domingo, 5 de maio de 2019

Na Correnteza

Na Correnteza

Se chegue e deixe de muita besteira
Abrace-me dando aquele gostoso nó
Que só você sabe e faz melhor a noite inteira.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano

Novo Dia

Novo Dia

Quando a expectativa é uma fome de viver
Crítica monstruosa e desmedida, não é vida
Caminho no âmago musical, crendo para ver...

Fernando Matos
Poeta Pernambucano

Indeciso

Indeciso

De um beijo é tudo que preciso
O calor do abraço além do retrato
Desejo aflorando em vosso corpo, improviso...

Fernando Matos
Poeta Pernambucano

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Trabalhar a Dor


Trabalhar a Dor



“Sinto Muito, Não Há Vagas”


Como assim? Preparei-me tanto
No entanto após horas de aprendizado
Estou abandonado sem um emprego.
Vem o desespero com tantas expectativas
Perdidas na sarjeta de um país na escuridão.
Tantos concursos públicos para uma só vaga
A praga da comercialização que nos reprime
Somos um time de força produtiva e criativa
Oprimidos por uma classe majoritária no poder
Difícil crer que o sol venha a nascer para todos...
Se não há trabalho, não levaremos comida para casa?
Amarga o pai de família que ainda é um fiel eleitor
Quanta dor não ofertar uma boa moradia
Estamos à revelia de um Governo ausente
Penitentes... Recorremos aos Santos presentes.
Já não penso apenas em mim e assim
Prossigo na estrada de sonhos e ilusões
Rogando a Deus que escute nossas Orações.
Com a Bênção do Divino Amor
Ter orgulho em ser chamado de Trabalhador.


Fernando Matos
Poeta Pernambucano


Suicídio


Trilogia da Maldade (3ª. Parte)

Suicídio


I

Em que esquina estagnou-se o destino
A embriaguez não foi capaz de elucidar
O sangramento espiritual... A Nau vai afundar.
Olhos cerrados tornam-se maligno.

A covardia agora festeja a fraqueza
Combatente sem força para reagir
Fere-se até a própria dor poder ouvir
O lamento triste da intima pureza...

Medicamentos que paralisam o raciocínio
Um minuto de silêncio para o suicida...
Olhos negros são a sua maior torcida.
O juízo não faz parte do autodomínio.

II

Toda missão começa na escolha da batalha
As armas são aderentes a vontade de vencer
Reluz o desejo de a Grande Evolução merecer
Parceiros de Luz ajudarão a ultrapassar a muralha.

Ao desistir em pleno campo de guerra
Nada mais te espera, senão o reaprendizado
Rever o que faltou ser tão memorizado
Unir-se aos bons é tudo que se espera...

Refazer o caminho agora é inevitável
Passando novamente com uma nova mente
Caminhos e lutas perdidas anteriormente
Apreender que o grande merecedor da vitória
Tem cicatrizes na alma na construção de sua história
O coração tem Luz e junto a Deus ele é inseparável.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano


Depressão


Trilogia da Maldade (2ª. Parte)

Depressão


A tristeza agora se apoderou do meu ser...
Nada mais tem interesse, nada aconteceu
Perdi a graça pela vida até a coragem se perdeu.
O prazer sobrevém neste vazio do entristecer.

A irritabilidade faz parte do meu desjejum
Uma angústia invade o quarto tudo destruindo
A dor generalizada alimenta-se me consumindo
O belo tornou-me um lugar-comum...

Busco nos bares respostas concretas
Só encontro mais pessoas totalmente vazias
A igualdade prolifera nas palavras de agonias
Gritar no âmago do espírito é tudo que me resta.


Fernando Matos
Poeta Pernambucano



Ansiedade


Trilogia da Maldade (1ª. Parte)

Ansiedade


De repente um medo incontrolável
Assola meu caminhar e tudo mais
O corpo não reage, sinto-me incapaz
Quero resposta a essa dor irrefreável.

Coração acelerado, respiração aumentada
A luz é clara e a escuridão ainda comanda
Processo de impacto mental que tudo balança
Sem equilíbrio físico e a caminha fica perturbada.

A vida é bela, todavia a imaginação estéril
Produz frutos impuros e sou mal interpretado
Sozinho, resisto à beira do abismo amaldiçoado
Improdutivo à sociedade... Consideram-me infértil.

No real imaginário, busco respostas na insônia
O silêncio da noite não escuta meus gritos
Cego caminho e já não sei onde piso...
Quero voltar à Vida ao ventre da minha colônia.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano