é nossa,
Os
pássaros cantarão nossas eternas canções.
The
sea is the sound of our hearts
The
moon Valentine is ours,
The
birds will sing our eternal songs.
La
mer est le son de nos coeurs
La
lune Valentine est la nôtre,
Les
oiseaux chantent nos chansons éternelles.
El
mar es el sonido de nuestros corazones
La
luna de San Valentín es la nuestra,
Los
pájaros cantan nuestras canciones eternas.
Que
importa a tradução se na imensidão
Dos
desejos, sofremos a despedida
Sem
direito a olhar para trás
Causando
desilusão, ficando no fim sem você.
Explodimos
por dentro dilacerando
A
alma viva e sem direito de nascer
Na
luz do sol de nós dois.
Fico
calado e não procuro saber
Da
sua vida, escrevo em linhas tortuosas
Para
esquecer a fantasia de nossas
Palavras
amorosas lançadas em um instante
De
prazer e loucura.
Quando
nasci poeta sabia que uma Vida
Nova
se transformava de sonho em realidade
E de
realidade em ilusão e de ilusão em amor intenso
E de
amor intenso em uma loucura Poeticamente Vivida.
Fernando
Matos
Poeta
Pernambuco
terça-feira, 2 de junho de 2015
Desvairo
Desvairo
Minha
alma reascende para um novo dia
E o
que o desejo requer de pura e ampla
Alegria
se transforma em angustia melancólica.
Uma
conspiração oculta, inimigos vazios
Na
tocaia do obscuro ser em plena
Transformação.
Permaneço
calado, imóvel
No meu
leito seguro, onde busco apoio
E
não encontro na imensidão da cama vazia.
Me
apavoro, todavia o escudo do meu espírito
É
mais forte restabelecendo-me a confiança.
A
pusilanimidade que invade meu amanhecer
Começa
a se dissipar no fulgor da minha carne
E o
Ser guerreiro veste novamente sua armadura
Reconhece
a família e vai para mais uma Vitória.
Fernando
Matos
Poeta
Pernambucano
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